Caminhoneiros fazem segundo dia de protestos nas rodovias baianas

bahia
22.05.2018, 08:30:51
Atualizado: 22.05.2018, 08:41:19
(Divulgação/Bahia Norte)

Caminhoneiros fazem segundo dia de protestos nas rodovias baianas

Protesto começaram na segunda-feira, por causa da alta do diesel

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Caminhoneiros continuam os protestos por causa do aumento no valor do diesel, nas rodovias baianas na manhã desta terça-feira (22). Segundo a Via Bahia, há protestos na BR-116, nos quilômetros 817 (Vitória da Conquista), 672 (Jequié), 759 (Itatim) e 759 (Poções). 

De acordo com a Bahia Norte, também há protesto na BA-535, a Via Parafuso, próximo ao viaduto da Cascalheira. Por causa do protesto, há um congestionamento de 1km, nos dois sentidos da rodovia.

No local, os manifestantes fazem retenção trânsito a cada 10 minutos. Equipes da Bahia Norte e da Polícia Militar estão no local.

Manifestações
Nesta segunda (22), caminhoneiros fizeram bloqueios em pistas de 17 estados brasileiros, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os motoristas pedem a retirada dos tributos sobre o diesel. Os estados com maior número de bloqueios foram o Paraná (19), Bahia (14), Minas Gerais (14) e Goiás (10), segundo a polícia.  

Leia também: Caminhoneiro vende quatro caminhões após alta do diesel: 'a conta não fecha'

Na Bahia, de acordo com a PRF, houve bloqueios na BR-324, na altura de Amélia Rodrigues. Os caminhoneiros fecharam outro trecho da BR-324, no Km 430, em Riachão do Jacuípe, a 186 km de Salvador.  Por volta das 4h, os motoristas interditaram dois pontos da BR-116, no Sudoeste do estado, segundo a ViaBahia: no Km 814, no trecho da cidade de Vitória da Conquista, e no Km 672, da BR-116, em Jequié. No Km 875 da BR-242, na cidade de Luis Eduardo Magalhães, Oeste do estado, os manifestantes fecharam os dois sentidos da via. 

Mas aqui no estado, o protesto começou há pouco mais de uma semana. Desde o último dia 14, caminhoneiros autônomos, que trabalham fazendo a carga e descarga de produtos importados e exportados no Porto de Salvador, cruzaram os braços. Além disso, os trabalhadores estariam fazendo pressão para evitar a movimentação de cargas por parte das empresas transportadoras, como noticiado ontem na coluna Farol Econônomico. 

A estimativa de representantes das transportadoras é de que até 6 mil contêineres tenham deixado de ser movimentados no período. O Terminal de Contêineres (Tecon) não se pronunciou a respeito do assunto. 

Entenda o protesto
Aqui na Bahia, a pauta de reivindicações dos motoristas é pelo reajuste na tabela de frete, que estaria congelada há três anos, e a reposição de parte da alta do óleo diesel. O percentual cobrado é de 38%. As empresas transportadoras ofereceram na última semana uma contraproposta de 15%, parcelados em duas vezes. 

Nacionalmente, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) pede que o governo zere a carga tributária que incide sobre o óleo diesel. Também cobra a isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a receita decorrente da venda interna de óleo diesel ao transportador autônomo de cargas. 

Associações que representam o setor produtivo, como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), se mostraram preocupadas com o efeito da paralisação no escoamento da soja. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) disse que ainda é cedo para traçar potenciais prejuízos, mas destacou estar monitorando os protestos.

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