Camaçari completa 263 anos com foco na sustentabilidade e mobilidade urbana

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28.09.2021, 06:00:00
Centro de Camaçari (Foto: Josué Silva)
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Camaçari completa 263 anos com foco na sustentabilidade e mobilidade urbana

Desde sua origem, cidade mostrou sua importância política

A sustentabilidade é uma das prioridades da prefeitura de Camaçari. Isto se traduz em ações práticas de incentivo à preservação ambiental e recuperação de equipamentos públicos. Para celebrar o aniversário da cidade, a população ganhou de presente o novo Horto Florestal Linaldo da Silva, completamente reestruturado. Com área de aproximadamente 42 mil metros quadrados, possui gazebo, quiosque, pergolado, administração, banheiros públicos, pavilhões ambiental e infantil, viveiro, urbanismo, paisagismo, sala de controle, iluminação pública e teve, ainda, o caminho de passeios remodelado. O público poderá acessar o espaço pela nova entrada construída na Avenida Camaçari, nas proximidades da Praça Lúcia Eugênia Borges da Silva (Dr.ª Eugênia).

Para celebrar o aniversário da cidade, a população ganhou o novo Horto Florestal Linaldo da Silva, completamente reestruturado (Foto: Tiago Pacheco/divulgação)

Com o objetivo desenvolver projetos de revitalização ambiental junto à comunidade, a Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur) criou também o Reflora Camaçari. A ideia é desenvolver ações para garantir que espaços ambientais com contextos culturais e históricos sejam preservados e levados aos quatros cantos do município. O primeiro produto foi o Parque do Cacimbão, na Costa de Camaçari. Também foram realizados plantios de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, na Lagoa da Paz, em Cachoeirinha, pertencente à Barra do Pojuca, e na Fonte do Buraquinho, em Vila de Abrantes, ambos na orla.

Parque das Dunas de Abrantes e Jauá - Criado por meio do Decreto Municipal n.º 116/77, o futuro ponto turístico está em fase de implantação e é constituído por ecossistemas de grande relevância ecológica, ambiental e paisagística.

Com o intuito de gerar um protocolo de referência para a costa do município, que visa tratar entre tantos assuntos, das mudanças climáticas e os seus desafios na zona costeira de Camaçari, foi formado um grupo técnico e científico com diversas instituições. Já nos primeiros encontros do grupo, a reunião contou com representantes da unidade de conservação das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Lagoas de Guarajuba e do Rio Capivara; da Fundação Projeto Tamar e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema); do Núcleo de Estudos em Hidrologia e Meio Ambiente (Nehma) do Instituto de Geociências (Igeo) da Universidade Federal da Bahia (UFBA); da Universidade Católica de Salvador (Ucsal); Ministério Público Estadual (MPE) e Procuradoria-Geral do Município (PGM).

Dentre os temas trabalhados estão o ordenamento e fiscalização das dunas de Vila de Abrantes e Jauá e dos dissipadores de PVC em obra na Praia de Busca Vida.

Diversas ações da gestão municipal:

  • Criação e qualificação de praças, que contam com trabalhos paisagísticos, pista de cooper e equipamentos para atividades físicas.
  • Requalificação de 60 praças, entre concluídas e em execução, como a Santa Luzia e da Rua Abaré, na Gleba C, e do Campo do Alto da Bela Vista, em Jauá. Somente no primeiro semestre deste ano, os munícipes receberam quatro equipamentos repaginados, como as Praças das Ruas Piatã e Jacobina, na comunidade do Phoc II; Cruz das Almas, no Phoc I e também a Praça do Campo do Morrinho, em Barra do Pojuca.
  • Promoção de prática esportiva com mais de 40 campos  e quadras requalificadas, entre eles: os campos de Parafuso; da Avenida Industrial Urbana, no Ponto Certo; da Linha do Trem, na Piaçaveira e da Praça Drª Lúcia Eugênia, na Gleba B.

Viaduto do Trabalhador foi revitalizado e duplicado (Foto: Josué Silva/divulgação)

Mobilidade urbana
Melhorar a mobilidade urbana e o sistema viário de Camaçari é um grande desafio para a administração municipal. Os bons resultados do esforço, porém, começam a ser vistos a partir de obras, como a duplicação e revitalização do Viaduto do Trabalhador, que contempla a duplicação da estrutura do viaduto, quatro alças, quatro ramos e duas marginais paralelas à Via Parafuso (BA-535), sinalização horizontal, pintura, paisagismo, iluminação, além de melhorias no sistema de drenagem para o escoamento das águas pluviais.

Também ocorre a requalificação e ampliação do Trevo da Cascalheira, que compreende a construção, pela prefeitura, de três alças de acesso e a quarta através da parceria com a Concessionária Bahia Norte (CBN). Além disso, o espaço recebe melhorias na rede de drenagem, sinalização horizontal, paisagismo, iluminação e revitalização do viaduto existente. Essas obras estão em fase de acabamentos finais e a expectativa é que até o final deste ano, os dois equipamentos sejam entregues à população.

 Nos últimos quatro anos, cerca de 1 mil ruas foram pavimentadas e receberam melhorias (Foto: Josué Silva/divulgação)

Pavimentação - Somente nos últimos quatro anos, cerca de 1.000 ruas foram pavimentadas e contempladas com as etapas de meio-fio, sub-base, base e asfalto. O que representa a implantação de 320 km de malha asfáltica, mais de 800 mil metros quadrados de novos passeios com piso podotátil com intuito de promover acessibilidade para pessoas com deficiência e mais de 40 km de rede de drenagem, entre a sede e a costa do município.

O trabalho foi intensificado em pontos sinuosos, que apresentavam instabilidades de locomoção e trafegabilidade, principalmente na região da zona rural. Ali foram pavimentados e receberam sinalização horizontal mais de 47 trechos de estradas vicinais, distribuídos entre a sede e a costa de Camaçari. Desta forma, os esforços somam 42 km de benfeitorias que alcançaram os moradores das comunidades de Coqueiro de Arembepe, Loteamento Jardim das Mangabeiras, das Ladeiras (Piabas, da Estiva e da Mesqueira), em Arembepe; localidades do Lodo e Tiririca, em Barra do Pojuca; Ligação Brejo da Pedra e Capoeira Feira, Ladeira do Jordão, Ligação Alto da Mira e São Bento, em Monte Gordo; Las Palmas e Cordoaria, em Vila de Abrantes; e na Boa Esperança de Dentro e Fazenda Jessé, em Barra do Jacuípe, dentre outros locais.  

Muito já foi feito:

  • Entre 2017 e 2020, foram implantados mais de 15 km de rede cicloviária por meio do Programa de Mobilidade Urbana, com a estruturação de ciclovia e ciclofaixa em diversos pontos da cidade para garantir aos ciclistas profissionais e amadores, espaço seguro para a circulação.
  • A segurança da população também foi aumentada com a melhoria de pontes já existentes no entorno, além da construção de outras pontes para facilitar o deslocamento dos pedestres. As obras ocorreram nas localidades do Botafogo, que faz divisa com a cidade de Dias d’Ávila e na Rua do Toco, sobre o Rio Piaçaveira. Já as comunidades do Rancho Alegre, em Arembepe, e Galo Assanhado, em Areias, foram contempladas com pontes de madeira, o que permite apenas o acesso de pedestres.

Diferentes nomes longo da história 
Você sabia que a cidade aniversariante deste dia 28 já foi chamada Aldeia do Divino Espírito Santo, Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo, Montenegro e ate Camassary? O vilarejo localizado às margens do Rio Joanes, tem o início de sua história marcada pela chegada, em 1558, dos jesuítas João Gonçalves e Antônio Rodrigues e pela instalação da Companhia de Jesus, que tinha o objetivo de catequizar os índios tupinambás que ali viviam.

No ano de 1.624, quando ainda era Aldeia do Divino Espírito Santo, sob a liderança do bispo D. Marcos Teixeira, o lugar abrigou autoridades e tropas de resistência, que lutaram junto com os índios para expulsar os holandeses que tinham invadido a Bahia.

Em 28 de setembro de 1.758, por decreto do Marquês de Pombal, o povoado foi emancipado e recebeu o nome de Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo. Os jesuítas foram expulsos e o lugar passou a ser chamado apenas Vila de Abrantes, onde existiam 544 casas e 1.200 habitantes.

Com a ausência da liderança dos jesuítas, sua sede foi transferida para o arraial de Parafuso, mas retornou para Abrantes pouco tempo depois. Como as terras do município pertenciam ao desembargador Tomaz Garcez Paranhos Montenegro, ele conseguiu em 1.860 , por influência política, trazer a estrada de ferro para suas terras, o que impulsionou o crescimento da região.

Camaçari tem área territorial de 785.421 quilômetros quadrados, a maior da Região Metropolitana de Salvador  (Foto: José Carlos Almeida)

Já em 1.920 o distrito de Camaçari foi criado e desmembrado de Abrantes. O governador da época, Francisco Marques de Góes Calmon, mudou a sede de Abrantes para Camaçari e cinco anos depois, o lugar passou a se chamar Montenegro, em homenagem ao desembargador.

Somente no ano de 1.938, o município é chamado de Camaçari, através do decreto 10.724, de 30 de março. O nome, que originalmente se escrevia Camassary, tem origem tupi-guarani e significa “árvore que chora”, devido às folhas ficarem cobertas de gotículas. O município era formado pela sede e pelos distritos de Vila de Abrantes, Monte Gordo e Dias d'Ávila (este emancipado em 1.985).

O Projeto Aniversário de Camaçari é uma realização do Correio com apoio institucional da Prefeitura de Camaçari.


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