Corey Feldman, de 'Os Goonies', acusa Charlie Sheen de estuprar Corey Haim

variedades
10.03.2020, 21:02:27
Corey Haim, morto em 2010, ao lado do amigo Corey Feldman; ao lado, Charlie Sheen (Foto: Reprodução)

Corey Feldman, de 'Os Goonies', acusa Charlie Sheen de estuprar Corey Haim

Em documentário, ator relata abusos sofridos por colega morto em 2010

Sempre às voltas com polêmicas, o ator Charlie Sheen, 54 anos, é acusado pelo também ator Corey Feldman, famoso pelo papel de Bocão em 'Os Goonies', de estupro nos anos 1980. A revelação foi feita no documentário 'My Truth: The Rape of Two Coreys', que conta a história de Feldman.

Na obra, o ator ainda divulga os nomes dos homens que teriam abusado sexualmente dele e do amigo Corey Haim, morto em 2010 de pneumonia. Nos anos 80, os dois, então jovens, faziam muito sucesso em filmes infanto-juvenis. 

Procurado pelo site Entertainment Weekly, Sheen negou qualquer envolvimento no caso.

Segundo Feldman, Charlie Sheen estuprou Haim durante as gravações do filme 'A Inocência do Primeiro Amor', de 1986.

Na sua rede social, Feldman ainda declarou que o documentário iria expor o “próximo Harvey Weinstein”, produtor acusado de estupro por diversas mulheres em Hollywood.

O ator, que ficou anos no ostracismo após o sucesso na adolescência, também havia falado sobre os abusos que sofreu na época de maior evidência.

“Eu estava rodeado de pedófilos nos meus 14 anos. Só fui perceber mais tarde o que eles eram e o que queriam. Então, quando me toquei, fiquei chocado: ‘Oh, meu Deus!’. Eles estavam por toda parte”, revelou Corey.

O ator afirmou também que o amigo deu muitos detalhes do que aconteceu com Sheen.

“Isso não foi uma coisa do tipo que aconteceu uma vez. Isso não foi como: ‘Ah, por falar nisso, isso aconteceu’. Ele deu muitos detalhes sobre isso”, alega o ator nas imagens.

Na obra, Feldman alega que Haim revelou a ele tudo o que teria acontecido na época. “Ele me disse: ‘Charlie me curvou entre dois carros, passou óleo nas minhas nádegas e me estuprou em plena luz do dia’. Qualquer pessoa poderia ter passado, qualquer um poderia ter visto”, conclui o relato.

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