Em parto raro, mulher gera bebê fora do útero e dá à luz em Feira de Santana

salvador
05.10.2021, 13:59:00
Atualizado: 05.10.2021, 13:59:22
(Divulgação)

Em parto raro, mulher gera bebê fora do útero e dá à luz em Feira de Santana

Caso ocorre com 1 a cada 30 mil bebês

Feira de Santana ganhou uma nova bebê. Até aí, nenhuma novidade, já que diariamente vários novos feirenses chegam ao mundo. É que Alice Vitória faz parte de uma estatística rara: ela é fruto de uma gravidez ectópica.

De forma resumida, a bebê foi gerada fora do útero da mãe - mais precisamente na região abdominal. A incidência desse tipo de caso varia entre 1 caso para cada 10 mil gestações até 1 caso para cada 30 mil gestações. Ou seja, a menina é mesmo uma vitoriosa.

E não ter esse neném, apesar de todos os riscos da gravidez, não era opção para Aline do Socorro, 39 anos,“Demorei seis anos para consegui ter minha filha, mas eu não desisti. Alice Vitória permaneceu firme com a mamãe dela e eu sempre mantive a fé em Deus. E assim estou aqui com ela: bem e fortes”, comemora Aline.

O parto aconteceu na Maternidade do Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira. Essa foi a primeira vez que o procedimento foi realizado na unidade. A mãe da criança deu entrada no HEC no dia do feriado de 2 de Julho, com apenas 19 semanas de gestação, o que equivale a cinco meses. À época, ela apresentou uma uma ultrassom e os médicos perceberam se tratar de uma gravidez abdominal.

Como é uma gestação que oferece riscos, a mulher foi internada e informada sobre os riscos. A mãe conseguiu sustentar a gravidez até 33 semanas, pouco mais de sete meses, até que precisou colocar Alice Vitória no mundo, o que aconteceu no dia 23 de setembro.

No parto, os médicos retiraram a menina, que foi gerada acima do útero e da bexiga, na região abdominal. “Montamos uma estrutura bem organizada para fazer este parto, com a participação de outros especialistas, como cirurgião vascular, cirurgião geral, equipe de neonatologia e UTI materna, para dar o máximo de suporte para essa cirurgia obstétrica bem atípica”, conta a médica obstetra Amália Olímpia. 

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