Dez mil edições do jornal CORREIO esgotam no primeiro dia de campanha

salvador
12.09.2020, 12:30:00
Atualizado: 13.09.2020, 22:08:07
Daniela Moraes carrega o último exemplar da banca, no Campo Grande (Foto: Bruno Wendel/ CORREIO)

Dez mil edições do jornal CORREIO esgotam no primeiro dia de campanha

Expectativa era vender os jornais sábado e domingo, mas eles já acabaram nas bancas

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Com passos lentos, usando um chapéu de palha, camisa e calça social e ainda segurando um guarda-chuva, Severiano da Silva, 100 anos, chegou à banca Superação, no Canela, e entregou um punhado de moedas, totalizado R$ 1,75, e saiu bem informado e prevenido contra à covid-19. Isso porque, quem comprou o jornal CORREIO neste sábado (12) ganhou de brinde uma máscara de pano reutilizável, feita com duas camadas de tecido, para reforçar a proteção contra a doença.

"Na minha idade, todo o cuidado é bem-vindo. Sou consumidor de boa leitura. Compro sempre o CORREIO nessa banca, mas vim mais cedo para garantir o meu jornal porque hoje tem a campanha. Vou usar a máscara amanhã", disse o centenário, às 7h45, pouco antes de seguir lentamente de volta para casa. Ele foi um dos últimos a aderir o jornal da banca.

Severiano, 100 anos, apresenta as moedas na banca (Foto: Bruno Wendel/ CORREIO)

Essa foi a terceira vez que o CORREIO promoveu a ação e novamente todos os exemplares esgotaram em três horas. Foram dez mil jornais com máscara. Quem não conseguiu comprar as edições físicas nas bancas, mas quer ficar atualizado nas notícias basta acessar o site correio24horas.

"Não teve para quem quis. Assim que abri a banca, já tinha gente esperando para comprar. Normalmente são clientes mais velhos que estão no grupo de risco e a máscara é muito importante para eles. Seu Severiano, por exemplo, os filhos tentam prendê-lo em casa, mas ele sai todos os dias", disse Jeane Santos Rodrigues, 32, funcionária da Banca Superação, localizada na Rua Marechal Floriano, no bairro do Canela.

Jeane contou que a procura foi maior que a oferta (Foto: Bruno Wendel/ CORREIO)

Na Banca Nilo, na Praça Inocêncio Galvão, no Largo Dois de Julho, o idoso Roberto Palmonives, 70, garantiu o penúltimo jornal às 7h20. "Levantei da cama, tomei um banho e vim logo. Essas coisas acabam rápido", disse ele. Dez minutos depois de a equipe do CORREIO deixar o local, a dona da banca informou que não havia mais jornais. "Acabou de acabar", disse por telefone Jacira Caldas Figueredo, 40.

Roberto comprou de Jacira um dos últimos exemplares (Foto: Bruno Wendel/ CORREIO)

No Campo Grande, às 8h, Daniela Moraes, 31, funcionária da Banca King's exibiu o único exemplar do CORREIO. "Só tenho esse, mas não sei até quando. E o interessante é que os clientes chegam aqui só para comprar o jornal e depois acaba levando mais alguma coisa, já que a banca tem uma variedade de produtos", disse Daniela. Pouco depois de o CORREIO deixar a banca, Daniela sinalizou que tinha acabado de vender o último exemplar.

Ainda no Campo Grande, a Banca Chagas, vendeu todos os jornais do CORREIO em meia hora. "Assim que abri, não durou muito tempo. Já tinha gente chegando e garantindo seu jornal junto com a máscara", pontuou Alex Miranda, 32, funcionário.

O jornal CORREIO tem em média 500 pontos de venda na capital e 100 pontos no interior do estado. Em Salvador, o proprietário da Banca Redenção, na Cruz da Redenção, comemorou as vendas dos 50 exemplares. "Abri às 5h50 e às 7h não tinha mais nada. Tinha gente levando dois, três. Até agora tem gente procurando", declarou Gabriel Barreto, 47, por volta das 9h.

Jornais esgotaram em 3h (Foto: Leitor CORREIO)

O sucesso da ação, pela terceira vez, foi comentada pelo CORREIO. "Estamos sempre pensando nos leitores e parceiros, além de levar para população informação de qualidade ainda distribuímos produtos que são úteis e estreitamos o relacionamento com nossos pontos de vendas”, declarou Ricardo Freitas, supervisor de vendas do jornal.

Desta vez, a produção das máscaras foi viabilizada através de parceria com o Hapvida, o maior operador de planos de saúde do Norte e Nordeste. O diretor comercial regional do Hapvida, Rondinelly Moreira, destacou a importância da ação.

“O Sistema Hapvida está imensamente feliz em fazer parte desta iniciativa voltada à proteção dos baianos durante a pandemia e a máscara é o item que melhor representa o cuidado neste momento. O desafio é enorme, mas tendo o propósito de promover o bem-estar para nossa gente, seguimos na missão de promover a manutenção da saúde da população”, afirmou.  

Além de informação qualificada e reportagens exclusivas sobre o que está acontecendo na Bahia e no mundo, os leitores terão em mãos um equipamento de proteção muito útil neste momento. As máscaras de tecido que vão acompanhando a edição têm confortável encaixe de orelha, dispensando elásticos e dando lugar a uma corda para amarrar atrás da cabeça. O preço do jornal não sofreu alteração e foi possível levar tudo por R$ 1,75. 

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