Educação: redes de ensino investem mais de R$ 30 milhões em escolas do Litoral Norte

bahia
28.08.2021, 05:15:00
Atualizado: 29.08.2021, 16:46:55
(Foto: Divulgação)

Educação: redes de ensino investem mais de R$ 30 milhões em escolas do Litoral Norte

Escolas miram o atendimento do público que escolheu região como opção de moradia

Matheus Carregosa tem 15 anos e está na primeira série do ensino médio. Morador de Abrantes, distrito de Camaçari, no Litoral Norte da Bahia, o estudante tem sido diretamente impactado pela expansão educacional na região. “Sinto que estamos crescendo muito nessa área por aqui, é possível perceber isso pela instalação de duas grandes escolas”, comentou.

Matheus é aluno do Villa Global Education, colégio inaugurado em fevereiro deste ano, que oferece ensino bilíngue desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, e conta com projeto pedagógico próprio. “O Villa propõe um modelo de avaliação próximo ao do Enem e se preocupa em preparar seus alunos para seu projeto de vida. A escola tem muitas atividades para os alunos e um espaço muito agradável”, destacou.

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Alexandre Rodrigues, também de 15 anos e da primeira série do ensino médio, concorda com o colega. “O  aprendizado está evoluindo muito, temos excelentes conquistas por aqui. Adoro a escola, é moderna e acolhedora, tenho conhecido muitos amigos e professores legais”, comemora.

 Alexandre Rodrigues estuda no Litoral Norte- Foto: Divulgação

O investimento, de mais de R$ 30 milhões, resultou em 14,5 mil metros quadrados (m2) de área construída, em três blocos: serviços, aulas e esportes, com estruturas exclusivas e independentes. A unidade possui 48 salas de aulas climatizadas, com tratamento acústico e sistema de renovação de oxigênio. O colégio tem capacidade para atender até 700 alunos.

CEO do grupo, Viviane Brito revela que a escolha pela região foi estratégica. “O Litoral Norte é um dos maiores vetores de crescimento do nosso estado. O IBGE aponta Camaçari como a cidade de maior taxa anual de  crescimento da região metropolitana. Uma outra razão dessa decisão foi o nosso desejo em oferecer um modelo de escola que acreditamos ser fundamental para uma educação contemporânea de excelência”

Em 2017, o Grupo Educacional Acbeu começou a vislumbrar a possibilidade de abrir uma filial da Maple Bear. Na Bahia desde 2012, o modelo de escola teve uma aceitação alta, mas a ideia era buscar uma alternativa fora de Salvador. Athiná Arcadinos Leite, superintendente do Acbeu, conta que Lauro de Freitas surgiu como primeira opção, mas a ideia era fazer algo fora da cidade, na Estrada do Coco. “A gente previu que poderia ter a expansão naquela região”, lembra.

Na primeira fase de implantação foram investidos quase R$ 21 milhões. Pelo modelo pedagógico, todo o conteúdo programático é oferecido em inglês a partir dos dois anos. Só depois dos cinco, as crianças passam a ter aulas de português, durante uma hora por dia. “Projetamos um espaço que já está 100% finalizado em termos de projeto arquitetônico, está todo pronto em termos de estrutura. Inauguramos a escola com meninos a partir de dois anos, mas em 2020 veio a pandemia”, lembra. 

Pandemia adequou processos 
Segundo Athiná, no primeiro momento de pandemia, o cenário levou ao fechamento da unidade, assim como se deu com todas as escolas, mas a migração de muitas famílias para o litoral indica que a escola acabou se antecipando a uma tendência de mercado.

“Acreditamos desde lá de trás, fomos os primeiros a chegar lá. A pandemia trouxe algumas coisas positivas e a possibilidade de home office é uma dessas possibilidades. Essa tendência de transformar casas de veraneio em primeira moradia vai continuar”, acredita.

Um sinal claro para ela é o interesse de outras escolas em se instalarem na região. “Nós notamos muita coisa sendo construída naquela região e acreditamos que se trata de uma tendência duradoura. Apostamos nessa expansão, de outra maneira, não teríamos feito um investimento tão alto”, pondera.

A inauguração do Villa Global foi durante o contexto da pandemia. Desde julho de 2020, a instituição já estava pronta para a abertura, com protocolos sanitários implantados, no aguardo da autorização das autoridades. A estrutura da escola já possui acabamento similar ao dos hospitais, com paredes revestidas de painéis melamínicos e os pisos em material vinílico, o que permite uma perfeita assepsia e sanitização, além do sistema de renovação de oxigênio através dos condicionadores de ar, características que tornam o ambiente mais seguro para a retomada presencial durante a pandemia. 

“Funcionamos em uma espécie de ‘regime de bolha’, ou seja, os grupos utilizam os espaços da escola em horários diferentes e não se encontram, assegurando e facilitando o acompanhamento individual dos estudantes e colaboradores, assim como promovendo agilidade na tomada de decisões”, pontua Viviane.

A escola também possui protocolos afetivos, que foram desenvolvidos para cuidar da comunidade e os seus possíveis desafios causados pelo isolamento social. Estas diretrizes, preparadas pelo corpo pedagógico da instituição, orientam o acolhimento, convivência e comportamento social de professores, técnicos e alunos, com o objetivo de promover um ambiente saudável, amoroso, de cuidados e competente para a retomada das aulas presenciais.

Procurado pelo CORREIO, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinep) não informou a quantidade de novas vagas abertas na região nos últimos anos.

O Boom do Litoral Norte é uma realização do jornal Correio com o patrocínio da Prima Empreendimentos.

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