Curta de ficção sobre sequestro de filha de Moro para libertar Lula será investigado

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04.09.2019, 23:29:33
Atualizado: 05.09.2019, 06:48:39

Curta de ficção sobre sequestro de filha de Moro para libertar Lula será investigado

Ministério da Justiça pediu à PF abertura de inquérito por ameaça e apologia ao crime

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Foto: Reprodução/Youtube

Após uma solicitação do Ministério da Justiça, a Polícia Federal vai investigar os autores de um curta-metragem de ficção que conta a história de um casal que sequestra a filha do ex-juiz Sergio Moro (no filme chamado de "Sergio Mauro"), em troca da libertação do ex-presidente Lula, identificado como “Luiz Jararaca da Silva”.

A gravação, publicada no YouTube no último dia 20, tem 15 minutos e 22 segundos de duração, e mostra um casal que mantêm refém uma jovem em troca da libertação do ex-presidente.

Em nota, o Ministério da Justiça afirma que o ministro Sergio Moro solicitou a abertura de inquérito policial por ameaça e apologia ao crime contra os responsáveis pela obra.

O filme
Na abertura do curta, dois personagens levam uma moça vestida com uma camiseta do Brasil dentro do porta-malas de uma caminhonete para um esconderijo.

Enfeitado com bandeiras e cartazes com "Lula Livre" e "Fora Bolsonaro" pregados nas paredes, o local é o cativeiro usado pelos sequestradores, que se tratam como "companheiros".

Eles acompanham a repercussão do sequestro pela TV e comentam a situação. "Foi sequestrado essa manhã, a filha do ministro da insegurança, Sergio Mauro. Os sequestradores exigem a libertação imediata do ex-presidente Luiz Jararaca da Silva", diz o apresentador de um noticiário fictício.

Ao abordar a jovem que representa a filha de Moro, o casal, que aparece com o rosto coberto durante todo o tempo, cita os diálogos atribuídos ao ex-juiz e a procuradores da força-tarefa da Lava-Jato divulgados pelo site The Intercept Brasil como prova da inocência de Lula e pedem que o ministro conceda o exílio ao ex-presidente, preso na sede da PF em Curitiba.

"OPERAÇÃO LULA LIVRE é uma apologia ao pacifismo, à civilização e à democracia. O filme critica, ridiculariza e repudia a luta armada, se alguém não conseguiu entender o óbvio”, diz a descrição do vídeo, produzido pela Cactos Intactos, que mantém o canal no YouTube desde 2012.

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