Em um mês, startups baianas receberam investimentos de pelo menos R$ 79,1 milhões

bahia
28.09.2021, 06:13:00
Atualizado: 28.09.2021, 06:13:30
Hub Salvador é celeiro de inovação na capital baiana (Arisson Marinho/Arquivo CORREIO)

Em um mês, startups baianas receberam investimentos de pelo menos R$ 79,1 milhões

Prefeitura quer potencializar setor com mapeamento do ecossistema de inovação

O setor de inovação de Salvador não para de crescer e se fortalecer. Só no mês de setembro, seis startups baianas receberam investimentos de, pelo menos, R$ 79,6 milhões. A informação é da Associação Baiana de Startups (Abastartups). Apenas duas fintechs baianas, as empresas que utilizam tecnologia para atuar no mercado financeiro, tiveram um investimento de R$ 70 milhões no total. R$ 40 milhões para a ZigPay e R$ 30 milhões para a BomConsórcio.  

Fundada em 2017, a primeira se denomina como a mais inovadora plataforma de gestão de consumo e pagamento para casas noturnas, bares, restaurantes e eventos. Já a segunda é especializada no mercado de cotas de consórcio.  

Os outros investimentos são de R$ 4,5 milhões na escola de tecnologia baiana Cubos Academy, empresa que oferece educação na área da tecnologia; R$ 1,9 milhões na erural, especializado no comércio eletrônico da área da pecuária; R$ 1,5 milhões na QRPoint, desenvolvedora de soluções para RH; e R$ 1,2 milhões para a Infleet, que criou um hub integrador de gestão de frotas do Brasil.  

Para Donjorge Almeida, diretor de Comunidades da Associação Baiana de Startups (Abastartups), esses números mostram o crescimento do setor. “Ao longo do ano, aconteceram outros investimentos em outras empresas. É fato que as startups baianas estão se consolidando cada vez mais no mercado nacional e até internacional”, diz.  

Leia mais: Conheça a história de 5 startups milionárias de Salvador

Salvador é lider em startups no Norte-Nordeste
Atualmente, Salvador está na oitava colocação na lista das cidades com mais startups, sendo a primeira de todo Norte-Nordeste. “Nós conseguimos ter maturidade nas startups baianas e isso é muito importante. Elas estão faturando, tendo investimento e Salvador continua na frente, como referência”, argumenta Donjorge. 

Esse cenário pode ser mais fortalecido graças a Prefeitura de Salvador, que pretende mapear e desenvolver o ecossistema de inovação e empreendedorismo na cidade. O primeiro passo já foi dado na manhã desta segunda-feira (27), quando o prefeito Bruno Reis (DEM) assinou um convênio de cooperação técnica com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).  

A iniciativa terá investimento de R$ 300 mil, sendo metade da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit) e o resto do Sebrae. Segundo a prefeitura, ambas instituições coordenarão o mapeamento, a ser executado pela Fundação Certi em, aproximadamente, sete meses. “Iremos mapear e apoiar as startups com projeção local e nacional. Nosso desejo é produzir soluções. Queremos uma cidade inteligente e inovadora e não há outro caminho que não seja o investimento nesse setor, que pode gerar milhares de empregos”, diz Bruno Reis. 

Bruno Reis é prefeito de Salvador (Foto: Divulgação)

No levantamento, a prefeitura não vai apenas contar quantas startups têm na cidade, mas criar uma base para tomar medidas mais assertivas para criação de novas políticas públicas e para impulsionar as empresas de tecnologia. A iniciativa também permitirá conhecer quais matrizes econômicas do ecossistema soteropolitano de startups estão mais fortes, assim como aquelas que necessitem de mais apoio para crescimento.  

“Eles vão usar toda uma metodologia para fazer uma radiografia clara do ecossistema de inovação e a gente precisa disso. Hoje, Salvador tem muitas startups de educação, mas será que esse é realmente o nosso forte? Alguns dizem que é a economia criativa, a indústria do entretenimento, mas a gente não sabe. Só com essa metodologia específica que vamos poder responder qual é a nossa força”, explica Donjorge.    

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Ele também apontou como pode ser prejudicial para o setor a ausência dos dados. “No Brasil, em geral, a pandemia favoreceu o surgimento de muitas startups voltadas para saúde, educação e financeiro. A gente não sabe como foi isso em Salvador. Não temos números disso”, reclama.   

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