Bolsa-auxílio para estagiário apresenta queda, afirma pesquisa

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19.06.2019, 16:34:00
Atualizado: 19.06.2019, 16:43:05
Em sete anos, de 339 mil em 2010 o número de estagiários subiu para 497 mil em 2017 (Shutterstock)

Bolsa-auxílio para estagiário apresenta queda, afirma pesquisa

De acordo com o levantamento, estágios de nível superior eram os melhores remunerados

Um estudo realizado pelo Benefícios Econômicos e Sociais do Estágio e da Aprendizagem, do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) junto com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), aponta que o valor da bolsa-auxílio para estagiários apresentou uma queda entre os anos de 2010 a 2017. Segundo a pesquisa, o benefício era de R$883,00 em 2010 e passou a ser R$850,00 no ano de 2017. Já em 2013, foi registrado a maior remuneração para o cargo: R$1.013,00.

O estagiário em reportagem e estudante de Jornalismo Eduardo Dias, 24 anos, revela que já estagiou em diversas empresas e que a diferença do valor do auxílio de um lugar para o outro é grande. “Hoje recebo mais que o dobro do que recebia no meu primeiro estágio”. A bolsa-auxílio o ajuda a pagar a faculdade e as contas de casa e, por vezes, até sobra um pouco para momentos de lazer.

De acordo com o levantamento, estágios de nível superior eram os melhores remunerados, com bolsa de R$942,00, seguido pelo ensino técnico, com R$631,00. A pesquisa revela que em 2007, 59,8% das vagas de estágio eram ocupadas por mulheres e que elas ganhavam menos em todos os anos e níveis educacionais. Elas recebiam uma bolsa 8,9% menor do que os homens. 

A estudante universitária Elis Ramos, 21 anos, revela que nos últimos estágios ganhava menos da metade do que ganha atualmente e que a bolsa a ajuda em diversos fatores. “O auxílio me dá uma certa independência financeira. Com ela consigo pagar minhas contas e realizar meus planos de viagens, além de ajudar minha mãe com as despesas domésticas e pagar minha faculdade”, conclui.

Outro fator relevante apresentado no estudo é o aumento do número de estagiários no Brasil. Ao longo desses sete anos, de 339 mil em 2010 o número subiu para 497 mil em 2017. O número representa um crescimento de 47,1%. Nesse período foram gerados 181,6 mil postos de trabalho.


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