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Mulher viaja aos EUA para ser morta por homem que conheceu em site

Os dois se conheceram em site fetichista e ela viajou para sofrer abusos e ser morta

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 12:20

Sonia Exelby e Dwain Hall
Sonia Exelby e Dwain Hall Crédito: Reprodução

Os resultados da autópsia de Sonia Exelby, britânica de 32 anos encontrada morta na Flórida, trouxeram novos detalhes sobre um crime que investigadores descrevem como resultado de um pacto macabro. O laudo foi divulgado nesta semana pelo Instituto Médico Legal do condado de Marion e obtido pelo jornal Daily Mirror, que publicou detalhes.

Segundo o relatório, Sonia sofreu quatro facadas profundas, com perfurações que atingiram órgãos vitais como a aorta, o esôfago, o estômago, o baço, o pâncreas e o rim esquerdo. As lesões provocadas por arma branca tinham entre 10 e 18 centímetros de profundidade. O exame também identificou uma abrasão seca, de coloração vermelho-alaranjada, em formato de “V”.

A análise toxicológica apontou a presença de canabinoides no sangue e uma quantidade de álcool considerada suficiente para comprometer o estado de alerta e a capacidade de avaliação de riscos da vítima.

Crime macabro

O corpo de Sonia foi localizado em 17 de outubro, enterrado em uma cova rasa em uma área de mata de Marion Oaks, na Flórida, dias depois de ela não embarcar no voo de retorno ao Reino Unido, que estava previamente agendado. A britânica morava em Portsmouth, na Inglaterra, e havia viajado aos Estados Unidos após conhecer um americano em um site de fetiche.

De acordo com os investigadores, foram encontradas no computador de Sonia evidências “indicando que estava viajando para os Estados Unidos para ser abusada sexualmente, torturada e possivelmente assassinada”.

Após a descoberta dos restos mortais, a polícia da Flórida prendeu Dwain Hall, de 53 anos, suspeito de homicídio em primeiro grau e sequestro. Ele foi detido em 18 de outubro, depois de supostamente tentar utilizar os cartões de crédito da vítima.

Inicialmente, Dwain negou qualquer vínculo com Sonia. No entanto, confrontado pelos investigadores, acabou admitindo que foi ao aeroporto buscá-la e que a levou para um Airbnb. Ele afirmou ser uma espécie de “mentor” da britânica, reconheceu ter “tendências violentas” e declarou que os dois discutiram temas como bondage (prática sadomasoquista), suicídio e o desejo dela de que alguém a matasse.

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Crime Barbaro