Família e colegas de aluno da Ufba morto em assalto pedem respostas sobre crime

salvador
25.04.2018, 04:00:00

Família e colegas de aluno da Ufba morto em assalto pedem respostas sobre crime

Felipe Doss, 26 anos, levou tiro na cabeça em novembro; ninguém foi preso

Felipe Doss, 26, foi morto com um tiro na cabeça durante um assalto na Federação (Foto: Reprodução)

Passados cinco meses do assassinato do universitário Felipe dos Santos Silva, mais conhecido como Felipe Doss, 26 anos, parentes, amigos, colegas de curso e militantes convocaram um ato para cobrar justiça, celeridade e comprometimento nas investigações.

Marcado para o próximo dia 9, quando completam seis meses de sua morte, o ato ocorrera às 9h, com concentração em frente ao prédio da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Assassinado em 9 de novembro de 2017 na região do Parque São Brás, na Federação, em pleno mês de campanha e ativismo sobre a valorização das vidas negras, Doss, que era concluinte do curso de Geografia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), teve uma trajetória de luta e militância dedicada aos negros e negras, LGBTs e estudantes cotistas, atuando em diversas entidades.

As únicas informações relativas ao caso, segundo a Polícia Civil, foram a identificação de um suspeito, que não teve a identidade divulgada, além da localização de um carro abandonado, que teria sido usado no crime.

O Fiat Siena prata (foto abaixo) foi achado por volta das 13h do dia seguinte ao crime, por policiais da 1ª Delegacia (Barris). Na ocasião, o carro foi rebocado para a 7ª Delegacia (Rio Vermelho), que investiga o caso. 

Foto: Gil Santos/Arquivo CORREIO

De acordo com a polícia, o Siena foi levado em um assalto no dia 1º de novembro, na Avenida Jorge Amado, no Imbuí. Há suspeita de que o carro estava sendo usado em vários assaltos - teria sido usado, inclusive, em assaltos no bairro de Brotas horas antes da morte de Felipe.

Para o delegado Antonio Fernando do Carmo, titular da 7ª Delegacia, isso pode explicar por que algumas testemunhas contaram terem visto um carro similar circulando pelo bairro. 

Segundo os organizadores do ato, a polícia sempre informa que está próximo de concluir as investigações, mas não oferece respostas aos familiares, o que motivou a organização do protesto.

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