Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

China cria ilha do zero ao despejar toneladas de areia no oceano, muda rotas militares e vida marinha

Saiba como a criação de ilhas artificiais está mudando as atividades militares na região e até mesmo a vida marinha

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 13:00

A nova configuração do Mar do Sul da China gera tensão diplomática e danos ambientais graves
A nova configuração do Mar do Sul da China gera tensão diplomática e danos ambientais graves Crédito: Foto: Reprodução YT/BBC

O cenário do Indo-Pacífico está passando por uma modificação radical que pode ser visualizada diretamente do espaço sideral. Nos últimos anos, a China redesenhou o Mar do Sul da China ao "fabricar" terra onde existiam apenas recifes submersos.

Imagens de satélite mostram com clareza como essas novas ilhas artificiais emergem e transformam a paisagem marítima de forma permanente. Essa estratégia alimenta tensões territoriais e muda a forma como as forças militares se deslocam por aquela área.

Imagens de satélite revelam como Pequim transformou recifes em bases militares e portos por Reprodução YT/BBC

Ao analisar o "antes e depois" no Google Earth, é possível analisar recifes transformados em portos e pistas de concreto com traços geométricos. Atualmente, o mundo debate o que essa presença física significa para o equilíbrio de forças e para a preservação oceânica.

O marco inicial da expansão territorial

O momento mais decisivo desse plano começou no final de 2013, com o foco na ampliação de recifes no arquipélago de Nansha. Nesse curto período, Pequim adicionou quase 3.000 acres de terra nova, superando as iniciativas de qualquer outro país vizinho.

Essa diferença gritante na escala das obras tornou-se o principal motivo para o aumento da desconfiança entre as nações asiáticas. Relatórios de segurança indicam que a velocidade da construção chinesa surpreendeu até mesmo os observadores internacionais mais experientes da região.

Como o processo de engenharia cria ilhas

A criação dessas ilhas envolve técnicas de engenharia pesada que utilizam dragas gigantescas para remover sedimentos do fundo do mar. Areia e cascalho são bombeados continuamente para que o terreno suba acima da linha das marés e receba estruturas.

Após a elevação do solo, vêm as etapas de compactação e terraplanagem para garantir a estabilidade das futuras construções de concreto. Satélites registram que esse ritmo acelerado faz com que a água mude de cor rapidamente durante a execução das obras.

O dilema das instalações civis e militares

A cidade de Pequim defende que as ilhas servem para pesquisa meteorológica, proteção ambiental e segurança para as embarcações de pesca na região. Contudo, analistas de defesa notam que as estruturas facilitam a instalação de mísseis anti navio e radares potentes.

A construção de pistas de 3.000 metros dá à China uma vantagem tática e logística sem precedentes no meio do oceano. Dessa forma, o país mantém uma presença militar constante, o que incomoda profundamente vizinhos como o Japão, Taiwan e Vietnã.

Consequências para o ecossistema e a pesca

Infelizmente, a "corrida do aterramento" traz danos graves, com o soterramento de quilômetros de recifes de coral nas áreas ocupadas. A sedimentação causada pela dragagem prejudica a vida marinha ao redor e compromete a saúde dos berçários naturais.

Essa degradação ambiental repercute na segurança alimentar de várias comunidades costeiras que dependem da pesca para sobreviver diariamente. Portanto, o impacto das ilhas artificiais vai muito além da política e atinge o coração da biodiversidade marinha regional.