Acabou! 2,8 mil postos da Bahia estão sem combustível, diz sindicato 

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26.05.2018, 07:59:00
Atualizado: 26.05.2018, 08:00:24
(Foto: CORREIO)

Acabou! 2,8 mil postos da Bahia estão sem combustível, diz sindicato 

Presidente do sindicato afirma que não há estimativa de reabastecimento

O Sindicato do Comércio de Combustíveis e Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia) informou na manhã deste sábado (26) que os 2,8 mil postos do estado estão sem combustível. 
 
“Acabou e não temos perspectiva de reabastecimento. Acredito que nenhum posto de Salvador e da Bahia tenha mais produtos para vender. Em Salvador apenas o posto Petrobras do Stiep tem, mas o combustível de lá está separado para reserva técnica da Polícia Militar para situações de emergências. O agravante é que há serviços essenciais que estão em situação crítica. A Coelba, por exemplo, já está sem produto e não podemos fazer nada”, afirmou Walter Tannus, presidente do Sindicombustíveis. 
 
A paralisação dos caminhoneiros entra neste sábado no sexto dia. Poucos postos ainda têm diesel. Segundo o sindicato há estabelecimentos fechados por falta de produtos desde o dia 23 de maio, gerando um prejuízo incalculável.
 
“O movimento dos caminhoneiros trouxe à discussão a alta carga tributária dos combustíveis, o que impõe uma solução também para a gasolina, sob pena de outras categorias se mobilizarem trazendo consequências para o abastecimento dos veículos movidos a gasolina e etanol”, afirmou o sindicato. 
 
O Sindicombustíveis Bahia destacou que defende a implementação monofásica do ICMS, estabelecendo valor único em dinheiro, chamado ad rem, para cada produto (gasolina, diesel, etanol) em todo o território nacional. Também, junto com Fecombustíveis, pleiteamos zerar a Cide e o PIS/Cofins para o diesel. Para a gasolina, a proposta é zerar a cobrança da Cide e retornar o PIS/Cofins aos mesmos valores cobrados antes do aumento de julho de 2017, pelo Governo Federal. 
 
“O Governo Federal e o movimento dos caminhoneiros precisam urgentemente chegar a um acordo para que as consequências não sejam mais drásticas ainda, envolvendo a segurança e a saúde da população”, reforçou o sindicato. 
 

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