Após ver Kátia Vargas pela 1ª vez, mãe de Emanuel e Emanuelle deixa júri chorando

salvador
05.12.2017, 10:28:37

Após ver Kátia Vargas pela 1ª vez, mãe de Emanuel e Emanuelle deixa júri chorando

Enfermeira Marinúbia Gomes pediu por justiça

Após ver Kátia Vargas pela primeira vez, nesta terça-feira (5), a mãe de Emanuel e Emanuelle deixou o salão do júri do Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré, onde acontece o primeiro dia de julgamento da médica. Kátia Vargas é acusada de provocar o acidente, no qual morreram os dois filhos da enfermeira Marinúbia Gomes, no bairro de Ondina, em outubro de 2013. Marinúbia saiu do salão 45 minutos depois do início do júri. 

"Deus está no controle, a luta é por vitória, é por justiça que seja feita para as ambas as famílias. É isso que eu quero, é isso que eu peço a Deus", afirmou Marinúbia Gomes, amparada por amigas.


Marinúbia voltou para o salão do júri. Ela ficou cerca de 15 minutos do lado de fora. "Ela saiu para tomar um ar. É o primeiro momento que ela teve frente à frente com Kátia Vargas", explicou Maria do Carmo, psicóloga e amiga da família. 

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Depois de alguns meses em silêncio, a mãe dos irmãos Emanuel e Emanuelle falou rapidamente com o CORREIO ao chegar hoje, por volta das 6h40, no Fórum Ruy Barbosa. "O sentimento é de confiança. Fé em Deus, fé na Justiça. A gente tem que ter, né?", disse a enfermeira em entrevista ao CORREIO. A enfermeira não estava falando sobre o caso por orientação dos advogados.

Sem condições de falar
Na sexta-feira (1º), Marinúbia chegou a ir ao fórum onde estavam sendo entregues as 220 senhas para o público interessado em assistir ao julgamento. Ela chegou por volta das 2h30, acompanhada de amigos e do advogado, cumprimentou as pessoas que estavam na fila mas permaneceu dentro do carro da família, estacionado na mesma rua. Ela, assim como a família de Kátia, tem direito a senhas reservadas. 

Exatos 1.517 dias depois do acidente, a família dos irmãos aguarda com expectativa o julgamento de Kátia.  

Desempregada há pouco mais de um ano, a enfermeira Marinúbia não consegue trabalho. Nas últimas entrevistas de emprego, foi descartada pela repercussão do caso, segundo Mayane Gomes, prima dos filhos da enfermeira.

Procuramos a enfermeira  ao longo da semana que antecedeu o julgamento, mas a família relatou que ela estava sem condições de falar sobre o assunto. Mesmo quando o CORREIO informou que publicaria uma entrevista com a médica, Marinúbia optou não falar.

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