Bom Jesus é paraíso de paz, delícias e lindas praias em Salvador

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13.02.2019, 11:00:00
Atualizado: 20.02.2019, 15:30:40

Bom Jesus é paraíso de paz, delícias e lindas praias em Salvador

Conheça a Ilha que é refúgio paradisíaco e faz parte da capital baiana

Ruas de paralelepípedo. Não há carros. Mas tem um monte de Flamboyant com flores laranjas.  As casinhas, coloridas, não são numeradas. Águas calmas e mornas que começam transparentes e vão ficando azuis. A ilha de Bom Jesus dos Passos é um pedaço de terra cercado de tranquilidade por todos os lados. E não precisa pegar avião pra ter essa experiência quase caribenha: trata-se de um bairro de Salvador.

E se você se perguntou o que tem para fazer em Bonja (apelido carinhoso pelo qual alguns moradores se referem), se prepare. É a parte mais deliciosa desta reportagem: nada. Absolutamente nada. Há tempo de sobra para fazer tudo que mais importa na vida, como banho de praia, gargalhar pelas ruas, ficar de conversa mole na praça, admirar o pôr do sol, comer e beber bem.

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História
Antes de ter o nome atual, a ilha se chamava Pataíba Assú (madeira da palmeira pati em tupi guarani). “Conta a tradição  que ganhou esse nome depois de uma aparição do santo no século XVIII. Originalmente, a ilha foi herdada por Rosa Maria Teles do seu pai, um grande dono de engenho em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo”, conta Lindomar Paixão na dissertação As Ilhas de Bom Jesus dos Passos, dos Frades e Maré - Pequenos Territórios Insulares de Salvador: Espaço, Lugar e Territorialidades. A pesquisa foi o trabalho final do mestrado em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social.

Ainda de acordo com o estudo, a igreja que abriga a imagem do santo envolve uma história sobrenatural. Foi construída depois que, numa noite de chuva, a imagem mudou de direção, como se estivesse apontando um local para a nova igreja. Rosa, então, ordenou a construção da nova igreja em 1766. Mais tarde, ela mudou seu nome, por devoção, para Rosa Maria dos Santos Passos. Ela não teve filhos e seus bens ficaram para a  Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, fundada por Rosa em 1815.

São 452.664 m², 1.465 habitantes e 393 domicílios (de acordo com o senso do IBGE em 2010). Tem água, energia, telefone e internet. Mas se, às vezes, o celular não pega bem na Pituba, imagine lá.

Todo segundo domingo de janeiro tem o acompanhamento marítimo de Nossa Senhora dos Navegantes. É o grande agito do lugar. Tipo do ano inteiro.

Como chegar
Pertencente ao município de Salvador, ela está mais perto da também ilha de Madre de Deus do que da parte continental da capital baiana. Para chegar lá é preciso ir de carro até Madre, que fica a 63 km de Salvador (na BR-324, pega a BA-522). Na rodoviária tem ônibus da viação Jauá saindo 11 vezes por dia, o primeiro às 5h35, o último às 22h20. Para voltar há oito opções diárias, começando às 5h20 e terminando às 20h. Cada trecho dura 1h40 e custa R$ 9,15.

Do terminal marítmo de Madre de Deus saem lanchas a cada meia hora, que atravessam em cerca de 10 minutos. De segunda a sábado até às 20h e domingo até as 18h. De Bonja para Madre idem, a diferença é que todo dia só vai até as 18h.

O que vimos de melhor

Praia da Pontinha

As águas da praia da Pontinha são incríveis (Foto: Victor Villarpando)

Águas calmas e transparentes que vão ficando azuis à medida em que você entra. Dá para deixar as coisas nas pedras ou na balaustrada e se jogar. Tem gente que bota o guarda-sol na areia e curte deitado. Esquema piscina natural.

Também é possível chegar de barco à praia da Pontinha (Foto: Victor Villarpando)

O chão é uma mistura de areia e cascalho. Chegando do terminal, basta seguir a rua à esquerda da igreja e virar à esquerda. Fica na Rua do Britto. Não tem como não saber que chegou lá.

Na Larica

Um dos sucessos do Na Larica é o Sertanejo: panquecas abertas com molho de carne de fumeiro com requeijão, gratinadas com queijo coalho (Foto: Angeluci Figueiredo/Divulgação)

A mesa na rua, com  ventinho que vem do mar, é um luxo. Do cardápio, todo trabalhado nos nomes das praias da região (Viração, Ponta de Nossa Senhora, Luísa...), o que mais faz sucesso é o espaguete Loreto, com molho branco, gorgonzola e camarão (R$ 25 - individual). O hambúrguer artesanal mais pedido é o Nordeste (bacon, cebola caramelizada e cheddar - R$ 18). Já entre os pratos, destaque para o Sertanejo (panquecas abertas com molho de carne de fumeiro com requeijão, gratinadas com queijo coalho - R$ 35), que serve de 2 a 3 pessoas, com macarrão ou salada.

Olha a frente do Na Larica (Foto: Angeluci Figueiredo/Divulgação)

Tudo temperadinho, com jeito de comida de tia. E é quase isso, já que as chefs, as irmãs Cássia e Gal Brito, moram em Salvador e passam os fins de semana de Verão em Bonja. “Começamos há 2 anos, quando a gente tava perto de se aposentar, vinha sempre para cá e nossa porta sempre foi frequentada por amigos. Sempre gostei de cozinhar e preparava coisas pra beliscar com cerveja”, conta Gal. O restaurante só abre sexta e sábado a partir das 20h. “De dia, a gente gosta de ir pra praia, beber, dormir... Depois a gente acorda e vem aqui cozinhar felizes da vida”, diz Cássia. Aceita débito e crédito. Praça Comendador Neiva.

Casarão 1911

A pizza do Casarão: massa crocante por a partir de R$ 35 (Foto: Angeluci Figueiredo/Divulgação)

Um casarão antigo sem teto e a maioria das paredes internas. Ficaram os móveis antigos nesse varandão à luz de velas.  No menu, escondidinhos como Na Cruz do Outeiro (pirão de aipim, carne de fumeiro, calabresa e queijo coalho - R$ 43 para dois) e pizzas como a Marguerita (R$ 35 oito fatias). Massa crocante e quantidade boa de recheio. O negócio é tocado pelos irmãos Vagner Santos e Vanessa Soares.

Bonjito é drinque refrescante do Casarão 1911 (Foto: Angeluci Figueiredo/Divulgação)

“Passamos a infância nessa casa, de minha avó. Com o tempo ficou difícil manter a estrutura, aí construímos atrás e tivemos que demolir a antiga”, explica Vagner Santos, que abriu o restaurante em 2016, depois que resolveu fechar uma locadora de carros. “Queria algo mais pacato, ligado às raízes, fazendo o que eu gosto. A gente sempre fazia pizza pros amigos e resolveu começar aqui assim. Ano passado, minha irmã e minha cunhada vieram com os escondidinhos”, relembra ele.

Para beber cerveja, só puro malte (R$ 8 a garrafa de 600 ml). Dos drinques, destaque para o Bonjito (R$ 17), feito com rum de coco, limão, hortelã e soda. De quinta a domingo, de 19h30 até 0h. Mas varia. Aceita débito e crédito. Fica na Rua da Igreja.

Cantinho de Sheila

A moqueca típica da ilha leva fruta-pão, carne de sertão e calabresa: no Cantinho de Sheila sai a R$ 70 pra quatro pessoas (Foto: Angeluci Figueiredo/Divulgação)

A moqueca tradicional da ilha leva carne de sertão, calabresa e fruta pão. No Cantinho de Sheila, vem com arroz, feijão (fradinho ou de caldo), salada e farofa por R$ 70 para quatro pessoas, na varanda de casa. Tem também de siri, arraia, camarão, peixe, ostra... A quentinha, individual, custa entre R$ 12 e R$ 15.

“Comecei quando meu marido ficou desempregado, há 3 anos. Diziam que tenho um tempero legal. Hoje chegam pessoas procurando”, diz ela, que não vê a hora da marina de Bom Jesus ser inaugurada. “Ganhei um restaurante lá, vai abrir até o fim do ano. Mas, por enquanto, é na varanda de casa”, conta a moça. Aceita cartão de débito e crédito. Fica na Travessa do Tanque, popularmente conhecida como Rua da Malhada. Basta perguntar pela casa de Sheila. Qualquer dúvida, mande um zap: 71 98691-2408.

Nem de Mirinha

Café da manhã em Nem de Mirinha tem bolo e cuscuz especiais: coco fermentado na massa (Foto: Angeluci Figueiredo/Divulgação)

Um dos melhores pães que já provei: saboroso, com a casca crocante e o miolo denso, mas macio. Dizem que era servido no couvert do antigo Trapiche Adelaide. “Um senhor que fazia aqui na ilha. Ele se aposentou e ensinou para o filho, que só repassou para uma moça e para mim”, conta ele. A iguaria faz parte do menu de café da manhã, que vem ainda com bolos, cuscuzes e mingaus (milho, aveia, coco...) que custa R$ 15 por pessoa e é servido na casa do próprio Nem, cheia de artesanato, inclusive as rendas de richelieu da mãe dele.

Os pães do café da manhã de Nem de Mirinha: maravilha (Foto: Angeluci Figueiredo/Divulgação)

No menu, receitas de família. “Meu pai faleceu cedo e minha mãe fazia cuscuz de tapioca na palha de bananeira, pamonha, mingau, bolo de arroz com leite de coco azedo e mingau de milho azedo. As receitas são de minha bisavó”, diz Nem. Para quem estranhou a palavra azedo, vale explicar: são receitas em que o coco fermenta de um dia para o outro. É possível também encomendar um bolo inteiro (R$ 40), basta entrar em contato no dia anterior. Na porta de casa, toda sexta, sábado e domingo às 17h, ele monta uma mesa para vender os quitutes. Aceita crédito e débito. Tel.: 71 98218-3806. Rua do Nordeste.

Casa do Tamarineiro

Quarto coletivo da Casa do Tamarineiro, de Angélica Parras: simples, mas cheio de arte (Foto: Angeluci Figueiredo/Divulgação)

Depois do filho sair de casa, a jornalista Angélica Parras decidiu transformar o quarto dele em um pequeno albergue, em setembro do ano passado. São cinco camas, sendo uma de casal e um beliche, com diária a R$ 50 por pessoa. Ela também aluga pranchas de stand up paddle e caiaque a R$ 30 por hora. Tel.: 71 99165-6772. Rua da Igreja.

Pousada DiLuis

Pousada Diluis (Foto: Reprodução/Instagram)

A diária do apartamento de casal é R$ 150 no quarto com ventilador e R$ 180 com ar-condicionado. A pousada é simples, mas tem piscina, sala central de TV climatizada, WiFi, frigobar e inclui café da manhã. Para reservar é preciso depositar o valor na conta do dono. O check-out nos domingos é livre. Tel.: 71 99961-2919. Rua das Flôres (sic).

Praia do Nordeste

A orla do Nordeste (Foto: Janaína Gusmão/Divulgação)

Tem mais estrutura auxiliar do que a praia da Pontinha, com bares e restaurantes pertinho da orla. Chegando na praça em direção a igreja, você pega toda a esquerda e segue reto. "Gosto muito de João do Pirão e do Açaí do Nordeste, que é todo pintado por um artista da região, o Fabio Souza", diz Janaína Gusmão, autora do perfil de Instagram Entre as Ilhas, dedicado ao turismo no local.

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Outeiro

Ponto mais alto da ilha, bom para admirar o pôr do sol. Olha a vista:

Vista do alto do Outeiro (Foto:Janaína Gusmão/Divulgação)



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