Estudantes fantasiados de goleiro Bruno e Macarrão causam revolta

brasil
04.09.2018, 10:20:00
Atualizado: 04.09.2018, 10:26:31

Estudantes fantasiados de goleiro Bruno e Macarrão causam revolta

Eles carregavam saco de lixo com nome de Eliza Samúdio

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Dois universitários de Minas Gerais causaram polêmica na última quinta-feira (30) ao usar fantasias do goleiro Bruno Fernandes e do seu amigo Macarrão, condenados pela morte de Eliza Samúdio, mãe de um filho do ex-atleta do Flamengo. O fato aconteceu durante uma festa universitária em Inconfidentes. Uma foto dos dois circulou nas redes sociais e ainda mostra a dupla segurando um saco preto com o nome da vítima. 

(Foto: Reprodução)

Os dois aparecem na foto sorrindo, com cartazes de identificação colados nas blusas. Um deles usa uma luva de goleiro e segura o saco de lixo com o nome de Eliza. O outro aluno, que compartilhou a foto, usou como legenda a expressão "fantasia raiz". 

A foto gerou muitas críticas nas redes sociais. “Dez anos depois do assassinato, alguns homens acharam legítimo se fantasiar do caso e retratar Eliza como lixo. Feminicídio não é piada, não é fantasia”, diz uma das críticas.

Com a repercussão do caso, um dos estudantes comentou o caso nas redes sociais. “A infeliz tentativa de propor uma fantasia ontem não teve como intuito fazer apologia ao feminicídio ou qualquer tipo de agressão à mulher”, garante.

O Instituto Federal do Sul de Minas em Inconfidentes, onde a dupla estuda, divulgou a nota de repúdio nas redes sociais. “O IF SulDeMinas - Campus Inconfidentes repudia, veementemente, qualquer ato que incite a violência de gênero, feminicídio ou qualquer outro tipo de crime. Consideramos a apologia aos atos citados absolutamente inadmissível e isso não deve ser tratado, em hipótese alguma, como um tipo de brincadeira”, diz o texto.

Apesar disso, não deve haver punições maiores aos dois, já que a festa aconteceu fora do contexto acadêmico, segundo o diretor Luiz Flávio Fernandes informou ao G1. "São alunos, têm esse vínculo, mas a instituição não tem nada mais com isso", diz.

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