Avião de Marília Mendonça bateu em torre de alta tensão antes de cair

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05.11.2021, 20:25:14

Avião de Marília Mendonça bateu em torre de alta tensão antes de cair

Pilotos reclamavam sobre dificuldade de pousar no local

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) confirmou que o avião King Air bateu em uma torre de alta tensão antes de cair em Caratinga, Minas Gerais, nesta sexta-feira (5). A bordo estavam cinco ocupantes, incluindo a cantora Marília Mendonça.

O avião, um bimotor King Air da Beech Aircraft, fabricado em 1984, decolou de Goiânia e caiu em uma cachoeira a 2 quilômetros da pista onde faria o pouso, segundo informou a Polícia Militar mineira. A aeronave tinha capacidade para 4,7 mil quilos e podia levar até 6 passageiros.

Relatos de pilotos que sobrevoaram a região próximo ao momento do acidente e também de testemunhas são de que o avião pode ter rasgado fios de alta tensão ligadas a uma torre próximo ao local, de acordo com o G1.

Nos meses de setembro e agosto, os órgãos aéreos da região já haviam recebido relatos de outros pilotos antes do acidente. Segundo eles, os fios elétricos atrapalhariam o pouso no aeródromo de Caratinga. São relatos denominados de Notam (Notificação Aeronáutica) e que indicam dados sobre riscos e alertam outros pilotos que se dirigem à região sobre perigos para operar no local.

Uma testemunha relatou às autoridades que, após colidir contra os fios, o avião teria perdido um motor. A aeronave tinha dois motores mas, segundo essa testemunha, que também é piloto, a aeronave teria perdido sustentação com a colisão (estolado), diz o G1.

Para confirmar essa ou outros fatores que podem ter contribuído para o acidente, a FAB irá fazer uma perícia nos destroços do avião, ouvir testemunhas das pistas de pouso de onde o avião decolou e do destino, recuperar documentos, dados de inspeções técnicas, de manutenção do avião, além de ver a qualidade do combustível usado na operação.

Em nota, a Aeronáutica informou que "investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA 3), localizado no Rio de Janeiro (RJ), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA)" foram deslocados para o local da tragédia para apurar o acidente.

"Na ação inicial, os investigadores identificam indícios, fotografam cenas, retiram partes da aeronave para análise, ouvem relatos de testemunhas, reúnem documentos, etc. Não existe um tempo previsto para essa atividade ocorrer, dependendo sempre da complexidade da ocorrência", afirmou a FAB.

"O objetivo das investigações realizadas pelo Cenipa é prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram. A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os fatores contribuintes", disse a Aeronáutica.

Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião de Marília Mendonça estava com a documentação em dia e tinha autorização para fazer táxi aéreo.

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