Israel afirma ter matado importante militante do Hamas

Responsável pelo setor de foguetes do Hamas, Amir Mansi, foi morto pela artilharia israelense

Publicado em 10 de janeiro de 2009 às 22:50

- Atualizado há 9 meses

O governo de Israel confirmou já ter lançado, somente neste sábado (10), mais de 70 ataques contra a Faixa de Gaza. Segundo a agência de notícias britânicas BBC, o governo israelense afirmou que os alvos da ofensiva terrestre, marítima e aérea tinham ligações com o grupo islâmico Hamas.

De acordo com a BBC, um porta-voz do exército israelense afirmou que um alto militante do Hamas, Amir Mansi, foi morto pela artilharia israelense. Mansi, ainda segundo o porta-voz israelense, estaria envolvido no lançamento de foguetes contra o sul de Israel, a partir da Cidade de Gaza. O Hamas não emitiu qualquer comentário sobre o assunto.

A BBC também divulgou que as tropas israelenses teriam se aproximado da Cidade de Gaza, sem, contudo, entrar nas zonas mais populosas. As notícias, bem como o números de vítimas e os locais atingidos pelos bombardeios lançados por Israel não puderam ser checados por fontes independentes, já que o governo israelense proíbe a entrada de jornalistas estrangeiros na região.

De acordo com as agências de ajuda humanitária, os 1,5 milhão de moradores de Gaza precisam urgentemente de alimentos e ajuda médica. Após ter suspendido, na última quinta-feira (8), a distribuição de comida e remédios na Faixa de Gaza, a Organização das Nações Unidas (ONU) retomou os trabalhos assistenciais. A interrupção na entrega ocorreu porque, segundo a entidade, o motorista de um de seus caminhões teria sido morto, supostamente pela artilharia israelense. Israel negou a acusação, afirmando ter certeza de que suas tropas não atacaram o veículo.

Os combates entre Israel e o Hamas recomeçaram há 15 dias, após o término, em novembro, de um acordo de cessar-fogo firmado pelas duas partes. Israel alega ter voltado a bombardear a Faixa de Gaza em resposta aos mísseis que militantes do Hamas vinham lançando contra o sul do país, mesmo durante a vigência do acordo de seis meses.

Ontem (9), Hamas e Israel rejeitaram uma resolução de cessar-fogo aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU. Enquanto Israel afirma que os contínuos ataques com foguetes mostram que resoluções “não funcionam”, o Hamas insiste que qualquer trégua tem que incluir o fim do bloqueio econômico de Israel à Faixa de Gaza, além da retirada das tropas israelenses da região.

(Com informações da Agência Brasil)