DJ está entre presos por suspeita de hackear celulares de autoridades

brasil
23.07.2019, 21:46:00
Atualizado: 23.07.2019, 22:27:09

DJ está entre presos por suspeita de hackear celulares de autoridades

Família se surpreendeu: "Eu acho que foi um erro tamanho”, diz a mãe

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Um dos presos na operação que deteve suspeitos de hackear celulares de autoridades é Gustavo Henrique Elias Santos, 28 anos, DJ morador de Araraquara (SP). A mãe dele, Marta Elias Santos, afirmou à Folha de S. Paulo que ficou muito surpresa com a prisão e não tem nenhuma informação sobre o envolvimento do filho no caso, acreditando se tratar de um erro. Santos já respondeu a processo por porte ilegal de arma. 

(Foto: Reprodução/A Cidade ON)

Estou chocada, estou tremendo, tenho certeza que meu filho não está envolvido nisso, não. Eu acho que foi um erro tamanho”, diz a mãe. “Eu desconheço [o suposto envolvimento], não passa na minha cabeça uma coisa dessa".

Os outros presos foram detidos em São Paulo - um homem e uma mulher - e em Ribeirão Preto - um terceiro homem. Todos são suspeitos de invadir celulares do ex-juiz e hoje ministro Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol, entre outros. O DJ Gustavo seria amigo de um outro preso, que também é de Araraquara, mas foi preso em outra cidade.

O defensor do DJ, Ariovaldo Moreira, diz que o conhece há anos e que nunca soube que ele tivesse conhecimento de atividade de hackers. 

A Polícia Federal identificou os quatro através de perícia, rastreando os sinais dos ataques aos telefones. Os ataques às autoridades não foram considerados muito refinados e a capacidade dos hackers não seria alta, na opinião dos investigadores. A PF não conseguiu fazer relação entre o grupo investigado e o pacote de mensagens dos procuradores da Lava Jato divulgado pelo site The Intercept Brasil, diz a reportagem da Folha. 

Para o advogado, o DJ não teria nenhum envolvimento com esse vazamento ao site. “Eu, particularmente, não acredito, pelo que conheço meu cliente, que ele esteja envolvido nessa questão daquelas mensagens do ministro com o procurador”, diz.

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