Conheça a técnica que renova a pele e reduz manchas com agulhadas

bazar
26.03.2019, 11:35:00
(Foto: Shutterstock/Reprodução)

Conheça a técnica que renova a pele e reduz manchas com agulhadas

O microagulhamento é o tratamento de beleza queridinho da vez

Para quem tem medo de agulhas, um dos tratamentos de beleza mais comentados atualmente pode parecer uma verdadeira tortura:  mais de 500 desses objetos pontiagudos indo e voltando na pele. Tenso, não é mesmo? Mas a teoria parece pior que a prática, garantem os especialistas. Não tem ideia do que estamos falando? Conheça o microagulhamento.

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Em alta no mundo da dermatologia, ele  tem atraído cada vez mais  adeptos em Salvador. Normalmente, é feito com o roller, um rolinho cheio de agulhas.

“Estéreis, elas variam de 0,25 milímetros a 2,5 milímetros - o tamanho vai depender da pele daquele paciente e do resultado que se quer alcançar. São feitas de 10 a 15 repetições”, explica Naira Carvalho Machado Villar, membro da Câmara Técnica de Dermatologia do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).

O rolinho pode ser passado no rosto e em partes do corpo para renovar a pele
(Foto: Shutterstock/Reprodução)

Mas qual o motivo de provocar tantos furinhos na pele? “As microperfurações causam uma reação que tem como principal resultado a indução de colágeno e outras fibras naturais”, explica a dermatologista Iara Lemos, da Clinica Sanlazzaro (@clinicasanlazzaro no Instagram).

Assim, estimula-se a criação de um novo tecido - o que pode ajudar na melhora de diversos problemas. “As principais indicações são cicatrizes, especialmente as de acne, estrias, flacidez, calvície e melasma”, continua Iara.

Além de reduzir essas situações, o tratamento também pode ajudar no rejuvenescimento da pele. É possível que ele seja realizado no rosto e no corpo.

Cicatrizes, como as de acne, estrias e melasma são algumas das indicações para o tratamento
(Foto: Shutterstock/Reprodução)

A vantagem do microagulhamento em relação a outras técnicas, como o laser, é que acaba sendo mais suave, segundo Naira. “Haverá um sangramento, mas pequeno - como numa tatuagem. Não há grandes agressões. No dia seguinte, por exemplo, já dá para ir trabalhar”, pontua.

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Além disso, por conta dos furinhos, dá para se fazer o ‘drug delivery’ - ou seja,  facilita-se o caminho para que determinadas substâncias consigam entrar nas camadas mais internas da pele. “É possível colocar vitamina C - que induzirá o colágeno -, ácidos, em caso de melasma...”, diz.  

Vai doer?
“Quanto mais profunda  for a lesão, maior será o comprimento da agulha utilizada - e mais doloroso será o procedimento”, explica a  dermatologista Marília Acioli, da Clínica Osmilto Brandão (@clinicaosmiltobrandao). Nesses casos, pode ser aplicada uma anestesia injetável, para ajudar no combate à dor. “Já quando a agulha é pequena, uma pomada anestésica pode ser suficiente”.

O roller é composto por várias agulhas
(Foto: Shutterstock/Reprodução)

Iara lembra também  de algumas precauções a serem tomadas antes da escolha pela técnica. “Para fazer o microagulhamento, o paciente não deve estar com a pele bronzeada nem apresentar infecções locais. Câncer de pele na área tratada ou nas proximidades também contraindica”. Após o procedimento, o paciente não deve pegar sol até que a pele se recupere.

O profissional é quem indicará a quantidade de sessões às quais o paciente deve ser submetido para que o resultado seja visível. “O número varia, mas, de modo geral, são entre duas a cinco. Caso a lesão seja mais profunda, podem ser necessários mais encontros”, adianta a  dermatologista Laryssa Faiçal, das clínicas Sanlazzaro e AMO (@clinicaamo).  

Normalmente  mensal, cada sessão pode custar de R$ 700 até R$ 1,5 mil, variando de acordo com o tratamento ao qual aquela pessoa será submetida.

A sessão pode custar até R$ 1,5 mil
(Foto: Shutterstock/Reprodução)

Pode fazer em casa?
Os médicos não recomendam. “Apesar de existirem vídeos ensinando, isso nunca deve ser feito em casa. O microagulhamento é operador-dependente - ou seja, seu resultado só será bom quando for bem realizado. Cada paciente necessita de um tamanho de agulha diferente e de um preparo específico”, alerta Laryssa.

“Feito de forma equivocada, pode deixar cicatrizes. E em uma pessoa com melasma, por exemplo, uma pressão errada pode piorar o problema. O tratamento não deve ser feito por um profissional que não tem o treinamento específico”, segue. 

De acordo com ela, os perigos também podem estar relacionados ao próprio roller. “Alguns vendidos na internet são pirateados, com chance das agulhas se soltarem e ficarem presas na pele”.

E mais: o rolinho nunca deve ser reutilizado - nem que seja no mesmo paciente. “Ali, é possível que se acumulem micro-organismos, como bactérias. Quando empurradas para dentro da pele, podem causar infecções. Se for um roller de outra pessoa, ainda pode passar doenças como hepatite ou HIV”, alerta Marília.

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