Bahia perde muitos gols, leva dois e é derrotado pelo Fluminense

e.c. bahia
12.10.2019, 20:52:00
Atualizado: 12.10.2019, 21:57:05
Daniel foi o autor do segundo gol do Fluminense contra o Bahia (Mailson Santana/Fluminense F.C.)

Bahia perde muitos gols, leva dois e é derrotado pelo Fluminense

Tricolor chegou à terceira partida consecutiva sem vencer no Brasileirão

Regras e mantras do futebol costumam ser tão claros quanto cruéis. Tem a famosa lei do ex, há também situações de se ganhar jogo na camisa - quando times de tradição vencem partidas que tinham tudo para perder. Por fim, há o jargão que prega: quem não faz toma. Contra o Fluminense, neste sábado (12), o tricolor perdeu muitos gols e levou. No Maracanã, os gols de Nenê e Daniel deram a vitória por 2x0 aos donos da casa. O Bahia chegou ao terceiro jogo consecutivo sem vencer. 

A quantidade de gols que o Bahia perdeu era suficiente não só para ter saído do Rio de Janeiro com um ponto, como até com três. Foi desperdício para dar e vender. Élber, a 1 minuto de jogo, e Lucca perderam sem goleiro. Arthur Caíke chutou em cima de Muriel, que ainda operou milagre em chute de João Pedro. No final das contas, caiu a invencibilidade de seis jogos que o time baiano ostentava sobre o Fluminense na Série A.

Com a derrota, o Esquadrão perdeu também a chance de voltar ao G6 nesta 25ª rodada. Ficou estagnado com 38 pontos, em oitavo lugar até o momento. Os concorrentes logo à frente, caso de Grêmio (38), Internacional (38) e São Paulo (40), ainda vão jogar no domingo, e a diferença para o G6 pode subir para até três pontos.

Olhando para trás, o tricolor pode ser ultrapassado pelo Athletico-PR, que jogará contra o Flamengo em Curitiba também no domingo, e o Goiás já aparece na sombra, com 36 pontos. A equipe goiana venceu o CSA por 1x0 neste sábado.

O jogo
Bahia e Fluminense fizeram uma partida que representou bastante para além das quatro linhas: Roger Machado e Marcão, técnicos das duas equipes, protagonizaram o confronto entre os dois únicos treinadores negros na Série A 2019.

A dupla entrou vestindo uma camisa do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, entidade que tem objetivo de "monitorar e divulgar, através de seus canais, os casos de racismo no futebol, assim como ações informativas e educativas que visem erradicar a intolerância que tanto macula a democracia das relações sociais".

Roger e Marcão antes do jogo, no Maracanã (Foto: EC Bahia/Divulgação)

Em campo, quem começou melhor foi o técnico do Bahia. Titular de última hora por causa do veto de Nino Paraíba, com dor na panturrilha, João Pedro fez uma ótima jogada na direita e deu o gol para Élber fazer. Mas o camisa 7 conseguiu o que parecia impossível: na pequena área e com o gol vazio, chutou para fora. O lance aconteceu no primeiro minuto de jogo.

Em sua primeira atuação como titular na volta ao Bahia, João Pedro poderia iniciar como herói dando assistência, mas logo vestiu máscara de vilão. Aos 19 minutos, segurou Yony González dentro da área e cometeu pênalti. Na cobrança, Nenê deslocou Douglas e abriu o placar para o Fluminense.

O Bahia fez um primeiro tempo nervoso. O time pareceu sentir o gol perdido de forma precoce. Ainda assim, quando colocava a bola no chão, conseguia criar. Foi assim quando Élber cruzou da direita e Gilberto, sozinho, cabeceou fraco, nas mãos de Muriel.

Do outro lado, o Fluminense encontrava facilidade para avançar pelo setor direito da defesa do Esquadrão. Guerra não conseguia fechar os espaços e isso deixou o setor defensivo exposto. Yony González tentou aproveitar em duas oportunidades: na primeira, chutou para fora. Na segunda, parou em Douglas.

O Fluminense ampliou antes do apito soar encerrando a primeira etapa. João Pedro, o atacante homônimo do time carioca, recebeu passe e carimbou a trave. Daniel pegou o rebote e, de cabeça, fez o segundo gol. Douglas chegou a tocar na bola, mas não conseguiu impedir que ela entrasse.

Segundo tempo
Roger sabia que o 2x0 colocava seu time em uma luta contra o relógio. Não havia muito a perder e o técnico do Bahia promoveu duas alterações logo na volta do intervalo: Guerra e Ronaldo saíram para a entrada de Arthur Caíke e Lucca. O camisa 77 criou duas oportunidades antes dos 5 minutos. Primeiro aproveitou bobeira, driblou Muriel, mas perdeu o ângulo e chutou para fora. Depois tabelou com Gilberto e rolou para Flávio, dentro da grande área, isolar a bola.

O Bahia abusava de perder gol. Em mais uma vez que a pressão teve sucesso no campo de ataque, Gilberto invadiu a área pela direita e rolou para Lucca. De novo sem goleiro, o tricolor não conseguiu marcar. Desta vez, Gilberto, o lateral homônimo do Fluminense, salvou o chute em cima da linha.

O time teve mais chances. Arthur Caíke se atrapalhou sozinho quase na pequena área. Élber, João Pedro e Gilberto pararam nas mãos de Muriel.

FICHA TÉCNICA:

Fluminense 2x0 Bahia

Fluminense: Muriel, Gilberto, Nino, Digão (Frazan) e Orinho; Aírton (Dodi), Daniel e Nenê; Yony, W. Nem (Guilherme) e João Pedro. Técnico: Marcão.

Bahia: Douglas, João Pedro, Lucas Fonseca, Juninho e Giovanni; Flávio, Gregore e Ronaldo (Arthur Caíke); Guerra (Lucca), Élber e Gilberto Técnico: Roger Machado.

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
Gols: Nenê, aos 20 minutos, e Daniel aos 44 do primeiro tempo
Cartão amarelo: João Pedro (Bahia)
Público: 16.880 pagantes
Renda: R$ 410.305,00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (RS)

*Supervisão do editor Herbem Gramacho.


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