Com palestras e oficinas, Projeto Axé inicia Grande Formação Anual

salvador
11.03.2019, 18:36:00
Atualizado: 11.03.2019, 18:42:44
(Evandro Veiga/CORREIO)

Com palestras e oficinas, Projeto Axé inicia Grande Formação Anual

Evento acontece até esta sexta-feira (15) e será para funcionários

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Com o tema “Anarquistas da Imaginação”, começou nesta segunda-feira (11) a Grande Formação Anual, do Projeto Axé. Até sexta-feira (15), serão realizadas palestras, oficinas e apresentações artísticas nos períodos da manhã e da tarde (ver programação abaixo). 

O evento acontecerá no Hotel Portobello, em Ondina, e tem como público-alvo professores, educadores, gestores, formadores e coordenadores do projeto. A participação é limitada para os membros do Projeto Axé, sem abertura para o público geral.

A “Grande Formação Anual” é uma espécie de “abertura do ano” para as missões institucionais do Projeto Axé. Nela, estão em debate temas que serão base para outros encontros que acontecerão ao longo do ano. Para a gestora de comunicação do Projeto Axé, Regina Moura, o evento é como uma “renovação de votos do casamento”.

“Em um casamento, em determinado momento, se renova os votos para canalizar novas energias. É isso que fazemos aqui. Vamos capacitar, ampliar a capacidade que o sujeito que apoia e ensina aqui no Projeto Axé tem. Vamos ampliar os conceitos e atualizar a realidade. A consequência disso é você estar mais apto para ser um professor, educador ou coordenador”, explica.

Já a escolha do tema “Anarquistas da Imaginação” faz uma referência ao livro “Anarquistas, Graças a Deus”, de Zélia Gattai. Inclusive, a primeira palestra da Grande Formação Anual foi de Paloma Amado, filha da escritora com o baiano Jorge Amado, que discursou sobre a obra.

Ciente de que o tema poder causar algum tipo de estranheza, Regina esclarece. “Aqui no Brasil se tem uma visão deturpada do que significa a palavra anarquia. Ela vem de uma palavra grega que fala da limpidez das ideias e da liberdade de imaginação e desejos. E isso é um dos pilares do projeto. Nós somos anarquistas”, analisa.

Projeto Axé
Desde 1990, o Projeto Axé atende crianças e adolescentes carentes ou em situação de risco. É uma ONG voltada para a formação de jovens através do método chamado “ArtEducação”, onde a arte é utilizada como um instrumento para educar.

Nas duas sedes do projeto, que ficam no Pelourinho e na Baixa dos Sapateiros, os integrantes têm aulas de capoeira, teatro, dança, percussão, entre outros. Os que desejarem, podem avançar e se profissionalizar nas atividades - o tempo máximo de permanência como aluno é de 20 anos.

“O Projeto é revolucionário. Ele diz aos seus educandos que é possível, que eles podem. Nós dizemos ‘vem aqui de manhã e de tarde, vai para escola. Você pode se tornar, sim, um brasileiro melhor’”, conta Regina, emocionada.

Reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho na educação e na defesa dos direitos das crianças e adolescentes, o Projeto Axé acolheu, até o ano passado, mais de 28 mil crianças, adolescentes e jovens. Em média, segundo a organização, 85% dos educandos acompanhados pelo projeto não retornaram a vida na rua.

Segundo Regina, são recebidos cerca de 480 mensalmente em cada unidade, além dos atendimentos na rua e em comunidades.

Programação (clique na imagem para aumentar):



Foto: Divulgação


(Evandro Veiga/CORREIO)
(Evandro Veiga/CORREIO)
Paloma Amado
Paloma Amado (Evandro Veiga/CORREIO)
(Evandro Veiga/CORREIO)

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