Corregedoria investiga PMs grevistas por ataques a ônibus

bahia
15.10.2019, 12:44:00
Atualizado: 15.10.2019, 18:58:55
Segundo a SSP, ônibus foi atravessado na Suburbana durante ação que teria envolvido quatro PMs grevistas (Foto: Leitor CORREIO)

Corregedoria investiga PMs grevistas por ataques a ônibus

A medida atende a uma determinação do Ministério Público Estadual

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A Corregedoria da Polícia Militar instaurou, na manhã desta terça-feira (15), um inquérito policial militar para investigar a conduta ilícita de militares ligados ao deputado estadual Marco Prisco (PSC). Fechamento de avenidas, ataques contra ônibus e bancos, faltas em serviço, entre outras irregularidades serão apuradas. De acordo com informações da Secretaria de Comunicação do Governo (Secom), a medida atende a uma determinação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Entre os casos citados pelo MP-BA, está o ataque contra dois ônibus, na região do Subúrbio Ferroviário, ocorrido na última quinta-feira (10). Na ocasião, Anselmo Souza dos Prazeres, filiado da Aspra e soldado da 18a CIPM (Periperi), foi flagrado após atravessar dois coletivos na Avenida Suburbana. Ferido após confronto, ele segue internado.

"Vamos cumprir o pedido do MP e relatar a participação de cada militar neste movimento irregular. Além das ações de vandalismo, seremos rigorosos com o pequeno número que está faltando sem justificativa plausível", afirmou o corregedor da PM, coronel Augusto César Miranda Magnavita.

Outro lado
Em resposta à divulgação sobre a investigação, o coordenador geral da Aspra, deputado Marco Prisco, afirmou, por meio de sua assessoria, que o objetivo do Ministério Público, assim como do Governo do Estado, é "desestabilizar o movimento e, por meio dos veículos de comunicação, colocar a população baiana contra PMs e BMs que batalham por direitos". 

“Já disse e repito, não temos, nem eu ou qualquer outro diretor da Aspra ligação com atos de vandalismos. Muito irresponsabilidade do órgão soltar uma nota marginalizando uma categoria que já é demais sofrida e atacada pelo sistema”, afirmou o parlamentar, alegando ainda que não há comprovação de que pessoas ligadas ao movimento estariam atacando prédios comerciais e viatura. Ele também disse repudiar os ataques.

Leia também: Policiais mudam comando da greve da Adelba para a sede da Aspra

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