Cantor Tierry diz que indicaria baiana Lumena ao paredão: 'Xiita'

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29.01.2021, 16:45:00
Atualizado: 29.01.2021, 16:49:24
(Reprodução)

Cantor Tierry diz que indicaria baiana Lumena ao paredão: 'Xiita'

O artista criticou a conterrânea por comportamento em discussão com Caio

O cantor baiano Tierry e a namorada, a ex-BBB Gabi Martins, afirmaram que se estivessem na casa do BBB21 indicariam a soteropolitana Lumena ao primeiro paredão do reality. 

Conversando no Encontro nesta sexta-feira (29), eles tiveram a mesma opinião, afirmando que ela teve um posicionamento "xiita" na discussão com Caio em relação ao desfile maquiado. "A gente colocaria a Lumena", disse Gabi, e Tierry concordou. 

"Acho que tudo que é xiita demais é prejudicial. Eu achei muito legal da parte dela levantar essa bandeira, mas a partir do momento em que o outro pede perdão, é bom baixar a guarda", acrescentou o hitmaker. Gabi disse ainda que Lumena foi "um pouco extrema". 

Vale lembrar que Lumena foi escolhida pelo público para ser uma das seis pessoas imunes essa semana e não pode ir ao paredão neste domingo (31). Tierry e Gabi teriam que guardar o voto por uma semana.

O uso da expressão "xiita" é muito usado para se referir a pessoas extremistas, mas apesar da popularidade, não é um uso correto. Os xiitas são seguidores de um dos segmentos mulçumanos, seguindo o Corão, mas sem considerar legítimos os três califas que são estudados pelos sunitas. Há atos de violência dos dois lados e também, claro, fora do islamismo.

Confusão
Uma ação da Avon na quarta-feira (27) provocou desentendimentos no BBB21. Os brothers foram divididos em dois grupos para fazer maquiagem. De um lado, Projoto, Fiuk, Karol, Carla, Camilla, Gilberto, Caio, Rodolffo, Pocah e Kerline. Do outro, Lumena, Arthur, Bill, João, Thaís, Sarah, Lucas, Nego Di, Juliette e Viih Tube.

Na dinâmica, os homens tinham que maquiar as mulheres, até que teve a sugestão dos homens se maquiarem também e fazerem uma espécie de desfile. O comportamento de Caio nesse momento, fazendo trejeitos femininos, irritou Lumena.

"Pessoas transgêneros que se identificam com essa possibilidade de se reconhecer no mundo. Não é uma brincadeira. Não é 'ah, tô aqui brincando de me maquiar para aparecer'. É uma experiência de subjetividade. Pessoas se maquiam para serem reconhecidas com os gêneros com os quais elas se identificam. A maquiagem tá para além do produto", explicou a baiana para outros participantes.

"Isso que ele imitou é o que muitas pessoas reivindicam para serem", continuou a baiana. "Isso é errado", concordou Camilla. "A camada do homem se maquiar... (sem problema)", disse a baiana. "Caio trouxe uma performance ontem e hoje descendo a escada ele trouxe outra perfomance. A maquiagem trouxe para ele outra subjetividade?", questionou ela. "A partir do momento que você acha que o fato de você ser homem e estar maquiado permite que você imite um jeito de outra pessoa, aí que está o erro", disse Camilla, em outro momento.

Como Lumena falou do desconforto antes com outras pessoas, logo chegou a Caio que ela estava irritada e eles foram conversar. Ela explicou porque a brincadeira não a agradou. "Em mim tocou em um lugar muito violento. Sei que você não sabe, porque sei que você não tem amiga travesti, amigo trans", disse a baiana. "Você nunca ouviu o que eu ouvi. A "brincadeira" chegou para mim grandão". Caio disse conhecer gays que já foram vítima de violência. "Gay é uma coisa. Travesti é outra", ela replicou. "O que você brincou hoje, o que poderia ser chamado de brincadeira, para outras pessoas, para outros grupos, o nome é violência"

Caio se mostrou disposto a ouvir. "Eu venho de um meio muito diferente do seu, nem melhor, nem pior. Meu meio é de um machismo extremo", disse Caio, que é de Anápolis (GO). Rodolffo fez um aparte para concordar com o colega. "Era gritante, porque a gente está se descontruindo", afirmou.

A situação abalou toda a casa. Gilberto também se sentiu ofendido, mas não comentou com Caio. Sarah e Fiuk choraram durante as conversas. Karol Conká mostrou outro ponto de vista. “Eu posso falar com muita propriedade: é um exagero. Eu não concordo com essa forma chata que está aqui, mas eu entendo esse descontentamento dela. A vibe que a gente está aqui não é a mesma que estão recebendo lá fora. A maquiagem é pra todes”, disse.

Fiuk refletiu sobre seu estilo. “Eu uso vestido, roupa feminina. Uma coisa sou eu usar meu vestido e outra é fazer estereótipo. Na hora me pegou. A gente luta pelo autoconhecimento. Eu não quero passar imagem de um cara frágil e sensível, eu sou assim”, disse, chorando.

Nego Di concordou com Lumena. "Imagina se todo mundo que é branco subisse e descesse com a cara toda pintada de preto, fazendo gesto que negro faz. Aí eu comecei a sentir dor e agora te entendo", refletiu.

“Não há necessidade de um radicalismo numa situação como essa. Sempre associam a maquiagem a mulher feminina. Eu conheço homem hétero que usa corretivo. Essa situação será boa para o Brasil perceber o quanto a maquiagem está associada ao universo feminino e ao gay. E não é isso”, acredita Karol.

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