Casarões e galpões antigos revelam história da indústria na Bahia

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29.03.2022, 06:00:00
Velhas indústrias (Foto: Museu Tempostal/Reprodução)

Casarões e galpões antigos revelam história da indústria na Bahia

Memórias da história industrial de Salvador estão, em sua maioria, em ruínas e abandonadas

Mesmo que alguém se dê o trabalho de caminhar pelas ruas da Cidade Baixa, principalmente as que margeiam a Baía de Todos os Santos, entre a Calçada e a Ribeira, dificilmente perceberá sem auxílio que muitos daqueles casarões e galpões antigos guardam a história da indústria na Bahia. Ainda que diante da Praça Luiz Tarquínio, na avenida de mesmo nome, poucos conseguem identificar o que restou da primeira vila operária do Brasil, obra de um baiano, filho de lavadeira, que se tornou um dos maiores industriais do país, no Século XIX.

Por enquanto, este é um roteiro que pode ser feito preferencialmente de carro – de preferência, quando o combustível estiver mais em conta. As memórias da história industrial de Salvador estão, na sua maioria, em ruínas e abandonadas, então resta aos interessados passar pelos locais e, no máximo, uma parada rápida na porta para fazer uma selfie.

Única exceção, com abertura à visitação hoje é o Solar do Unhão – sim, um dos principais palcos da música instrumental na Bahia e sede do Museu de Arte Moderna já abrigou uma fábrica de rapé. Em outras antigas fábricas, como a Fratelli Vita e a Fábrica de Linhos Nossa Senhora de Fátima, há planos para a abertura do espaço à visitação no futuro.

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A faixada da Companhia Empório Industrial do Norte (CEIN) segue de pé por quase toda a Avenida Luiz Tarquínio. Em sua entrada principal ainda é possível ler, num branco encardido, a palavra “empório”. Alguns caminhões circulam no espaço em que já funcionou uma fábrica de tecidos – uma das muitas que a capital baiana já teve.

Embora não tenha local destinado a estacionar, o trânsito tranquilo na região permite uma parada rápida para a apreciação da sede de um dos grandes impérios industriais brasileiros no Século XIX. A Bahia, aliás, em determinado momento do Século XIX chegou a ter seis das 11 unidades de indústrias têxteis em operação no Brasil.

Na capital baiana também já prosperaram no passado fabricantes de sabões, detergentes, cervejas, refrigerantes, fumo, chocolates e até cristais. E embora a industrialização soteropolitana nunca tenha registrado uma intensidade suficiente para atribuir ao fenômeno o status de “revolução”, houve “surtos” de desenvolvimento. Alguns bem intensos, como os do final do Século XIX.

Além disso, outro argumento que ajuda a entender que já houve um grande parque industrial instalado em Salvador está nos motivos que levaram a uma gentil expulsão da atividade do perímetro urbano: o número de fábricas se multiplicou tanto que passou a causar transtornos para a vida na cidade. Questões como a preocupação com a poluição de Salvador e dificuldades na mobilidade urbana estão entre os principais argumentos que levaram à implantação do Centro Industrial de Aratu (CIA), entre os anos 40 e 50 do século passado.

Fábrica de tecidos (Foto: Museu_Tempostal/Reprodução)

O historiador Daniel Rebouças já publicou um livro sobre a história da indústria na Bahia e outro sobre a implantação da eletricidade. Para ele, as publicações dialogam entre si. “As limitações na oferta de eletricidade explicam um pouco da dificuldade de industrializar Salvador”, conta.

Em 'Indústria na Bahia – Um olhar sobre sua história', o historiador acompanha o recorte temporal desde o Século XIX até a implantação do Polo de Camaçari. “Se a gente ampliar o conceito de indústria para a produção fabril, é possível falar em produções industriais no Século XIX”, explica. Neste caso, ele destaca os primeiros relatos de fábricas logo depois da independência.

“Os primeiros levantamentos de produções fabris em Salvador surgem por volta de 1830, com pequenas unidades que, em geral, estão relacionadas ao setor de alimentos e de produtos necessários ao dia a dia”, explica.

Eram produtos como vinagre, sabão, cerveja, trigo e os primeiros ensaios de beneficiamento do fumo produzido na região de Cachoeira. Ainda não era o charuto, mas o rapé, que teve no Solar do Unhão uma de suas primeiras unidades de produção.

O primeiro registro de que se tem notícia está relacionado ao fumo, que se inicia na antiga Fazenda Areia Preta e posteriormente migra para o local onde hoje é o Solar do Unhão, conta Rebouças. Mais adiante, algumas décadas depois, a cidade abrigaria também fábricas de cigarros. No Bonfim existiam duas fábricas. Uma era a São Domingos da Leite Alves, que depois migra para Cachoeira, e a San Martin, que teve papel econômico relevante, analisa o historiador. Nestas fábricas, há registros do uso de equipamentos mecânicos mais modernos.

No Solar do Unhão, o acesso de visitantes é permitido de terça a sexta, das 13h às 18h, e nos sábados e domindos, das 14h às 18h. As JAMs que eram realizadas no local foram suspensas por conta da pandemia e ainda não retornaram.

Vocações antigas

Salvador também abrigava uma importante atividade de manufatura naval. “Salvador era um importante ponto colonial e depois imperial de navegação. Talvez tenha sido um dos locais mais importantes do Oceano Atlântico, então essa manufatura de embarcações era um setor importante”, lembra. “Apesar de não ter resultado em grandes desdobramentos posteriormente, foi bastante relevante no Século XIX”, conta. Havia espaços para construção e consertos de navios, diz.

A capital baiana também se destacou no que se pode considerar o grande universo fabril do Século XIX, com a produção de tecidos, aproveitando a disponibilidade de algodão e de recursos para investimentos na região. Em meados do Século XIX, já existia uma estrutura industrial mais consolidada, com maior nível de mecanização. Neste período, das nove indústrias têxteis existentes no Brasil, cinco estavam na Bahia, a maior parte em Salvador.

“A cidade vai manter uma atuação relevante no mercado de tecidos até a virada do Século XX”, conta o historiador. As primeiras fábricas surgem na Cidade Baixa. Um dos destaques é a antiga Fábrica São Brás, cujas ruínas se mantém de pé, próximas à linha férrea, em Plataforma. No Bonfim, havia unidades, cujos prédios se perderam, lamenta Daniel Rebouças.

O historiador e urbanista Ernesto Carvalho explica que, apesar de existirem fábricas no Brasil antes de 1830, quando se institui o primeiro código comercial do país, o crescimento acelerado da atividade econômica se dá a partir do marco legal.

“Antes disso, existiam os engenhos de açúcar e rapé, mas não dá para se falar no patrimônio fabril, este sim é algo perceptível a partir do Século XIX”, explica. Neste período, a capital abriga diversas fábricas de tecidos, fabricação de cristais.

“Nossas gerações passaram a associar a indústria àquela primeira fase da Revolução Industrial, com chaminés extremamente poluidoras, fábricas que impactavam a rotina das cidades, mas isso deixou de ser assim”, pondera.

A abertura para a industrialização em Salvador acontece em dois momentos. Primeiro com a chegada da família Real ao Brasil e depois com o atendimento às demandas da própria cidade. “Com o passar do tempo, a atividade industrial vai ganhando corpo e complexidade, mas não houve uma grande revolução industrial aqui. A grande atividade econômica de Salvador sempre esteve relacionada ao porto”, explica.

Segundo ele, é essa ligação com o mar que explica a implantação do polo industrial soteropolitano nas proximidades da Calçada, adentrando a Cidade Baixa até a Ribeira. No Século XIX, a estrada de ferro cumpria o papel de movimentação de cargas, o que dava à Calçada uma condição logística privilegiada, explica.

É justamente às margens da antiga estrada de ferro, no bairro de Plataforma, em que é possível encontrar a antiga Fábrica de Tecidos São Brás. O imponente edifício abandonado fica quase em frente ao terminal marítimo do bairro, na Rua Almeida Brandão.

“A vocação de Salvador, desde o seu começo e inclusive no Século XIX, sempre foi o comércio. O mundo sempre viu o Brasil, e ainda vê, como um país de commodities. Nós enviávamos matérias-primas e recebíamos produtos acabados”, conta. “À medida em que os processos econômicos foram se tornando mais complexos, surgiram demanda pela fabricação de algumas coisas aqui mesmo. Aí surgiram fábricas de tecidos, cristais, tintas e uma série de outros produtos”, destaca.

Para Ernesto Carvalho, a melhor definição é de um “surto industrial”, nada além disso. “Não dá para falar numa revolução industrial, nossa base econômica sempre foi agrária e extrativa-mineral. A indústria teve um surto relativamente forte, mas não dá para falar numa revolução”, adverte. “Foi um surto diversificado, que inclusive deixou um patrimônio arquitetônico, parte arruinado, abandonado ou reaproveitado de alguma forma. É um patrimônio tão diverso quanto os produtos que eram fabricados e que mexe com nossa imaginação”, avalia.

“Já tivemos uma fábrica como a Chadler, Coca-Cola, a Fratelli Vita, que fabricava refrigerantes e cristais. Olha a diversidade. Isso tudo foi desativado e virou patrimônio arquitetônico”, diz.

Luiz Tarquínio

A grande representante da história industrial de Salvador foi a CEIN, estruturada por Luiz Tarquínio. “Talvez tenha sido a indústria mais pujante da virada do Século XX, mesmo tendo convivido com a São Brás, que também foi muito importante e talvez mereça um resgate histórico maior”, pondera o historiador Daniel Rebouças.

Segundo ele, parte da inovação que se reconhece na atuação do Empório de Luiz Tarquínio era também experimentada na São Brás. Destacam-se a oferta de moradia para trabalhadores e eletricidade, por exemplo. “Era um momento bastante delicado para os industriais porque estamos falando de uma sociedade que vinha de 380 anos de trabalho escravo e o trabalho livre era associado à trabalhadores de origem afro-brasileira, então para estes empresários, lidar com questões de mobilidade e moradia, era delicado”, explica.

O historiador Daniel Rebouças conta que Salvador registrou “pequenos lampejos” de industrialização no final do Século XIX e início do Século XX principalmente por causa da fabricação de tecidos. “Neste período havia uma imagem associada à cidade do que a gente chama de burgo industrial, no sentido tradicional da palavra mesmo, de um sistema fechado”, explica.

A Companhia Industrial Empório do Norte é descrita por Ernesto Carvalho como um dos mais icônicos exemplos do processo industrial em Salvador. “É um exemplo inovador, porque lançou uma vila operária, escolas, mercado, tudo, um paralelo ao que acontecia na Europa. Talvez seja o nosso maior exemplo porque ele não se restringiu à indústria, é uma história de impacto social”, destaca.

“Pouca gente sabe, mas as filhas dos Luiz Tarquínio estudavam nas escolas da vila, junto com as filhas dos operários. Ele se consolidou entre os grandes industriais brasileiros, com uma influência que ultrapassou as fronteiras da Bahia”, destaca.

Ao noticiar o sepultamento de Luiz Tarquínio, em 8 de outubro de 1903, o antigo jornal Correio do Brasil, descrito como "o baiano notável" e de "incontestável inteligência". Em meio a uma longa lista de presentes, surgem os "operários da vila", em "numerosa comissão". Naquele dia, a estátua do industrial foi coberta e as escolas, creche, bibliotecas, armazéns e o consultório médio da vila não abriram, em sinal de respeito.

Hoje, o que restou das casas da antiga vila se localiza na Praça Luiz Tarquínio. O espaço arborizado e relativamente tranquilo poderia não tem qualquer indicação do seu passado histórico, a não ser a estátua do industrial.

Declínio

A partir da Década de 40, a convivência entre o espaço urbano e a atividade industrial passou a ser vista como um problema muito sério, principalmente por conta da poluição e pelos problemas na mobilidade urbana. “As usinas e fábricas passaram a incomodar e este foi um dos argumentos utilizados para explicar a construção do Centro Industrial de Aratu (CIA), fora do perímetro urbano”, conta. “Essas empresas foram estimuladas a abrir unidades industriais no CIA, então receberam terrenos com valores simbólicos, promessas de melhorias na infraestrutura na região, como a instalação de asfalto e outras facilidades para que elas deixassem Salvador”.

“Esse movimento desindustrializou a capital, mas até a primeira metade do século passado, quem morava em Salvador tinha um convívio muito próximo com a realidade industrial”, explica. Ou seja, ao contrário do que se pensa hoje, a indústria soteropolitana chegou a ser tão grande que causou incômodos à dinâmica urbana. “Uma das memórias que eram muito fortes para quem vivia na Cidade Baixa era do cheiro do chocolate produzido pela Chadler. Isso é lembrado como uma boa memória por muita gente, porém quem vivia mais perto lembra do quanto incomodava”, comenta Daniel, que não viveu a experiência, mas lembra com clareza do relato em um blog sobre a Cidade Baixa.

Em 1995, a crise da vassoura de bruxa levou a Chadler, uma das principais produtoras de chocolates do mundo na época, a desistir de Salvador. Um ano antes, a empresa tinha registrado um faturamento de US$ 65 milhões, de acordo com uma reportagem da Folha de S. Paulo. No ano seguinte, este volume já tinha caído para US$ 50 milhões com as dificuldades para comprar cacau no país. A direção da empresa percebeu que era mais fácil importar o produto a partir dos Estados Unidos do que daqui. Um investimento de US$ 10 milhões, em Bridgeport, próxima à Filadélfia, levou para longe da Avenida Conselheiro Zacarias, nos Mares, o cheiro do cacau.

Além do “incômodo” que causava à dinâmica urbana, a atividade teve o seu crescimento freado também pela pouca disponibilidade de eletricidade, diz o historiador. Enquanto outros centros urbanos passaram a contar com a oferta de eletricidade estável e com disponibilidade para atender a atividade produtiva no início do Século XX, apenas na Década de 60 esse cenário foi percebido em Salvador. “Até a Década de 30, a cidade dispunha de duas usinas termelétricas e Bananeiras, fora do perímetro urbano, onde hoje é Pedra do Cavalo. Essa estrutura produzia exatamente o que a cidade precisava. Se botasse uma lâmpada a mais, era capaz de derrubar o sistema”, brinca. Mesmo com a inauguração de Pedra do Cavalo, a cidade continuou “no limite”.

Patrimônio

Parte do desafio de preservar o que sobrou de patrimônio arquitetônico de casarões ou galpões que abrigaram fábricas antigas passa por disputas judiciais, trabalhistas ou relacionadas ao espólio.

Um exemplo disso é o caso da Fábrica São Brás. A partir das décadas de 20 e 30 do século passado, ela passa ao controle da família Catarino. O encerramento das atividades aconteceu deixando um número significativo de passivos trabalhistas. “O que aconteceu é que a documentação foi anexada a processos judiciais e acabou sendo guardada pela empresa, que fechou as portas. Todas as minhas tentativas de acessar documentações de caráter histórico foram negadas porque elas estão sob resguardos pelos passivos trabalhistas”, explica Rebouças. “Não sei nem falar muito, mas até por isso as possibilidades de restauro do espaço, tanto públicas quanto privadas, ficaram prejudicadas. É um local ainda em disputa e prejudicou a manutenção desse complexo arquitetônico”.

O atual Mercado Iaô já foi a sede de uma indústria de tecidos. A antiga Fábrica de Linhos Nossa Senhora de Fátima, na península Itapagipana, hoje produz cultura e os sonhos de quem deseja viver da economia criativa. No local, há espaço para a comercialização e experiências nas áreas de artesanato, artes plásticas, moda, decoração, gastronomia, música, dança e literatura. O espaço pertence à Fábrica Cultural. As duas organizações ocuparam e trouxeram vida

novamente para um casarão histórico, que foi cedido pelo governo da Bahia. A revitalização da antiga fábrica de linhos é um dos objetivos do Mercado Iaô. Não fosse a gigantesca chaminé, dificilmente algum dos muitos visitantes que passam pelo local saberiam que ali já foi uma indústria.

“A Fratelli Vita é um outro exemplo de aproveitamento do espaço”, lembra Daniel Rebouças. Ele conta que conseguiu pouca documentação sobre a história da fábrica, que hoje abriga um campus universitário da Estácio.

Ernesto Carvalho acredita que Salvador deveria aproveitar melhor os espaços deixados pelas antigas fábricas. “Tem muitas estruturas que ainda estão de pé. De qualquer modo, é muito mais barato readequar algo que já existe do que derrubar e começar uma coisa nova do zero”, pondera.

A região do Empório Industrial do Norte, por exemplo, que atualmente tem apenas a antiga faixada e poucas casas da antiga vila operária, tem tudo o que é necessário para se tornar um “espaço cultural vivo” para a cidade, sugere. “Nós estamos falando de um local com uma história bonita, que poderia abrigar projetos de gastronomia, arquitetura e música. Temos muito para onde ir”, diz.

O gerente da unidade da Estácio que funciona na antiga fábrica da Fratelli Vita, Luiz Henrique, diz que a universidade gostaria de utilizar o espaço para se conectar melhor aos moradores da Cidade Baixa. “Nós pensamos neste local como um indutor de desenvolvimento para a Cidade Baixa. Estamos abertos para discutir projetos voltados à região”, afirma.

Segundo ele, entre as ações previstas estão a criação de uma roda empresarial, envolvendo os comerciantes do entorno, além de investir cada vez mais em projetos de impacto social. “Nós restauramos este prédio em 2015 para que seja uma base nossa na região, mas ainda vemos muitos estudantes que moram por aqui e preferem se deslocar até o outro lado da cidade para estudar”, conta.

Luiz Henrique explica que a Estácio pretende também “movimentar mais o prédio culturalmente”, com exposições de fotografias antigas e de cristais que foram produzidos lá.

Quase tudo o que conta a história industrial de Salvador se localiza na região da Cidade e uma tarde é tempo suficiente para ver os locais. Uma boa pedida é começar a visita a partir da Calçada, pela fábrica da Fratelli Vita, e a partir daí passar pela Chadler, Empório e vila operária, na Luiz Tarquínio e seguir para a fábrica de linhos, na Ribeira, onde o pôr do sol deve encerrar o passeio com chaves de ouro.

Made in Salvador

Fumo

A fábrica começou com uma pequena produção na antiga Fazenda Areia Preta, onde hoje é Ondina, e depois migra para o prédio onde hoje é o Solar do Unhão. Posteriormente, a cidade recebe fábricas de cigarros, com registro de duas unidades mais relevantes, no Bonfim.

Indústria Naval

Local próximo a onde hoje está instalada a Marinha do Brasil no Comércio e o bairro da Ribeira, na Cidade Baixa, abrigaram unidades de fabricação de navios.

Indústria têxtil

A Bahia chegou a abrigar mais da metade das indústrias de produção de tecidos no Brasil. Grande parte dessas unidades estavam localizadas em Salvador, graças à disponibilidade de algodão e de recursos financeiros para investimentos.

Chocolates

Até 1995, Salvador abrigava uma unidade da Chadler, uma das processadoras de cacau do mundo, na região da Cidade Baixa. Com a crise da vassoura de bruxa, a empresa transferiu a produção para os Estados Unidos.

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