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Ex-aliado de Lula detona presidente após veto na PL da Dosimetria: 'Partiu para o conflito'

O deputado Paulinho da Força afirmou que o veto "rasga a bandeira da paz" e ignora o diálogo estabelecido no Congresso

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 17:44

Paulinho da Força
Paulinho da Força Crédito: José da Cruz/Agência Brasil

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do Projeto de Lei da Dosimetria na Câmara, reagiu duramente ao veto integral anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (8). O parlamentar afirmou que a decisão presidencial desrespeita o esforço de pacificação institucional e ignora a "construção coletiva" realizada pelo Poder Legislativo.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Paulinho declarou que o congresso estava entrando num consenso com o governo para estabilizar as relações institucionais, mas que o presidente preferiu o caminho do confronto. “O congresso entregou a bandeira branca da paz do Brasil nas mãos do Lula. Sabe o que ele fez? Rasgou e tocou fogo nela”, criticou o deputado.

O PL da Dosimetria propõe o reajuste das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, o que, na prática, pode reduzir o tempo de prisão de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o relator, o texto não foi uma imposição, mas fruto de um amplo debate que envolveu diferentes lideranças políticas e personalidades jurídicas.

Para Paulinho da Força, ao optar pelo veto total durante o evento que marcou os três anos do 8 de janeiro, Lula "jogou gasolina" em um terreno que o parlamento buscava pacificar. "Preferiu o confronto ao diálogo, a tensão ao entendimento", acrescentou o parlamentar, que prometeu mobilizar o Congresso para derrubar o veto.

Outras figuras do cenário político do país também se posicionaram, como Flavio Bolsonaro, que em sua conta no X disse: “Enquanto isso, criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil”. Além dele, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, falou durante seus compromissos de agenda "[É de se lamentar] você levar esse tema para uma decisão pessoal que não tem o respaldo legal”.

Do outro lado, o governo defende que o projeto seria uma afronta às instituições e às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Lula já havia sinalizado, em dezembro, que vetaria qualquer tentativa de abrandamento das penas, sustentando que os envolvidos na trama golpista devem responder integralmente por seus atos.

Com o veto presidencial agora oficializado, o texto retorna ao Congresso Nacional, onde deputados e senadores decidirão, em sessão conjunta, se mantêm a decisão de Lula ou se restauram o projeto original.

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Lula Jair Bolsonaro Flávio Bolsonaro 8 de Janeiro