'Ele era tudo pra mim: meu amigo, meu companheiro', diz irmã de empresário assassinado em motel

salvador
09.07.2018, 11:54:00
Atualizado: 09.07.2018, 13:17:59
Edlice Boness lamentou morte do irmão (Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

'Ele era tudo pra mim: meu amigo, meu companheiro', diz irmã de empresário assassinado em motel

Corpo de Alfons Ludwig será sepultado 16h no Campo Santo

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Na sala de espera para liberação de corpos do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLRN), a médica pediátrica Edlice Boness, 74 anos, usa poucas palavras para definir o irmão, o microempresário Alfons Ludwig Boness, 72: "Ele era tudo para mim. Meu irmão, meu companheiro", disse ela, na manhã desta segunda-feira  (9). 

Alfons foi morto a facadas pela também idosa Sônia Souza Soares, 70, que logo após se matou. Os corpos foram encontrados em um dos quartos do Motel Hashtag, no bairro do Costa Azul. A perícia foi realizada no local ainda no domingo (08). Segundo a polícia civil, a genitália do idoso foi decepada. O corpo dele será enterrado às 16h de hoje no cemitério Campo Santo. Ainda não há informações sobre o enterro de Sônia.

O microempresário trabalhava no ramo de tecnologia, era solteiro e morava com o filho no apartamento da irmã, Edlice, viúva, na Vitória. Edlice disse que não conhecia Sônia, que morava no Corredor da Vitória. 

"Meu irmão sempre foi solteiro, nunca trazia mulher nenhum para casa. Ela era mais uma que ele conheceu, mas não queria nada sério", declarou a irmã. 

No sábado, Alfons saiu de casa para ir ao mercado, última vez que a irmã o viu com vida. "Ele sempre ia ao mercado aos sábados. Mas estranhei que ele não havia chegado e sequer tinha ligado, como era de costume. Então, comecei a procurá-lo e só no dia seguinte que soubemos o que, de fato, havia acontecido", declarou a irmã.

Um taxista, que costumeiramente transportava Alfons, disse que Sônia era corretora de imóveis e conheceu o microempresário mostrando alguns imóveis e que ela era ciumenta.

"Ele era uma pessoa que chamava a atenção das mulheres por causa da aparência, parecia um gringo, além de ser muito educado", contou o taxista que preferiu não revelar o nome.

*sob supervisão da editora Mariana Rios

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