Encontro Literário Ori discute cultura e religiosidade de matriz africana

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09.02.2021, 00:54:02
Atualizado: 09.02.2021, 00:59:04
(Divulgação)

Encontro Literário Ori discute cultura e religiosidade de matriz africana

Margareth Menezes e a Ialorixá do Terreiro do Cobre, Mãe Val estão na primeira mesa

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A cultura e as religiões de matriz africana são o tema do I Encontro Literário Ori, que acontece nos próximos dias 09, 10 e 11 de fevereiro, a partir das 19h. Na ocasião, lideranças religiosas e artistas que pautam elementos do Candomblé e da Umbanda, conversam sobre essa fusão e suas respectivas vivências com a temática.

O evento será transmitido no youtube @oriliterario e apresenta uma mesa por dia, com nomes representativos da religiosidade e da cultura da Bahia, com as lideranças do candomblé baiano Mãe Vânia, Mãe Val e a Mameto Kamurici. Elas dividirão os debates com personalidades convidadas pela relação histórica de promover e valorizar as religiões de matriz africana. 

Com o tema "A filosofia inspiradora do Candomblé́", a primeira mesa nesta terça (09) apresenta a cantora e compositora, Margareth Menezes e a Ialorixá do Terreiro do Cobre, Mãe Valnizia Bianchi. Mãe Val, como é mais conhecida, é autora de “Resistência e Fé” (2009), sua autobiografia; “Aprendo Ensinando”, que narra suas aprendizagens na relação com sua comunidade religiosa (2011) e “Reflexões” (2019), uma coletânea de artigos do período de um ano e meio em que foi colunista do jornal A Tarde. A mesa será mediada por uma das curadoras do evento, Cleidiana Ramos.  

Maria Lúcia Neves, Mameto Kamurici, é a liderança do Terreiro São Jorge Filho da Gomeia (Lauro de Freitas) e também é presidente do bloco afro Bankoma. Juntamente com o presidente do bloco Cortejo Afro, Alberto Pitta e com o cantor Gerônimo conversarão sobre a “Fé no Carnaval – O terreiro no meio da avenida”, na segunda noite da programação, na quarta-feira (10) e mediados pela jornalista, Meire Oliveira. 

No último dia do Ori, na quinta (11), o debate será conduzido pelo jornalista André Santana e aborda "Dança e canto sagrados: a arte de encantar o corpo”. A mesa reúne duas potências da dança baiana: José Carlos Arandiba, o Zebrinha, e a sacerdotisa do Ilê Axé Kale Bokun, Mãe Vânia Amaral. Vânia Amaral, como é conhecida no mundo da dança, é uma autoridade nos ensinamentos, danças, cantigas, ritmos e mitologia do Candomblé afro-brasileiro.
 

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