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Da Redação
Publicado em 10 de outubro de 2022 às 15:38
- Atualizado há 2 anos
A forma de contaminação dos cinco casos confirmados da Doença de Creutzfeld-Jakob (DCJ) neste ano na Bahia continua em investigação. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador, dos cinco casos, a entidade identificou quatro como do tipo esporádico da DCJ, quando há causa ou fonte infecciosa conhecida, nem relação de transmissibilidade comprovada de pessoa a pessoa.>
Equipes da vigilância sanitária municipal descartaram a possibilidade de transmissão por carne bovina contaminada ou derivados, ou seja, de se tratar da “Doença da Vaca Louca”, devido à variante da doença não ter sido identificada em nenhum dos casos. Tipos da doença A Creutzfeldt-Jakob é uma doença neurodegenerativa que se caracteriza pela desordem cerebral com perda de memória e tremores. A evolução é rápida e leva ao óbito. A DCJ possui quatro principais formas clínicas de se manifestar, sendo que os sintomas de todos são similares, porém, a transmissão varia.>
No tipo mais comum, o esporádico - ocorre em 85% dos casos, segundo o Ministério da Saúde (MS) -, não há origem confirmada. Na hereditária, a doença se manifesta por mutação hereditária decorrente de uma variação no gene. A Iatrogênica surge como consequência de procedimentos cirúrgicos ou por meio do uso de instrumentos neurocirúrgicos ou eletrodos intracerebrais contaminados. Já a variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ), conhecida popularmente como Doença da “Vaca Louca”, está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados. Dois casos da DCJ foram registrados esse mês em Salvador, informou a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Bahia) foi informado dos dois casos no último dia 6. Os dois pacientes estão hospitalizados.>
Nesse ano, já são cinco casos da doença no estado, todos em moradores de Salvador. Destes, dois seguem internados, dois morreram e um ainda está em fase de investigação pela Vigilância Epidemiológica. Em 2021, foram confirmados três casos na Bahia - um em Salvador, um em Simões Filho e outro em Serrolândia. Desses, dois morreram e o terceiro caso ainda está em investigação. Quanto à origem, dos três casos notificados de DCJ em 2021, um foi confirmado, sendo classificado pela forma clínica esporádica. Dos cinco em 2022, quatro são da forma esporádica, sem identificação da "vaca louca".*Com orientação da subeditora Fernanda Varela >
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