Caso Felipe Prior: ex-BBB é acusado de crime sexual por quarta mulher

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17.04.2020, 17:03:00
(Foto: Reprodução/Instagram)

Caso Felipe Prior: ex-BBB é acusado de crime sexual por quarta mulher

Suposta nova vítima do arquiteto disse que estupro aconteceu em 2015

Felipe Prior está sendo acusado de crime sexual pela quarta mulher. Ela entrou em contato com as advogadas Maira Pinheiro e Juliana de Almeida Valente, que representam as três outras supostas vítimas do ex-BBB, e disse que o caso dela teria ocorrido em 2015. As informações são da revista Marie Claire, que divulgou a reportagem sobre as denúncias anteriores - em que duas mulheres acusaram o arquiteto de estupro e uma, de tentativa de estupro.

"A vítima encontrou o contato de nosso escritório na internet, depois de ler a primeira reportagem publicada por Marie Claire. As amigas dela incentivaram que nos procurasse e falasse conosco sobre a violência", falou Juliana à revista. 

Mais informações sobre o caso e a identidade da mulher não foram revelados para que ela seja protegida de retaliações.

Segundo a advogadas, elas colheram o depoimento da quarta suposta vítima e deve juntá-lo ao inquérito que está sendo investigado pela Delegacia da Defesa da Mulher de São Paulo (1ªDDM). Porém, ainda de acordo com Juliana, cabe ao Ministério Público decidir se o caso correrá em paralelo ou se será adicionado ao processo em andamento.

A revista procurou a Polícia Civil, que informou que as investigações seguem pela 1ª DDM. E confirmou a quarta denúncia. "Até o momento, quatro vítimas acionaram às autoridades. Todas as partes envolvidas, assim como testemunhas, serão ouvidas ao longo da investigação", comunicou, em nota.

Na última terça-feira (14), Prior teve o pedido de Habeas Corpus preventivo negado pela Justiça de São Paulo. A defesa do acusado fez a solicitação no dia 8 de abril, com o objetivo de extinguir as denúncias de estupro feitas contra o ex-BBB.

No documento apresentado pelos advogados, é apontado que a punibilidade dos crimes já teria prescrito, pois a lei vigente diz que a vítima tem o prazo máximo de seis meses após os supostos atos para acionar o acusado na Justiça. Os três casos anteriormente relatados ocorreram em 2014, 2016 e em 2018.

Porém, a juíza Carla Santos Balestreri decidiu que a solicitação da defesa do arquiteto não poderia ser aceita, pois os advogados não forneceram todas as informações necessárias para a análise.

"Com efeito, não se demonstrou a existência do inquérito policial cujo trancamento se pretende. Ao contrário, do que se infere da inicial, sequer o impetrante tem certeza da existência do procedimento administrativo, tendo se limitado a afirmar que soube da instauração por meio da imprensa", afirmou a a juíza na decisão.

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