Cenas de Carnaval: Armandinho e a família Macêdo

salvador
16.02.2019, 05:00:00
(Débora Paes/21.2.1993/Arquivo CORREIO)

Cenas de Carnaval: Armandinho e a família Macêdo

O amor pelo Carnaval é hereditário

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A família Macêdo poderia trocar o sobrenome para Carnaval. Seria justo. Desde que Osmar, ao lado de Dodô, inventou o pau elétrico e, posteriormente, com Temístocles Aragão, batizaram o que passou a se chamar trio elétrico.

Mas se os herdeiros de Dodô e Aragão não seguiram seus antepassados, os de Osmar vivem a festa até hoje, sobretudo Armandinho, que comanda os Irmãos Macêdo, com Aroldo, André e Betinho. 

Exímio guitarrista, Armandinho tocava junto com o pai e promovia um verdadeiro show em cima do trio, com direito a cenas ‘teatrais’, como a clicada para a eternidade pela repórter fotográfica Débora Paes em 1993. O próprio Armandinho explica:

“É o que a gente reproduz no show dos Irmãos Macedo, justamente, o desafio de pai para filho. Como eu tocava muito rápido, ele ficava fazendo pirueta, tirava camisa, botava o instrumento nas costas. Aí eu ia tocando mais rápido e chegava uma hora, ele não aguentava mais e me dava uma chinelada. Aí eu gritava com a guitarra”, relembra.

De coadjuvante de luxo, ainda tem Gilberto Gil. “Gil sempre foi um grande parceiro. Estava com a gente na saída da Fobica em 1964, ele também lá atrás tocando. Fez a Marcha da Tietagem pra gente, Satisfação, ele ia fazendo música e mandando”, conta.

(Arisson MArinho/Arquivo CORREIO)
(Betto Jr./Arquivo CORREIO)
(Evandro Veiga/Arquivo CORREIO)
(Robson Mendes/Arquivo CORREIO)
(Paulo M. Azevedo/Arquivo CORREIO)

São muitos Carnavais na conta, então, é difícil para o músico escolher uma mais marcante. Mas Armandinho relembra aquele que, por muito tempo, foi o auge da festa na capital baiana, muito por conta da liderança de Osmar.

“O grande momento que eu esperava era o último dia, com o encontro de trios. Durante o dia, você tocar na cidade, vai passando e vendo coisa diferente. No encontro, era o momento em que você podia parar e tocar com os colegas. Tinha Luiz Caldas, Gerônimo, Baby do Brasil... a gente curtia muito mais porque ouvia cada vez um, parava pra brincar o Carnaval também em cima do trio, com meu pai comandando ‘Agora, vai você’”, lembra. Um tempo bom que segue vivo na memória de muita gente.

*Cenas de Carnaval é um oferecimento do Bradesco, com patrocínio do Hapvida e apoio de Vinci Airports, Fieb, Salvador Shopping, Unijorge, Claro, Itaipava Arena Fonte Nova e Sebrae

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