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Fernanda Varela
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 11:01
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou neste sábado (3) o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e classificou a ofensiva como uma afronta à soberania do país vizinho. Em nota, Lula afirmou que a ação ultrapassa limites aceitáveis na relação entre Estados.>
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse o presidente.>
Lula
A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. O paradeiro de Maduro, no entanto, não foi confirmado por autoridades venezuelanas.>
Diante da escalada do conflito, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência neste sábado, com a participação de ministros, para discutir a resposta política do Brasil e os possíveis impactos da ofensiva americana na região. O encontro ocorre no âmbito do Itamaraty.>
Violação do direito internacional>
Na mesma manifestação, Lula afirmou que a ação militar representa uma violação flagrante do direito internacional e pode abrir caminho para um cenário global de instabilidade.>
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, declarou. Segundo ele, a condenação ao uso da força é coerente com a posição histórica do Brasil em crises internacionais recentes.>
O presidente também disse que a ofensiva remete a períodos de forte interferência externa na América Latina e no Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.>
“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, afirmou.>
Desde o início da escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, Lula tem se posicionado contra qualquer intervenção militar na América Latina e defende que divergências entre países sejam resolvidas por meio do diálogo diplomático.>