10% das escolas brasileiras registram casos de bullying semanalmente, mostra pesquisa

educamais
04.07.2019, 18:05:00
Atualizado: 04.07.2019, 18:33:19
Cerca de 3% das escolas brasileiras enfrentam problemas de intimidação ou ofensa verbal a professores ou funcionários ao menos uma vez por semana (Shutterstock)

10% das escolas brasileiras registram casos de bullying semanalmente, mostra pesquisa

Participaram do levantamento 48 países que compõem a OCDE

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Semanalmente ao menos 10% das escolas no Brasil registram ações de bullying no ambiente educacional. É o que apontou o relatório Teacher and School Leaders as Lifelong Learners, feito a partir dos dados obtidos na pesquisa Teaching and Learning International Survey (Talis), realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Participaram da pesquisa professores de 48 países pertencentes à OCDE.

No conjunto de países da Talis 2018, 3% das escolas brasileiras enfrentam problemas de intimidação ou ofensa verbal a professores ou funcionários ao menos uma vez por semana. Continuando com a comparação entre o Brasil, 28% dos diretores de unidades de ensino do país apontaram casos corriqueiros de bullying e intimidação entre os alunos, contra 14% reportado pelos outros países participantes da pesquisa.

pedagoga Sandra Costa atua como coordenadora de uma escola particular e acredita que ações como palestras e debates são fundamentais para amenizar e até conter atos violentos entre os alunos. Costa ainda aposta que a união família-escola é de extrema importância para o estímulo às boas atitudes entre os estudantes.

“Na instituição em que trabalho, conscientizamos os alunos contra o bullying na matéria de ética e com projetos de não violência. A família também é convidada a participar já que tem também um papel fundamental neste processo. Não adianta o professor ajudar o aluno e família ficar fora”, explicou a pedagoga.

A profissional também ressalta que o diálogo é um dos caminhos mais eficazes para combater o bullying nas escolas, incluindo primordialmente entender a origem do problema e como o aluno agressor deve se comportar. “Toda vez que um caso desse ocorre na nossa escola, a gente procura conversar com o aluno e pede para que ele faça uma reflexão e se coloque no lugar do colega. Com essa conversa a gente já percebe uma grande mudança”, conclui Sandra.

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