Conhece Baixio? Construtora cria novo vetor turístico e imobiliário na Bahia

bahia
24.07.2021, 05:00:00
Atualizado: 27.07.2021, 15:19:41
Escolha do Baixio se deu pela exuberância do destino (@gustavomachado.foto)

Conhece Baixio? Construtora cria novo vetor turístico e imobiliário na Bahia

Luciano Lopes sobre Baixio: 'As pessoas serão prioridade'

“Não é um produto”, avisa Luciano Lopes, diretor-executivo da Prima Empreendimentos, sobre o trabalho que a empresa desenvolve há 15 anos em Baixio, distrito de Esplanada, no Litoral Norte. “Estamos desenvolvendo um destino”, explica. O Ponta de Inhambupe, empreendimento que a empresa está lançando agora, é apenas o primeiro de alguns que serão apresentados nos próximos 10 anos, mas a Prima está longe de ser uma desconhecida na comunidade do Baixio. “Nós chegamos lá para ficar”, garante Lopes. Neste contexto, a empresa calcula quase R$ 1 bilhão investidos no país, sendo grande parte do volume na localidade marcada por paisagens de tirar o fôlego no Nordeste da Bahia. 

Luciano Lopes, diretor executivo da Prima Empreendimentos e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia – ABIH-BA.

Como vocês chegaram à ideia de desenvolver um destino turístico?

Os nossos acionistas tem empresas com 200 anos de mercado na Espanha. Tem de 1798, na área têxtil, de 1824, que vêm desde a Época da Revolução Industrial, são negócios que vão sendo passados de geração em geração. Então, eles procuram fazer investimentos para diversificar. 

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Como vocês pretendem preparar a população?

Uma das coisas que fizemos foi um programa chamado Voar, que é a sigla de valor, oportunidade, aprendizado e responsabilidade. Todo o trabalho foi muito focado no  primeiro momento em capacitar as pessoas, em criar uma consciência. Só depois disso começamos a pensar em desenvolver os produtos. 

Qual é a situação atual do projeto?

Nós já temos 16 anos de atuação, já fizemos todo o trabalho de licenciamento ambiental. Hoje Baixio é a maior área do Brasil com licença para o desenvolvimento de projetos turísticos e imobiliários. Preparamos o nosso masterplan e só agora nos preparamos para entregar o primeiro projeto, que é o Ponta de Inhambupe. É um hotel boutique, um condomínio residencial e um condomínio comercial, que devem ser entregues no último trimestre do ano. Em agosto, vamos intensificar os esforços para a capacitação da população. 

Os projetos já tiveram algum impacto no mercado de trabalho local?

Na obra do Ponta de Inhambupe, chegamos a ter 380 funcionários. Para nossa felicidade, 85% da mão de obra foi contratada no entorno de 20 quilômetros. Isso demonstra a importância de envolver a comunidade. Muita gente teve oportunidade de empregos. Hoje na obra tem em torno de 150 pessoas diretamente, mais 70 pessoas em atividades agrícolas e turísticas, relacionadas aos projetos.

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Isso sem falar no chamado “efeito renda”, não é?

Existe um efeito multiplicador. Tem situações bem interessantes, temos famílias inteiras trabalhando conosco. Mães na pousada, filha num restaurante, marido na obra, filho na atividade agrícola. É muito bonito ver isso funcionar.  Além disso tudo que eu falei, a gente acaba levando também infraestrutura para o local. Agora, estamos construindo uma estação de tratamento de esgoto para um condomínio, mas que terá capacidade para atender  quatro mil pessoas. Ou seja, todo o esgotamento da vila de Baixio vai passar a ter um destino final adequado, que hoje não tem. 

Qual o investimento realizado e quanto está previsto?

A Prima já investiu no Brasil em torno de R$ 990 milhões, tanto nos projetos no Baixio, como também em Salvador, no Hotel Fasano, que é de nossa propriedade. Da mesma maneira que trouxemos o Fasano para Salvador, teremos uma unidade em Baixio. 

O senhor mencionou inicialmente que foi feito um trabalho criterioso para a escolha do local. O que fez a diferença a favor do Baixio?

Primeiro, a beleza natural. A região tem muitas lagoas, rios, a natureza é exuberante. Deus foi muito generoso, moldou aquele lugar. Temos 14 quilômetros de praias, 1,3 mil hectares, 73 milhões de metros quadrados e o nosso objetivo é ocupar no máximo de 15% a 20% da propriedade. O restante, 80% vai se manter preservada, para atividades ao ar livre, turismo de natureza, trilhas, canoagem, observação de pássaros, isto tudo está em nosso master plan. Além do Baixio em si, o Litoral Norte é um dos locais no Brasil que tem uma das melhores infraestruturas para o desenvolvimento turístico e imobiliário. Você não encontra outros lugares com uma estrada como a Linha Verde. O caminho já é bonito, com belas paisagens. Tem água, energia elétrica. Isso tudo a 108 quilômetros do Aeroporto de Salvador. 

O Litoral Norte ainda tem potencial para crescer?

Sem dúvidas. A implantação da Costa do Sauipe, depois Iberostar, Palladium, empreendimentos que trouxeram desenvolvimento para Praia do Forte, Imbassaí... E isso tudo vai criando no Litoral Norte um eixo para o desenvolvimento de projetos turísticos e imobiliários, que você não vê em outros locais do país. 

A Prima atua no Baixio desde 2005, qual é o prazo para conclusão do projeto?

Nós definimos um conjunto de projetos que iremos desenvolver nos próximos dez anos. Este ano entregamos o primeiro, aí já começa a ter um público maior indo para lá. E partir daí iremos lançando outros. Teremos o Fasano, já estamos trabalhando nisso e estamos preparando para dar entrada na licença de implantação para iniciar a obra no final de 2022. Vamos lançar um condomínio de lotes, tem muito para acontecer.

O Boom do Litoral Norte é uma realização do jornal Correio com o patrocínio do Iberostar e da Prima Empreendimentos.

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