Cerimônia do Oscar terá formato de filme

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24.04.2021, 07:00:00
Maria Beltrão e Dira Paes comandam a transmissão do Oscar na TV Globo (Fotos: Joao Cotta/tv globo)

Cerimônia do Oscar terá formato de filme

Pela primeira vez, o tradicional evento acontece em três diferentes espaços; Globo, Globoplay e TNT transmitem a festa

Nos últimos anos, a audiência televisiva do Oscar vinha caindo, sendo que a do ano passado foi a menor de todos os tempos. Os motivos são muitos, mas talvez a mudança forçada de formato, por conta da pandemia da covid-19, seja favorável à premiação mais badalada do cinema, que acontece neste domingo (25), com transmissão no Brasil pela Globo, Globoplay e TNT. Segundo a os organizadores, a cerimônia “parecerá” um filme, com uma narrativa sendo contada, com mudanças de cenários e muitos elementos do audiovisual. 

“Cada indicado e cada pessoa que entregar os prêmios será como um personagem em um filme. E no final você vai saber que todos fizeram o que quiseram. Você irá se conectar com todos nesse show. O que nós queremos fazer é uma espécie de filme de três horas no qual, por acaso, alguns prêmios são distribuídos" disse o produtor da cerimônia, Steven Soderbergh, à revista Vanity Fair.

A transmissão acontecerá em três espaços: além do Dolby Theater, que sedia o evento desde 2001, a Union Station Los Angeles e o Highland Center em Hollywood, além de locais internacionais via satélite. Ou seja, deve realmente ser mais movimentada do que no formato tradicional pré-covid. Também conta a favor o fato de que a maioria dos filmes estejam disponíveis nas plataformas de streaming, o que deve passar a ser o nono normal. Ficou mais fácil maratonar.

“Será interessante porque teremos o Teatro Dolby, que sempre é o cenário do Oscar, apenas como palco das apresentações musicais. E a Union Station como o lugar onde os indicados receberão os prêmios. Como muitos atores que moram na Europa, eles terão dois pontos, um em Londres e outro em Paris. Isso será muito interessante de acompanhar”, afirma a jornalista Maria Beltão, que completa 15 de  transmissão da Globo.

Ao lado da atriz Dira Paes e do jornalista Arthur Xexéo, ela comanda o bate-bola na emissora, que ampliou a transmissão via Globoplay, a partir das 19h30 e com sinal aberto. Com formato mais descontraído, a cobertura do canal incorpora o humorista Marcelo Adnet, que vai homenagear José Wilker. Na Globo, o Oscar começa após o BBB em noite de eliminação. 

“É uma edição que mostra a resistência da arte. Porque é a única maneira de transcender esta fase tão difícil que a pandemia está nos impondo no momento. Eu acredito que será histórica, devido à pandemia. Com certeza será diferente em relação a todos os outros anos” desta Dira Paes, que completa quatro anos como comentarista.  Ela destaca a abertura da Academia para a presença maior de mulheres, negros e outras minorias–  antigas reivindicações em relação ao Oscar.  “Além da marca da Viola Davis, acho que temos possibilidade de vermos um prêmio póstumo para o Chadwick Boseman para melhor ator, e um dos prêmios mais prováveis para a Chloé Zhao, pela direção de Nomadland. Realmente é um Oscar que reverencia o mundo do século XXI, diz Dira . 

No canal TNT, a transmissão começa às  20h, na TV e no Youtube do canal com o Esquenta TNT, sob o comando de Carol Ribeiro e Tiago Abravanel. Os apresentadores vão receber virtualmente convidados especiais, mostrar curiosidades dos indicados e levar imagens ao vivo de Los Angeles com todos os preparativos da grande noite. O programa vai contar também com esquetes de humor sobre a premiação com Vitor de Castro e Fernanda Soares. Quando a cerimônia começar, às 21h, Aline Diniz e Michel Arouca estarão a postos na TV para comentar tudo, enquanto Carol Moreira e Jhordan Matheus assumem a live no Youtube da TNT.

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Maria Beltrão comanda transmissão na Globo há 15 anos (Foto: João Cotta/TV Globo)

ENTREVISTA : MARIA BELTRÃO    
 
Em 2021 sua estreia na apresentação da festa do Oscar na Globo completa 15 anos. Como encara essa trajetória?

Lembro bem da minha primeira transmissão do Oscar, quando encontrei o José Wilker pela primeira vez. Minha missão nunca foi comentar os filmes, mas dar a maior quantidade de informações para quem estiver assistindo. A principal diferença entre 2006 e 2021 é que eu ganhei mais segurança.
 
Este ano, ficou mais difícil ver os filmes indicados por causa das restrições da pandemia?       

Consegui ver 43 filmes, incluindo as principais indicações. Mas lamento muito não ter a experiência do cinema este ano. É diferente ir ao cinema, ver o trabalho como foi feito para a tela grande. Mas consegui me preparar bem para fazer esta apresentação.    
 
É uma edição do Oscar completamente atípica O que você está esperando desta cerimônia?

Será interessante porque teremos o Teatro Dolby, que sempre é o cenário do Oscar, apenas como palco das apresentações musicais. E a Union Station como o lugar onde os indicados receberão os prêmios. Como muitos atores que moram na Europa não poderiam pegar um avião neste momento para acompanhar a cerimônia nos Estados Unidos, eles terão dois pontos, um em Londres e outro em Paris. Isso será muito interessante de acompanhar.
 
A festa deste ano também marca a força feminina. Pela primeira vez teremos duas mulheres concorrendo à Melhor Direção. Viola Davis se tornou a atriz negra com maior número de indicações. Como você vê este processo?

O Oscar também tem esse papel de refletir o que está sendo debatido na sociedade. Sem dúvida a presença feminina vem aumentando. Ainda está aquém do que deveria ser, mas já vemos uma mudança, com duas mulheres sendo indicadas à Melhor Direção, algo que nunca havia acontecido. Ouso dizer que a Chloé Zhao deve ganhar por Nomadland. A Viola Davis merece todos os prêmios. E este ano a briga está muito bonita. A Frances McDormand está impecável em Nomadland. Temos também a Carey Mulligan, de Bela Vingança, espetacular.


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Chico César participa de música da BaianaSystem (Foto de Silvana Garzaro e Arte de Cartaxo)

 Música: Oxeaxeexu: álbum da BaianaSystem sai em versão completa

Parceria Brasiliana, nova música do BaianaSystem em parceria com Chico César, é tão orgânica quanto a foto aí do lado. Na arte de Cartaxo, que cuida da identidade visual do grupo, ficou perfeita a fusão de Chico com as máscaras da Baiana. A canção completa o repertório de 21 faixas do álbum OXEAXEEXU, que foi dividido em três atos e começou a ser divulgado em fevereiro.

Brasiliana, com delicioso sotaque afro e latino, já começa pedindo para os brasileiros não jogar a sujeira debaixo do pano e lembrando que não somos norte-americanos. Além de Chico, que  mandou sua voz do Uruguai, onde segue num retiro artístico, a faixa conta com presença de  Mintcho Garrammone (guitarra baiana e bandoneon) diretamente da Argentina. Disponível nas plataformas digitais.https://links.altafonte.com/oxeaxeexu


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O ator Marcos Lopes no espetáculo O Barão nas Árvores (Foto: Diney Araújo/divulgação)

1. Solos em Todos os Solos - SSA - O projeto reexibe sete espetáculos neste sábado (24) e domingo (25), no no canal Território Sirius no YouTube.
O projeto digital, desenvolvido por Fábio Vidal e Vinícius Piedade, apresenta virtualmente produções contemporâneas de artistas e coletivos de Salvador e traz uma diversidade de espetáculos marcados por interpretações e experimentações cênicas e audiovisuais, reunindo diferentes gerações, grupos, dramaturgias e temáticas. 

Segundo a produção, quase 4 mil pessoas foram alcançadas por meio das oficinas, lives e apresentações propiciadas nessa segunda edição do festival. 
A programação adulta contará com os solos Aos 50, Quem me aguenta?”, com Edvana Carvalho, “Qualquer coisa a gente inventa”, com Meran Vargens; Sobretudo Amor, de Mônica Santana, Retratos Imorais, com João Guisande e Joelma, com Fábio Vidal. Já o universo infanto-juvenil será representado por A Mulher que Matou os Peixes, que tem atuação de Maira Lins e O Barão nas Árvores, com Marcos Lopes. Assista aos espetáculos: www.youtube.com/territoriosirius


2. Pequenas Histórias de Impossíveis Amores -  O projeto   nasce do  interesse do dramaturgo Gildon Oliveira e da diretora Paula Lice pela linguagem do melodrama, da estética das telenovelas e das séries de TV. E resultou em um espetáculo em episódios e um livro de contos. 
Os episódiso serão apresentados até dia 30, no YouTube, misturando nas histórias o tragicômico e o melodramático, com pitadas de literatura policial, horror e fotonovelas.  Neste sábado (24) , às 20h, será apresentado o episódio Tubaína; e no domingo (25), no mesmo horário, Pequena História Ridícula de Amor e Morte. Ambos ficam disponíveis até às 22h. 

No dia 01 de maio, a obra, na íntegra, será lançada em e-book que reúne todos os contos, disponível para download em dunaeditora (dunaeditora.myportfolio.com/ebooks.. No lançamento acontece uma live com com Gildon Oliveira e Paula Lice, às 19h, no Instagram (@pequenashistoriasdeamores). No mesmo dia o espetáculo estreia na íntegra, às 20h no canal do YouTube 

No espetáculo e no livro, o público vai conhecer sete histórias marcadas pela presença de mulheres insubmissas, que desafiam posições engessadas e escolhas alheias ao seu próprio arbítrio e homens guiados pelo desejo, como pulsão de vida e de morte. São histórias que espelham a vida, com um retrato de família envelhecido pelo tempo e pelas adversidades do viver.

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A atriz Karol Senna integra o elenco do projeto (Foto: Divulgação)


 

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