Compass 4xe: SUV com consumo de moto

brasil
08.04.2022, 12:45:00
Importado da Itália, o Compass é o primeiro veículo eletrificado da Jeep no Brasil (Foto: Marcos Camargo/ Jeep)

Compass 4xe: SUV com consumo de moto

Configuração híbrida plug-in do Jeep é econômica, mas custa R$ 349.990. Confira avaliação em texto e vídeo

Ao chegar em São Miguel do Gostoso, no litoral potiguar, fiquei tão encantado com a beleza do lugar que quase esqueci uma lenda que havia conhecido 11 anos antes: de acordo com os locais, foi em Touros, no munícipio vizinho, que o Brasil foi descoberto. E que não foi em 1500, e sim dois anos antes.

Deixando a história (ou ficção) de lado, comecei a rodar com o novo lançamento da Jeep pela BR 101, que tem início no estado e se estende até o Rio Grande do Sul. No trecho havia muitos aerogeradores e, neste quesito, os potiguares ganham da Bahia. Atualmente, o Rio Grande do Norte é o líder em geração de energia eólica com 4.066 MW anuais, um pouco mais que a Bahia, com 3.951 MW.

Confira a avaliação em vídeo do Compass 4xe

Energia limpa, rodovias e trechos off-road. Assim a Jeep apresentou uma configuração inédita do Compass, a 4xe. Nessa opção, o SUV conta com um motor 1.3 litro turbo (180 cv potência e 27,5 kgfm de torque) associado a um propulsor elétrico (60 cv e 25,5 kgfm). No total, são 240 cv de potência. A transmissão tem seis velocidades e há ainda um segundo motor elétrico, instalado na dianteira, que também cumpre a função de gerador.

O trunfo desse Jeep é que ele pode ser recarregado na tomada e é possível percorrer até 44 quilômetros apenas em modo elétrico. Essa autonomia cumpre a jornada diária de muitas pessoas, como uma ida e volta ao trabalho.

Se for preciso rodar mais, o veículo irá acionar a propulsão a combustão e, de acordo com o Inmetro, irá percorrer 25,4 km/l com um litro de gasolina em trânsito urbano. Com a autonomia maior - é possível rodar até 927 km no modo híbrido -, o tanque de combustível de 36,5 litros dá conta do recado. O recipiente teve o volume reduzido para dar espaço para as baterias.

Esteticamente, o interior muda muito pouco em relação às outras versões
Esteticamente, o interior muda muito pouco em relação às outras versões
O quadro de instrumentos é totalmente digital
O quadro de instrumentos é totalmente digital
A tela central mostra o gerenciamento de energia
A tela central mostra o gerenciamento de energia
O teto solar panorâmico é equipamento de série
O teto solar panorâmico é equipamento de série
O plug para carregamento fica do lado esquerdo
O plug para carregamento fica do lado esquerdo

Mas a equação do 4xe é complexa. Se por um lado o custo com gasolina é reduzido e o impacto no meio ambiente é menor, o preço do 4xe assusta: R$ 349.990 mil. É um valor que supera em quase R$ 120 mil as versões mais caras até o momento do Compass, a Limited e a Trailhawk, ambas 4x4 a diesel que custam R$ 233.200.

Enquanto as demais opções são produzidas em Pernambuco, o 4xe é importado da Itália e chega, neste primeiro momento, em apenas uma versão, a S. Por sinal, ela dispõe de mais equipamentos que a similar turboflex, que custa R$ 210.537. Entre os itens exclusivos estão uma câmera de 360 graus.

Vida a bordo
Ao volante a experiência é empolgante. Há muita força quando o veículo é utilizado em modo híbrido e quando o motorista opta por rodar com o SUV no modo 100% elétrico o silêncio predomina. É um bom momento para curtir a qualidade do sistema de som da Alpine, outra exclusividade do modelo.

No entanto, essa configuração perdeu um importante equipamento para quem curte uma tocada mais esportiva: os paddle shiffters. Assim, não é possível fazer mudanças de marcha com as "borboletas" atrás do volante. A opção é pela alavanca de câmbio. Neste caso, basta deslocar para a esquerda.

O bagageiro tem capacidade para 420 litros e o tanque de combustível conta com apenas 36,5 litros (Foto: Marcos Camargo/ Jeep)

Apesar de mais pesado do que as versões convencionais, são 1.908 kg, o Compass 4xe tem boa desenvoltura. Acelera de 0 a 100km/h em 6,8s e alcança a velocidade máxima de 206 km/h.  Além, é claro, de ser um 4x4, com reduzida e modos de condução específicos para pisos como lama e areia. A garantia total é de três anos e a bateria tem cobertura de cinco anos. 

É esperado que a Jeep amplie a linha eletrificada no Brasil com Wrangler e Grand Cherokee, que chegará renovado ao país nos próximos meses. Além disso, é esperada a chegada da primeira picape da marca ao mercado nacional, a Gladiator.

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA JEEP

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