Advogado quebra celular e joga pela janela durante ação da PF em Salvador

salvador
11.09.2019, 14:09:00
Atualizado: 11.09.2019, 16:28:16
Operação acontece hoje em Salvador (Marina Silva/CORREIO)

Advogado quebra celular e joga pela janela durante ação da PF em Salvador

Ele também rasgou e jogou fora vários documentos

Um dos três advogados que tiveram as casas vasculhadas durante uma operação da Polícia Federal em Salvador nesta quarta-feira (11) se desesperou e quebrou um celular diante dos agentes. Depois, ele atirou o telefone pela janela do apartamento. A informação é da coluna de Lauro Jardim, de O Globo.

O advogado também rasgou e jogou pela janela vários documentos - a operação buscava justamente esse tipo de conteúdo. Os policiais recuperaram o celular e também a papelada.

Outros quatro desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) também foram alvo da ação em suas casas e gabinetes. A operação Injusta Causa foi autorizada pelo ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Operação
Cerca de 50 policiais federais, acompanhados de cinco procuradores da República, cumprem 11 mandados de busca e apreensão no órgão público, em escritório de advocacia e nas residências dos investigados.

Enquanto equipes da Polícia Federal foram vistas no Loteamento Aquarius na Pituba, outros agentes federais buscavam documentos no TRT 5ª Região, onde funciona o Fórum Ministro Coqueijo Costas, na Rua Bela Vista do Cabral.

Como os mandados foram expedidos pelo STJ, um juiz de lá esteve no TRT-BA  acompanhando a coleta de informações. O CORREIO procurou o STJ e aguarda uma resposta.

Na ação estavam também um delegado federal e agentes da Polícia Federal.  Por volta das 10h, os agentes federais saíram com os malotes lacrados e nada comentaram com a imprensa.

Para não chamar a atenção, agentes chegaram de paletó e gravata - vestidos como advogados que habitualmente frequentam o fórum. A identificação de que se tratava de policiais só foi possível por conta da saída dos malotes - que exibiam a etiqueta "Polícia Federal". Poucos agentes tinham os distintivos aparente. Outra tática para evitar chamar atenção para a operação foi o uso de veículos sem a logomarca da PF, entre eles duas Pajeros.

Uma advogada disse que houve atraso de uma hora nas audiências agendadas para hoje. "Na segunda turma estava um confusão. Na hora, ninguém sabia o que estava acontecendo", disse ela, fazendo referência as buscas da PF.

Poderia ter sido preso
Ao CORREIO, o presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Bahia (OAB-BA), Adriano Batista, informou que a comissão acompanhou a busca e apreensão no escritório de advocacia. Sempre que existe mandado de busca e apreensão em escritórios de advocacia ou mandado de prisão a advogados, a polícia deve comunicar a OAB. 

A entidade, por sua vez, indica um representante da comissão para acompanhar o caso. "Nós tomamos conhecimento ontem (terça-feira). Eles nos comunicaram e indiquei um representante que foi hoje às 5h da manhã. Nosso representante não tem conhecimento de quem é o advogado, nem mesmo qual é o endereço (onde vai ser cumprido o mandado)", explicou. Isso porque o representante da OAB deve ir até a sede da PF e, de lá, seguir na viatura da polícia. 

Segundo o presidente da comissão, o mandado de busca e apreensão não teve como objeto o escritório em si, mas a sala de um advogado específico - João Gonçalves Franco Filho, que, por sua vez, não estava presente. "Ele não estava lá porque salvo engano, houve (cumprimento de mandado) também na casa dele. Não fomos chamados para ir nas residências porque não houve mandado de prisão", disse. "Queria deixar claro que o escritório ao qual o advogado era vinculado não foi investigado", ressaltou. 

Justamente por não estar presente nas casas dos advogados, a OAB-BA não foi oficialmente comunicada sobre a situação do advogado que jogou o celular pela janela. Batista explicou que também não sabe se a situação realmente aconteceu e disse que a OAB não foi procurada nem pelos advogados nem pelos defensores deles. 

Mesmo assim, o advogado, cuja identidade não foi revelada, poderia ter sido preso por tentativa de destruição de provas. "Você não é obrigado a produzir provas contra você, nem a entregar o celular. Mas ele poderia ter sofrido as consequências por destruir provas na frente da autoridade policial", disse Batista. 


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