Amigos de infância, Chamusca e Amadeu se enfrentam pela 1ª vez

e.c. vitória
16.08.2019, 22:03:01
Atualizado: 16.08.2019, 22:16:13
Técnicos se conheceram na escola e fizeram amizade pelo futebol (Divulgação)

Amigos de infância, Chamusca e Amadeu se enfrentam pela 1ª vez

Técnicos de CRB e Vitória estudaram juntos e iniciaram lado a lado no futebol

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

No futebol é de praxe que os treinadores se estudem antes de um jogo. No caso de CRB x Vitória, neste domingo (18), às 16h, em Maceió, não será preciso. Marcelo Chamusca, técnico do time alagoano, e Carlos Amadeu, do Leão, se conhecem de longa data.

“Conheci Amadeu no [colégio] Teresa de Lisieux. Foi meu colega de sala, eu sentava numa carteira do lado da dele. E como nós dois gostávamos muito de jogar futebol, ficamos muito amigos”, conta Chamusca em entrevista exclusiva ao CORREIO.

“Ele é como um irmão. Eu, ele, Péricles [Chamusca, irmão de Marcelo], Nelsinho [Góes, ex-diretor da base do Vitória] crescemos juntos. É interessante como a vida nos prega essas surpresas, né?”, comentou Amadeu.

Os amigos deram os primeiros passos no futebol juntos. Do futsal do Teresa de Lisieux foram levados pelo professor Adelmar Santana, que ensinava no colégio e treinava a base do Bahia, para jogarem na base do Fazendão.

Chegaram juntos ao profissional do Bahia. Marcelo teve maior longevidade no profissional que o amigo, que por conta de uma lesão no braço teve que iniciar a carreira de técnico mais cedo.

O reencontro foi na base do Vitória. “Eu estava iniciando a minha carreira como técnico em 1994 e ele já estava lá desde 1991”, conta Chamusca. Foram juntos de novo para o Bahia, em 2000.

Chamusca diz que até hoje os amigos se ajudam: “A gente troca muita ideia sobre a parte tática, metodologia de treinamentos, sobre os jogadores, de tudo. Mas já tem um bom tempo que não falo com Amadeu. A última vez foi na pausa da Copa América, quando fui a Salvador e almoçamos. Tanto é que fiquei sabendo da contratação dele por meio da imprensa”.

Por motivos óbvios, será a primeira vez que se enfrentarão na categoria principal. O duelo de domingo será apenas o segundo de Amadeu à frente de uma equipe profissional.

Chamusca diz que o amigo já merecia uma oportunidade: “Ele é um profissional extremamente capacitado e que já tem uma experiência muito boa por já ter assumido equipes interinamente. Ou seja, era um profissional que só precisava de uma oportunidade. E o Vitória deu essa chance a ele”.

O técnico do CRB diz que está na torcida pelo sucesso do amigo – mas só depois do duelo em Maceió, pela 16ª rodada da Série B.

“Vou torcer sempre para que Amadeu tenha sucesso, porque independentemente de jogar contra ele é meu amigo”, disse.

“Agora, domingo é outra história. Domingo vou dar a minha vida pelos três pontos. Eles também estão precisando pontuar e vêm de um momento bom após a Copa América, com a sexta melhor campanha. A expectativa aqui é de que vamos enfrentar um adversário difícil, que cresceu durante a competição”, completou Chamusca.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas