Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Giuliana Mancini
Estadão
Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 09:45
Um ataque atribuído a Israel em uma escola primária em Minab, na província de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, no Irã, deixou pelo menos 51 mortos. A informação é da imprensa estatal do Irã.>
O balanço anterior registava 40 mortes e 45 feridos no ataque à escola de Shajare Tayyebeh, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos neste sábado (28). A Guarda Revolucionária paramilitar do Irã tem uma base na cidade.>
Nem os EUA nem Israel ofereceram detalhes sobre a campanha militar deste sábado até agora. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao povo iraniano que "assuma o controle de seu governo" - um apelo extraordinário que sugeriu que os aliados poderiam estar buscando o fim da teocracia do país após décadas de tensões.>
O ataque rapidamente se expandiu além do Irã. A Guarda Revolucionária paramilitar do Irã disse que respondeu lançando uma "primeira onda" de drones e mísseis visando Israel, onde um alerta nacional foi emitido enquanto o exército dizia que derrubaria o fogo iraniano.>
Enquanto isso, o Bahrein disse que um ataque com mísseis teve como alvo o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA no reino insular. Testemunhas ouviram sirenes e explosões no Kuwait, lar do Exército Central dos EUA. Explosões também puderam ser ouvidas no Catar.>
O Iraque e os Emirados Árabes Unidos fecharam seu espaço aéreo, e sirenes soaram na Jordânia. Estilhaços de um ataque à capital dos Emirados Árabes Unidos mataram uma pessoa, disse a mídia estatal, a primeira fatalidade conhecida no contra-ataque iraniano.>
Os houthis apoiados pelo Irã no Iêmen, por sua vez, prometeram retomar ataques às rotas de navegação do Mar Vermelho e a Israel, de acordo com dois altos funcionários houthis. Eles falaram sob condição de anonimato porque não houve anúncio oficial da liderança houthi.>
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de Israel - que considera o Irã seu arqui-inimigo - disse que o ataque conjunto foi para "remover uma ameaça existencial representada" pelo Irã. "Nossa operação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos", disse Netanyahu.>
Os alvos na campanha israelense incluíam o exército do Irã, símbolos do governo e alvos de inteligência, de acordo com um oficial informado sobre a operação.>
Em retaliação, o Irã lançou ataques contra Israel, levando vários hospitais israelenses a ativarem protocolos de emergência, incluindo a transferência de pacientes e cirurgias para instalações subterrâneas.>