Conheça Rony Santana, cantor baiano que foi vítima de diabetes aos 27 anos

salvador
24.01.2022, 13:38:00
Cantor de pagode Rony Santana morreu aos 27 anos após três paradas cardíacas em Salvador (Reprodução/Redes sociais)

Conheça Rony Santana, cantor baiano que foi vítima de diabetes aos 27 anos

Vocalista da banda Preto de Luxo deixou esposa grávida de 5 meses

Com diversas músicas a serem lançadas e uma agenda de shows marcados que representavam o reerguimento da banda Preto de Luxo após meses fora de atividade devido à pandemia, o vocalista Rony Santana deixou fãs, familiares e amigos em choque com sua breve partida na tarde do último domingo (23), aos 27 anos. Sem estar ciente de que tinha diabetes, o cantor soteropolitano já estava em estado agravado quando deu entrada na Unidade de Emergência de Pirajá, com dores abdominais.

Seu irmão mais velho, Gleidson Queiroz, 41, revela que a doença estava presente no histórico familiar do jovem Adeilto, nome de batismo de Rony. “Foi uma surpresa infeliz. Menino bom, de família, cheio de sonhos, e um cara que queria crescer na vida. Para vocês é Rony, para nós é Adeilto Santana dos Santos”. Adeilton deixou, ainda, uma esposa, grávida de 5 meses, Ailana. Ela optou por não dar entrevista.

Rony e esposa Ailana

Circunstâncias da morte

O artista visitava a casa da mãe, onde cresceu, no bairro de Plataforma, quando começou a sentir o mal estar. No sábado (22), foi levado pela irmã, Adriele, à emergência, onde precisou ser intubado, com um pico de glicose acima de 500mg/dL no sangue. O nível de glicose é considerado normal para uma pessoa em jejum quando se encontra inferior a 100 mg/dL.

Às 22h do mesmo dia, Rony teve a primeira parada cardíaca. Esta foi seguida de outras duas, na madrugada e às 14h do domingo (23). Depois da última, os médicos não conseguiram reanimá-lo.

Gleidson reforça que o irmão não tinha envolvimento com o tráfico, não usava drogas e que não morreu de Covid, explicando que muito está sendo especulado sobre a morte e mentiras estão sendo espalhadas sobre Rony. “Ele era um cara limpo, não usava drogas, nunca teve envolvimento nenhum com nada, inclusive, fez o teste da Covid na hora do internamento, e deu negativo”, esclarece.

Antes de morrer, Rony deixou gravadas diversas composições, as quais a banda ainda não decidiu se serão lançadas. A música mais recente foi liberada em 13 de janeiro, “É Maloqueira”, do CD recém lançado, “Dono das Ilhas”.

A banda de pagode tinha, ainda, uma agenda de shows marcados, que incluía uma apresentação em Salvador na noite desta segunda-feira (24), e pelo menos uma outra em Ilhéus, no sul da Bahia.

“É difícil de aceitar, ainda estamos muito transtornados com tudo que tem acontecido. Ele estava em um momento de reerguimento na profissão, esperando um bebê. Muito difícil lidar com isso”, finaliza Gleidson.

O sepultamento acontece na tarde desta segunda (24), no Cemitério Quinta dos Lázaros, em Baixa de Quintas, Salvador.

*sob orientação de Amanda Palma

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