Em sabatina, Neto fala de propostas para gerar emprego e ampliação da educação integral

Eleições
28.09.2016, 14:31:00
Atualizado: 28.09.2016, 15:18:16

Em sabatina, Neto fala de propostas para gerar emprego e ampliação da educação integral

Atual prefeito ainda afirmou que não tem previsão de regulamentar o Uber

O candidato ACM Neto (DEM) foi o último entrevistado na sabatina organizada por CORREIO e iBahia, que aconteceu nesta quarta-feira (28). Atual prefeito, ele falou de projetos para abrir mais vagas de empregos na capital baiana, qualificar a mão de obra e melhorar o transporte público de Salvador. 

Neto foi ouvido em sabatina (Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

Neto afirmou que pretende, se reeleito, seguir na mesma linha de sua primeira gestão, mas afirmou não ser "acomodado" e disse que pretende fazer mudanças. "É claro que de um lado nós temos o dever de dar continuidade e aprofundar as importantes conquistas de Salvador. As pessoas se lembram como estava Salvador em 2012, a cidade abandonada e destruída que recebemos. Salvador hoje está muito melhor. É claro que ainda temos muito desafios. Tenho certeza que consolidando as conquistas dos últimos anos, vamos chegar lá. Não sou um cara acomodado, vamos trazer mudanças". 

Entre as propostas, Neto destacou uma iniciativa para mapear os bairros para atrair empresas com isenções fiscais e criar vagas de trabalho, o projeto "Morar Melhor", que reforma casas de comunidades carentes, falou na intenção de estender o ensino integral para crianças de até 5 anos e da integração do Bilhete Único para transporte e transporte complementar.

Tema polêmico, o Uber continua sem previsão de regulamentação caso Neto seja reeleito. "Não dá é para querer fugir de convivência que tem que existir entre todos serviços de transporte da cidade (...) Nesse momento, a regulamentação do Uber não está em pauta".

REVEJA A SABATINA

VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS DA SABATINA

EQUILÍBRIO NO ORÇAMENTO
"A maior conquista de Salvador, maior legado que a gente deixa, é o equilíbrio das contas públicas. Quando cheguei, a prefeitura estava quebrada (...) Salvador não podia receber financiamentos. Tínhamos dívidas consolidada de quase R$ 3 bilhões. Enfrentei o problema, diminuímos essa dívida. Hoje não devemos nada ao governo federal. Ajustei nossa despesa ao que a prefeitura tem capacidade de receita. É igual à casa, não adianta contrair despesa que seu salário não é suficiente para pagar. Precisamos ajustar o tamanho da máquina, serviços e obras à arrecadação da prefeitura. E isso conseguimos fazer. (...) Conseguimos volume de obras com recurso da prefeitura que a idade nunca viu. 97% das obras foram com recursos próprios". 

"Sempre é possível melhorar arrecadação, sobretudo com trabalho de informatização do fisco, dotando a Sec da Fazenda de meios para buscar arrecadação. É difícil imaginar que caminho seja aumentar impostos, pelo contrário, a gente quer reduzir, para estimular a economia e gerar empregos (...) Para manter contas equilibradas, eu acompanho de perto cada coisa. E quando tem que apertar o cinto, a gente aperta o cinto. Outra coisa que vamos perseguir: produtividade. Fazer mais, gastando menos".

HABITAÇÃO
"Dois temas importantes na área de habitação. Um é o projeto 'Morar Melhor', da prefeitura. Estamos reformando 20 mil casas nesse primeiro ano. casas de pessoas muito pobres, necessitadas. por outro lado, quer continuar o programa, vai reformar 80 mil casas. Há um outro programa importante, o "casa legal" que dá titulo de propriedade à família que construiu em terreno que era da prefeitura antigamente. Agora pode dizer que a casa é sua. Fizemos pela habitação com recursos próprios o que nunca ninguém tinha feito em Salvador.

"Conhecendo Salvador como conheço, diria que o único caminho é o 'Morar melhor', que é a reforma da própria casa da pessoa. Salvador já está muito adensada, não tem grandes terrenos para construir. Programas como o 'Minha Casa, Minha Vida" leva pessoas para áreas distantes de onde ela mora. O nosso foi concebido para intervir na casa do mais pobre, de quem mais precisa".

(Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

TURISMO
"O turismo tinha e tem desafios. Salvador tinha há 4 anos uma das orlas menos conservadas do Brasil. A prefeitura foi lá e recuperou 13 trechos de orla. Recuperamos praças, espaços públicos. Desenvolvemos calendário de eventos que a cidade nunca viu. Agora estamos com Festival da Primavera, tivemos o Réveillon, o maior Carnaval. Temos a Casa de Jorge Amado, museu de Verger, espaço cultural da Barroquinha e tantos outros importantíssimos para reforçar o turismo".

"Outro aspecto é o aeroporto. O PT passou dez anos governando e não foi capaz de resolver o problema do aeroporto. O terceiro problema e grande desafio é exatamente o Centro de Convenções. Nos dois últimos anos, Salvador bateu recordes de visitação. Voltou a ser destino badalado no Brasil, tivemos quase 100% de ocupação hoteleira. O grande pulo é como permitir que Salvador tenha turismo o ano inteiro. E aí entra o turismo de evento. A falta do Centro de Convenções. É inaceitável, absurdo. Enterraram lá milhões e milhões de reais e há dez anos o que o governo produziu foi o desabamento do Centro de Convenções e essa vergonha para Salvador".

"O turismo de negócios esbarra no problema do Centro de Convenções. Volto a protestar, como cidadão. Não é aceitável que dez anos do PT na Bahia, eles sabiam a situação do Centro, a prefeitura teve que interditar o local. Para chegar agora e dizer que a solução é colocar no chão e construir outro (...) Espero que não tenha que chegar ao ponto que a prefeitura tenha que chamar para si essa responsabilidade, por enquanto estou aguardando".

SANEAMENTO BÁSICO
"O saneamento em Salvador, princialmente no que se refere à ligação de água e esgoto, é feito pela Embasa, empresa do governo. Temos 470 mil pessoas em nossa cidade ainda sem ligação com rede de água e esgoto. E a Embasa simplesmente cruzou os braços, ela não investe, não amplia as ligações. São pessoas muito pobres, vivem em áreas precárias (...) A dona Embasa ainda chega na cidade, esburaca Salvador. Ruas que recapeamos, recuperamos, a Embasa chega, cria um buraco e deixa lá. Estive no Lobato, população revoltada, há dias sem água. Tive que dizer, vamos travar os alvarás da Embasa até resolver. Vamos procurar que governo cumpra seu papel, assine contrato, respeite a autonomia do município e possa voltar a investir". 

"O serviço é municipal. Ocorre que houve ação de inconstitucionalidade, junto ao STF, supremo tomou decisão que em parte esse serviço tem espectro maior que envolve outras cidades de Região Metropolitana e o fato que o governo criou ao arrepio da lei uma Entidade Metropolitana não avançou em nada (...) Embasa é uma das empresas com saneamento do Brasil com os piores resultados (..) Cabe ao prefeito ir à Justiça, que nós fomos, e cobrar do governo e da Embasa, na hora certa, segurando os alvarás, como nós temos feitos". 

USO DE CARROS
"Esse é assunto que merece reflexão. Nós temos priorizado o trabalho coletivo. A concessão dos serviços de ônibus há 40 anos era guardada, conseguimos tirar do papel. Renovamos 75% da frota de ônibus da nossa cidade, hoje todos são controlados por GPS. Desenvolvemos o aplicativo Cittamobi, que hoje utilizado por cerca de 800 mil pessoas de Salvador, que permitiu que o usuário se organizasse para saber que horas o ônibus vai chegar no ponto. Colocamos ônibus 24h, bilhete único, Domingo é meia, construímos quase 500 abrigos de ônibus, recuperamos Estação da Lapa (...) Investir no transporte coletivo é o caminho. O investimento não pode parar. Agora, estamos com contrato de financiamento assinado com a Caixa e vamos começar construção da pequena etapa do BRT, que vai ligar Lapa ao Iguatemi, com braço passando na Avenida ACM, chegando até a Orla (...) O BRT vai se integrar aos 42 km do metrô, que se hoje está nos trilhos é graças a ação nossa da prefeitura. Há quatro anos o debate era se teria metrô. Eu cheguei em 4 meses e resolvei uma novela que se alongava".

"Também uma mudança cultural em Salvador. A prefeitura implementou mais de 120 km de ciclovias e ciclofaixas em Salvador. Hoje temos na Suburbana a maior ciclovia linear contínua de Salvador. A cultura das bikes passou a ser uma realidade com o programa Salvador vai de bike, que não existia. Fizemos muito pelo transporte público, mas ainda há muito que fazer. O horizonte principal é continuar priorizando o transporte coletivo, ter BRT, metrô e ter todo esse sistema integrado, harmonizado, trabalhando em benefício ao cidadão".

TERCEIRIZAÇÃO DA SAÚDE
"De um lado, está a gestão profissional da saúde. O prefeito que me antecedeu teve 10 secretários de saúde. O meu é o primeiro desde meu primeiro dia e o único da minha gestão, nada a ver com partido, com política, é um técnico reconhecido e aplaudido em todo Brasil. A gestão da Saúde é toda profissional, não existe politização. A atenção básica, quando eu assumi, Salvador tinha a pior cobertura de atenção básica de todas capitais, apenas 18% da população assistida. Hoje, temos mais de 46%. Fomos a capital que mais cresceu em atenção básica do Brasil. Recuperamos mais de 132 unidades de saúde. Mais que dobrei equipes da Saúde da Família. Contratando, para o serviço público, não terceirização, para o serviço público, 3.700 profissionais. Nunca houve na história de Salvador, de uma só vez, uma contratação tão massiva na área de saúde para o serviço público. Existem unidades que são geridas por organizações sociais e entidades que não são públicas. E muito bem geridas. Para o doente que tá na ponta não interessa quem está prestando o serviço, interessa que seja prestado e com qualidade. Nossa premissa é sempre fortalecer o serviço público no que é sua tarefa. Toda atenção básica nossa é feita diretamente pelo serviço público, não é terceirizada. O que terceirizamos são as UPAs e alguns multicentros de saúde. Para ganhar eficiência e para economizar dinheiro público, fazer com que recurso se multiplique. Quando chegamos à prefeitura, a administração aplicava pouco mais de 15% do orçamento na saúde. Hoje, aplicamos quase 20%".

EDUCAÇÃO
"De um lado, temos educação infantil. Quando cheguei, Salvador só oferecia 20 mil vagas em creches e pré-escolas. A mais antiga creche de Salvador tem 80 anos. Em 80 anos, nossa capital propiciou 20 mil vagas (...) Eu chamei responsabilidade e estamos nesse período de governo dobrando número de vagas, tirando de 20 para 40 mil, com recursos da prefeitura. Sendo que crianças de 2 a 4 anos já estudam em tempo integral, é compromisso que a de 4 a 5 anos também estude em tempo integral. A criança tem cinco refeições na escola. É forma de liberar a família para trabalhar. Queremos continuar ampliando as vagas da educação infantil. Avançamos  muito, mas Salvador ainda tem déficit sério. Em vários bairros ainda não tem creche e pré-escola. Criamos o Primeiro Passo, que ajuda a completar a renda dessa família que tem uma criança de 0 a 5 anos ainda sem estar matriculada. Na educação fundamental, avançamos muito. Salvador tinha nota 4 no Irdeb, a pior capital do Brasil. Hoje avançamos de uma só vez nove posições. Foi a capital que mais cresceu em qualidade da educação nos últimos quatro anos". 

"Trouxemos o Agentes da Educação, que acompanha o dia a dia da família e combate evasão escolar. Nos unimos com Instituto Aytorn Senna para diminuir distorção idade/serie. (...) Quando assumi, a prefeitura investia pouco mais de 22% em educação. Vamos colocar quase 28% do orçamento na educação, porque é prioridade". 

SEGURANÇA
"Não acho que seja equívoco armar a Guarda. É claro que às vezes existem excessos, que são pontuais e devidamente punidos. Não tem como sair do trivial, temos que tratar do trivial. A tarefa principal da segurança é do governo do estado, que está perdendo a guerra para a violência (...) Hoje a Bahia é campeã nacional do número de homicídio de negros. Segundo colocado no número de assassinatos de jovens e adolescentes. Salvador não fica de fora disso. Houve crescimento de 154% no número de homicídios na Bahia. Esse é o dado concreto. Cabe ao governo a tarefa principal da segurança e não tem como transferir. A prefeitura pode fazer sim, iluminação é importante, limpeza pública, recuperação de praças e espaços públicos (...) Para além disso, nós nesse período recuperamos e requalificamos quase 200 quadras e campos. Por que o esporte? É a forma de tirar o jovem da rua e dar um caminho. O problema principal é o jovem, que está na rua e vira vítima e muitas vezes agente do crime organizado. Temos que ocupar a vida do jovem. com esporte e com educação". 

"Nós triplicamos o número de vagas de educação em tempo integral. Recebi com 6 mil temos agora quase 18 mil. Temos o Escolab, primeiro centro de integração integral de alta tecnologia do Brasil. Em parceria com o Google e outras ferramentas, para ocupar a vida do jovem e da criança em dois turnos. Esse caminho é importante, mas ninguém substitui a tarefa das polícias, que é do governo".

GERAÇÃO DE EMPREGO
"A gente tem dois caminhos para identificar a solução para desemprego, principal problema social de Salvador e do Brasil, agravado com a crise econômica que vivemos (...) Temos projeto chamado Salvador Emprego. Nós queremos levar o emprego para próximo da moradia. Salvador tem dois grandes centros de empregabilidade. O centro antigo e o moderno, na região do Iguatemi. A pessoa tem que sair de onde mora para encontrar esse emprego. A gente quer fomentar esse emprego nas áreas mais periféricas (..) Aí surge a questão da qualificação da mão de obra. Estamos vendo que infelizmente o Pronatec, aposta do governo federal, o PT acabou travando. A prefeitura pensa em desenvolver cursos profissionalizantes, olhando as vocações dos bairros, como a gente pode preparar a mão de obra para ela estar adaptada exatamente àquela oportunidade que vai surgir próximo a onde a pessoa mora? Pacotes de incentivos fiscais para que as empresas olhem para Salvador e fazer nossa cidade mais competitiva".

CONCURSOS
"Nós fizemos alguns concursos na minha gestão, para procurador, área fazendária, auditor fiscal. Temos desejos de fazer novos. Mas não prometo o que não posso cumprir (...) Para fazer concurso novo, é preciso que a arrecadação do município volte a melhorar. Para isso, a economia brasileira tem que ser retomada. Estamos em momento de contenção de despesas, oq eu limita a possibilidade de novas carreiras. mas quero dizer que isso é uma prioridade. Na Educação, fizemos série de convocações pelo Reda, que é contrário temporário, para resolver demandas urgentes. Só que o Reda ele tem vocação provisória, o que vai resolver, e a prefeitura pretende, é o concurso definitivo. No caso de professores, vai ser necessário. Se a gente conseguir fazer concurso para O GM, também é importante. A Defesa Civil, também queremos fazer. Tudo isso, claro, vai depender da arrecadação".

UBER
"Eu sei que esse é um tema muito polêmico. A maioria dos internautas vai discordar. Como prefeito, tenho que tratar o assunto de maneira objetiva. O Uber chegou em Salvador ao arrepio de qualquer diálogo. Não procuraram a prefeitura, não quiseram discutir qualquer regulamentação. Fomos informados pela imprensa. Esse foi o caminho. Fizemos esforço para melhorar transporte público dos ônibus, modernizamos regulamento do táxi, legalizamos a profissão do mototaxista, muito importante para pais e mãe de família, regulamentamos serviço de transporte complementar, turístico, escolar. O que não dá é para querer fugir de convivência que tem que existir entre todos serviços de transporte da cidade (...) Nesse momento, a regulamentação do Uber não está em pauta. Nesse momento, não há iniciativa ou decisão da prefeitura de discutir essa regulamentação".

ÔNIBUS NA AV. 2 DE JULHO
"Estamos fazendo redesenho das linhas. A nova avenida 2 de Julho é ligação Cajazeiras XI-Valéria-Águas Claras-BR. Foi uma das maiores obras viárias da história de Salvador. Uma obra de mais de R$ 60 milhões, toda com recursos próprios da prefeitura (...) Ela foi feita para melhorar a qualidade de vida das pessoas, melhorar mobilidade. As linhas de ônibus vão passar na nova via. A Secretaria de Mobilidade está fazendo todo redesenho da área, para que você que anda de ônibus ganhe tempo. (...) Você sabe a dificuldade que é sair de casa, andar até o ponto, esperar o ônibus e depois passar 1h, 1h30 no ônibus".

AEROCLUBE
"Quando cheguei à prefeitura, havia imbróglio terrível naquela área. Dediquei um ano de trabalho dialogando com MP, com o concessionário do Aeroclube, para identificar uma solução que resolvesse aquele problema. Chegou para essa concessão um investidor nacional de peso da área de shopping center, que veio a Salvador, apresentou projeto, projeto foi validado, teve concordância do MP. Esse concessionário demoliu a estrutura antiga, aquele elefante branco terrível. A área hoje está completamente limpa. Ao lado, começou a construir um parque, que é contrapartida para a cidade. Nossa expectativa é que até dezembro o parque esteja concluído e possa ser entregue à cidade. Aí veio a crise econômica, crise seríssima, que afetou todos investimentos na área de shopping center. O concessionário me procurou e disse que não tinha condições de construir (...) Demos prazo para esse grupo identificar qual é o empreendimento que vai existir ali. O prazo está esgotado. Na próxima semana, vamos procurar a partir da procuradoria os entendimentos. Se esse grupo não assegurar sua obrigação de implantar o empreendimento, vamos desfazer o contrato e abrir novo processo de concessão. Mas tenho expectativa que essa área possa ter destinação o mais breve possível. Um novo empreendimento significa mais empregos". 

PELOURINHO
"Ali tem participação das 3 esferas do poder, da União, através principalmente do Iphan, do governo estadual, através do Ipac, e da prefeitura. No ano passado, elaboramos um projeto chamado Pelourinho Dia e Noite, com várias ações transversais, elencamos uma lista de atividades diretamente sob a responsabilidade do município (...) Melhorar iluminação pública, fizemos. Recuperar ascensores, o Plano Pilar e  Plano Gonçalves, fizemos. calendários de eventos, fizemos. Atendimento social, uma coisa importantíssima, para os moradores de rua. Infelizmente, esforço não foi acompanhado por governos do estado e federal. Não sei o que PT tem contra o Pelourinho, o Centro Histórico. A prefeitura tem ido ao seu limite. Eu pretendo propor que organismos externos, como a própria Unesco e outros órgãos ajudem a costurar esse diálogo interinstitucional, para que existam ações. A prefeitura está aqui para assumir sua responsabilidade e continuar cumprindo seu papel nessa área tão importante".

TURISMO DE NEGÓCIOS E CENTRO INDUSTRIAL
"O turismo de negócios pode acontecer por exemplo com congressos, que acontecem em todo Brasil, turismo de negócios pode acontecer com simpósios, com feiras. O mais importante é ter uma base hoteleira forte, termos um centro de convenções e um aeroporto funcional (...) Com relação às industrias, Salvador não é cidade com grandes terrenos. Temos que focar o tipo de indústria que pode ser atraída para Salvador. De tecnologia, do setor criativo, não poluentes, polos de logísticas. Tudo isso está no projeto Salvador Emprego. Ele olha essas regiões, mapeia os terrenos e aí a prefeitura vai chamar o empresário disposto a investir, no setor industrial de comércio ou de serviços, e vai dar estímulo através do desconto de imposto. Se o empresário vai comprar um terreno, vai ter isenção do ITV. Vai garantir isenção do ISS na obra e depois desconto progressivo de ISS, IPTU para aquela atividade".

ACESSIBILIDADE
"Toda nova obra tem essa preocupação. Dou exemplo das orlas, do Parque da Cidade (...) Por outro lado, nossos pisos hoje todos com a faixa tátil para o deficiente visual. O novo PDDU e a nova Lous preveem calçadas bem mais largas e essa vai ser lei. Quem quiser construir vai ter que garantir calçadas mais largas. Esse é um dos pontos mais importantes para quem tem deficiência. Quem não tem deficiência já sua camisa para dividir espaço na calçada com comerciante, grande fluxo, às vezes apsseios destruídos. As calçadas mais largas, pisos táteis e sobretudo as obras todas elas com requisitos de acessibilidade vão fazer de Salvador uma cidade muito mais inclusiva. Isso é um compromisso que tenho de vida. Como deputado federal, trabalhei muito pela inclusão". 

POLUIÇÃO SONORA
"Nós temos um órgão de fiscalização e controle, que é a Sucom. A Sucom não consegue estar na cidade toda ao mesmo tempo. Fizemos operação chamada 'PAi', com apoio da Polícia Militar. Envolve Secretaria de Ordem Pública, GM, Sucom, PM e Transalvador. Eu dou exemplo concreto de uma área da cidade que avançou muito. Estive na Ribeira e parei em restaurante, o dono se levantou e me agradeceu porque a operação Pai ajudou a disciplinar muito a questão sonora na Ribeira. Esse problema está resolvido na cidade? Não está. Nossa meta é aumentar número de equipes de fiscalização e controle. Reforçar trabalho integrado com outros órgãos (..) A gente tem que trabalhar com a educação das pessoas. A fiscalização é fundamental. Tenho sido rigoroso. A gente apreende um equipamento é uma multa pesada".

INTEGRAÇÃO COM TRANSPORTE COMPLEMENTAR
"Nós estamos estudando, pretendemos avançar para concessão do transporte complementar. Eu acho inevitável, necessário e vai acontecer integração com mesmo bilhete do serviço de transporte complementar com o Ônibus. Fizemos o Bilhete Único, e isso sem onerar as pessoas. Garantimos a integração com o metrô, que era um grande desafio. E a ideia para o próximo ano é garantir integração com serviço de transporte complementar, que precisa ser reforçado em nossa cidade (...) É inevitável e vai acontecer essa integração do bilhete".


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