Documentário mostra Dorival Caymmi pelo olhar de quem o conheceu bem

entretenimento
22.11.2018, 15:35:45
Atualizado: 22.11.2018, 16:46:35
Documentário narra trajetória de Dorival Caymmi (Portal EBC/divulgação)

Documentário mostra Dorival Caymmi pelo olhar de quem o conheceu bem

Dê Lembranças a Todos reúne depoimentos de familiares e amigos como Gilberto Gil e Maria Bethânia

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“Sou Dorival Caymmi, baiano, nascido em Salvador, Bahia, a 30 de abril de 1914”.  Pronto, com a apresentação devidamente feita, os diretores Fábio e Thiago Di Fiore conduzem o público para conhecer um pouco mais do gênio musical, inventor do conceito de baianidade junto com o “gêmeo’ astral Jorge Amado. No documentário Dê Lembranças a Todos,  Caymmi é visto do mesmo jeito que conduzia sua vida e obra: simples e, ao mesmo tempo, sofisticado.

“Ele é de uma simplicidade irritantemente genial”, diz o compositor Hermínio Bello.  O também bossa-novista Ronaldo Bastos, compositor, manda a real: “Caymmi era a mãe da bossa-nova. Dizíamos, de brincadeira, que a bossa- nova tinha vários pais, mas a Bossa Nova não tem mãe. Então, para mim, ele assumiu esse papel”.

São estas apenas algumas das definições que complementam o currículo de cantor, compositor, pintor e poeta que musicou as belezas da Bahia como ninguém. “Caymmi tinha isso, escutava a voz do tempo, dos desígnios do próprio tempo, com seus caprichos”, explica Gilberto Gil. Danilo Caymmi, filho do imortal baiano, garante que tudo nele era uma questão de observação: “A música dele tem esse visual, é tudo na observação e na sonoridade também”.

Os depoimentos reafirmam a intenção dos diretores, de retratar Caymmi pelo olhar de seus pares. Além dos já citados, dão depoimento para a produção Maria Bethânia, Jards Macalé e Bibi Ferreira, além dos filhos Nana de Dori.  “Nós buscamos retratar realmente quem ele era, essa busca constante de falar sobre o tempo, e principalmente, sobre o valor das pequenas coisas, das pessoas, da amizade, a natureza. Foi uma constante na produção, retratar isso através da história”, explica Thiago Di Fiore. 
 

PROGRAME-SE

Cinépolis Bela Vista  Sala 7 (leg): 14h (sábado e domingo), 19h (exceto sábado e domingo)

Espaço Itaú Glauber Rocha  Sala 2: 13h50, 17h30, 19h

Saladearte Cinema do Museu  Sala 1: 13h10 (domingo e segunda)

 Saladearte Cinema da Ufba  Sala 1: 15h15

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