Cuidadora humilhada por erros de português recebe ofertas de emprego

brasil
19.10.2021, 11:23:03
Atualizado: 19.10.2021, 11:27:09
(Foto: Reprodução)

Cuidadora humilhada por erros de português recebe ofertas de emprego

'Deus sabe o que faz', diz Cristiane Barros

Cristiane Barros, cuidadora de idosos que foi humilhada pela atendente de um asilo em Sorocaba, interior de São Paulo, por conta de erros de português recebeu diversas ofertas de emprego após a repercussão do caso. 

O caso ocorreu na última quinta-feira (14). Nos prints da conversa é possível ver que a atendente passou a corrigir os erros da cuidadora, que tentou se explicar. "Não existe agente, é a gente", escreveu a funcionária.

Em seguida, a ela sugeriu que Cristiane fizesse um curso de português e disse que era "por isso que ela não arrumava trabalho".

"Seria bom você fazer um curso de português. Deve ser por isso que você não consegue uma vaga de trabalho", disse.

Depois da repercussão nas redes sociais, a cuidadora recebeu diversas ofertas de emprego em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Além de trabalho, muitas pessoas também se ofereceram para ajudá-la a fazer um currículo novo e a dar dicas para que Cristiane vá bem nas entrevistas.

"Deus sabe de tudo. Ele é maravilhoso e sabe o que faz. Sinto que fui escolhida por Ele e que Ele usou as pessoas ao meu redor para me mostrar que ainda existe bondade no mundo. Estou muito feliz e muito agradecida. Ainda estou analisando as propostas. Aceitei a ajuda de refazer o currículo", afirmou ela em entrevista ao g1.

"Eu me senti muito mal. É muito triste pensar que existem pessoas assim, principalmente trabalhando com idosos. Fiquei chateada, porque não sou uma pessoa do mal. Fiz o curso, estou procurando emprego e batalhando por isso. Eu errei, alguns deles foram o corretor e não consegui arrumar. Foi sem querer", relata Cristiane.

Em nota, o asilo disse que não tinha conhecimento sobre o ocorrido, que "lamenta muito este tipo de conduta" e que não compactua com o comportamento da atendente.

Também disse que vai apurar internamente o ocorrido, mas que já identificou que "nenhum dos empregados e funcionários foi emissor das mensagens".

"Continuaremos as investigações internas e, caso algum prestador de serviços tenha realizado a conduta em nome da empresa, adotaremos as medidas corretivas necessárias", diz o comunicado.

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