Em negociação avançada, Grupo City inicia planejamento para gestão do Bahia 

e.c. bahia
25.04.2022, 16:37:00
Grupo City deve aportar R$ 50 milhões no tricolor até julho em caso de compra da SAF (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

Em negociação avançada, Grupo City inicia planejamento para gestão do Bahia 

Fundo estrangeiro tem na mira peças para gerenciar o futebol do tricolor

Em negociação avançada para adquirir uma possível SAF do Bahia, o Grupo City já iniciou o planejamento do trabalho que pretende desenvolver no tricolor. Nos últimos dias, o fundo árabe fez contato com nomes com os quais deseja que faça parte da gestão de futebol do Esquadrão. 

Na semana passada, o CORREIO apurou que o City buscou o baiano João Paulo Sampaio, que atualmente coordena as categorias de base do Palmeiras. A intenção do grupo é a de que João Paulo seja o diretor de futebol do Bahia após a aquisição da SAF. 

Outro nome sondado foi o de Rui Costa, atual diretor de futebol do São Paulo. A informação foi divulgada pelo jornalista Jorge Nicola. A ideia do City é a de que Rui Costa seja uma espécie de CEO de negócios do Bahia. Juntos, Rui Costa e João Paulo ficariam responsáveis por tocar o projeto do Esquadrão. 

Apesar das conversas iniciais, tanto João Paulo quanto Rui Costa ou qualquer outro nome que seja do interesse do Grupo City só vão abrir negociações de forma direta após a aprovação da SAF e, consequentemente, compra pelo fundo estrangeiro. 

Nos bastidores do Bahia, a expectativa é de que a proposta concreta de compra, com o modelo em que a relação será estabelecida, seja enviada de forma oficial nos próximos dias. Vale lembrar que a oferta do Grupo City vai ser repassada para o Conselho Deliberativo - que criou uma comissão para analisar o assunto. A decisão final sobre a venda ou não será dos sócios em Assembleia Geral Extraordinária (AGE). 

Proposta
No início de abril, o CORREIO divulgou informações em primeira mão sobre o contrato que vem sendo discutido entre Bahia e o fundo árabe. O tricolor venderia 90% da sua SAF em troca de um investimento de R$ 650 milhões, que seria realizado em três anos. 

Caso o martelo seja batido, o Esquadrão receberia R$ 50 milhões em julho e mais R$ 150 milhões em caso de acesso à Série A do Brasileirão, totalizando R$ 200 milhões de aporte no primeiro ano.

No início de abril, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, esteve em Manchester, na Inglaterra, onde se reuniu pessoalmente com representantes do Grupo City para acertar os últimos detalhes do acordo. 

Há algum tempo o City está amadurecendo a ideia de ter um clube no futebol brasileiro. Especula-se que a ideia do fundo é fazer do Bahia o time número 2 entre as franquias, atrás apenas do inglês Manchester City. Em nível nacional, o plano é no médio-longo prazo transformar o Esquadrão em um clube do top-6 do futebol brasileiro.   

Ao todo, o Grupo City conta com 11 clubes, incluindo o de Manchester. Além da equipe inglesa, há ainda: Montevideo City Torque (Uruguai), Bolívar (Bolívia), Troyes (França), Lommel SK (Bélgica), Girona (Espanha), Mumbai City (Índia), Sichuan Jiuniu (China), Yokohama Marinos (Japão), Melbourne City (Austrália) e New York City (Estados Unidos).

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