Bolsonaro critica 'pressa' por vacina contra covid: 'Não se justifica'

coronavírus
20.12.2020, 07:35:00
Atualizado: 20.12.2020, 07:45:20
(Reprodução)

Bolsonaro critica 'pressa' por vacina contra covid: 'Não se justifica'

Voltou a insistir que a pandemia está "chegando ao fim", apesar dos números altos

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou mais uma vez que a pandemia está "chegando ao fim", uma opinião que não é embasada pelos números de casos e mortes no Brasil. Ele ainda questionou a "pressa" pela aprovação de uma vacina contra a covid-19, em linha similar à do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que afirmou não entender a "ansiedade" pela vacinação.

"A pressa pela vacina não se justifica, porque você mexe com a vida das pessoas", disse Bolsonaro em entrevista ao filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em um canal de Youtube. "Não há guerra, não há politização da minha parte. Nós esperamos uma vacina segura. Parece que a Inglaterra começou a vacinar agora. Por que a gente tem que ser o primeiro?", quis saber.

O plano nacional de vacinação do Brasil foi apresentando somente na última semana. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que ainda não recebeu pedidos de empresas ou laboratórios para uso emergencial de nenhuma vacina. Além do Reino Unido, outros países como EUA e Israel já estão vacinando.

O presidente disse que os governadores dos estados têm interesse nos R$ 20 bilhões que o governo federal vai liberar para compra da vacina. Ele não citou nomes, mas a pergunta falava em João Doria (PSDB), governador de São Paulo que é adversário político do presidente.

"Aguarda um pouco mais, você mexe com a vida das pessoas. Alguns estão afoitos para tomar, eu entendo que o cara está preocupado, quer se imunizar. Mas às vezes um pouquinho mais de paciência... Acho que a prudência é importante neste momento. Governador, não estamos com pressa em gastar dinheiro, nossa pressa é salvar vidas", disse Bolsonaro.

Bolsonaro falou ainda do "gabinete do ódio", que negou existir. O chamado "gabinete do ódio" é formado pelos assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz, além do vereador Carlos Bolsonaro, filho 02 do presidente. O grupo está na mira de investigação da Polícia Federal. "Inventam essas coisas, atacam covardemente o garoto lá, o Tércio, o Mateus, o Carlos. Agora me aponte uma materialidade, uma matéria feita pelo gabinete do ódio, não apontam nada. O tempo todo é dizendo que o gabinete do ódio faz isso ou aquilo, mas não apontam o que fez", disse Jair Bolsonaro, em defesa dos assessores e do filho Carlos.

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