Fórum Agenda Bahia 2018 discutiu uso de dados e robôs; relembre

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08.08.2018, 09:53:00
Atualizado: 08.08.2018, 23:45:59
Evento acontece nesta quarta-feira sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) (Wladmir Pinheiro/CORREIO)

Fórum Agenda Bahia 2018 discutiu uso de dados e robôs; relembre

Evento foi realizado nesta quarta, dia 8, na sede da Fieb, no Stiep

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O seminário Sustentabilidade do Agora, que integra a programação do Fórum Agenda Bahia 2018, aconteceu na manhã desta quarta-feira (8), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no Stiep. O evento reuniu especialistas locais, nacionais e internacionais para discutir os temas: resiliência urbana, negócios sociais, o ecossistema de inovação representado pelas startups, a nova lei de privacidade de dados, economia circular, inteligência artificial e dados abertos. Trezentas pessoas compareceram ao evento durante a manhã e 242 foram à tarde.

Veja o que rolou:

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Todas as oito startups do Desafio de Inovação Acelere[se] apresentaram seus conceitos e ideias.

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Agora é apresentada o QRPoint, aplicativo para registro de ponto. Rodolfo Kobus explica que o app permite fazer o gerenciamento do ponto.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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Antônio Carlos Salles apresenta o Onde Toca, aplicativo que busca "levar pessoas às músicas que elas gostam". O aplicativo ajuda a encontrar o som que você curte e os estabelecimentos divulgarem o seu "cardápio musical" para públicos específicos.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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Agora é apresentada a startup N2 Soluções. O CEO Eduardo Peixoto Nunes fala sobre dificuldades do cidadão em registrar um acidente de trânsito. Atualmente, nove municípios baianos são atendidos, inclusive Feira de Santana. O app permite registro do Boletim de Ocorrência pela internet nos casos de acidentes sem vítima, e gera estatísticas para a imprensa e o governo.  Eduardo presta consultoria para municípios.

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Alex Correia, CEO da Mosquito Zero, apresenta agora a sua startup. O app oferece vários serviços, ajudando a identificar e monitorar locais com focos de dengue, condições de saneamento, emitindo alertas epidemiológicos e mobilizando a população, entre outros.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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André Brandão, CEO da Me Ajuda Limpeza, agora está no palco para apresentar o seu negócio. O aplicativo ajuda na procura por diaristas, permitindo pagamento no cartão de crédito. O cliente pode consultar avaliações anteriores antes de contratar e favoritar profissionais.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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Silvio Regis, CEO do EVEX Eventos Experience, fala agora. A empresa oferecer a organização de eventos. É uma plataforma digital e aplicativo para reservar e encontrar espaços para eventos, servindo também para produção e contratação dos serviços necessários para cerimônias de diversos tipos.

(Foto; Gabriela Cruz/CORREIO)

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Camilla Raupp, da Closet, aplicativo de aluguel de roupas de festas falou sobre sua startup, que oferecer consumo consciente ligado à moda.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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Diego Mendes é engenheiro civil e tem a startup ConstruCODE, que foi a primeira a se apresentar no Acelere[se]. A empresa busca trazer produtividade para canteiros de obras a partir de um aplicativo para celular que gera etiquetas escaneáveis.

CONHEÇA OS PERFIS DAS 8 STARTUPS

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)



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No Workshop de Economia Circular, os participantes seguem organizados em grupos. São dez grupos de sete pessoas para elaborar propostas. Cada grupo recebeu uma questão para nortear suas ideias:

1) Quais são os ativos da economia de Salvador mais propensos a criarem cadeias produtivas de economia circular?

2) Como articular uma gestão de resíduos recicláveis para o desenvolvimento de uma economia circular?

3) Quais os setores econômicos de Salvador que podem criar programas pilotos? Quais seriam as estratégias para que programas pilotos ganhem escala?

4) Como cidades podem influenciar e melhorar as cadeias de produção e consumo para que o modelo circular seja adotado?

5) Se o design desde a produção até o consumo final é importante para a economia circular, que estratégias podem fazer com que as empresas façam uma transição de economia linear para a circular?

(Foto: Perla Ribeiro/CORREIO)

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Na atividade do Desafio Acelere[se], oito startups vão se apresentar durante cinco minutos. Ao final, feedbacks serão passados pelos mentores, que acompanharão as startups durante 12 semanas, capacitando e auxiliando as empresas em seu crescimento.

(Foto: Julia Vigné/CORREIO)

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Rodrigo Paolilo, CEO da Rede+, e Roberto Gazzi, diretor-executivo do CORREIO, falam sobre o desafio de inovação. "A cada ano, o Agenda Bahia sempre traz inovações. No ano passado, fizemos um hackathon que movimentou o Centro Histórico da cidade de Salvador em uma maratona de soluções criativas para beneficiar a região do Pelourinho", lembrou Gazzi.

Para este ano, o desafio de inovação chama-se Acelere-se e tem o objetivo de movimentar o ecossistema de inovação da Bahia. "Durante 12 semanas, vamos fortalecer as oito startups que foram selecionadas na primeira etapa do projeto, através de capacitações e mentorias especializadas", explicou Paolilo.

A primeira mentoria ocorrerá na tarde desta quarta, dia 8, no seminário Sustentabilidade do Agora, conduzida pelo CEO da Rede+.

"Todos aqui presentes poderão acompanhar o dia a dia do Acelere-se através de uma websérie que vai ao ar no site: www.correio24horas.com.br/agendabahia  e em nossas redes sociais. Não deixem de conferir", convidou Roberto Gazzi.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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O jornalista e editor do CORREIO, Juan Torres, fala agora na oficina Dados Abertos: A Revolução nas Cidades pelo Cidadão.

"A gente ensina pessoas a investigarem os dados abertos e saberem se são realmente culpadas de terem tomado uma multa, por exemplo", explica. "O melhor dos dados abertos pode não estar nos extremos, mas na tendência que eles apontam".

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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No workshop de Negócio Social, Túlio Notini orientou os participantes em uma oficina sobre como criar esses empreendimentos.

(Foto: Wladmir Pinheiro/CORREIO)

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O painel sobre privacidade de dados trouxe detalhes sobre a lei de proteção aprovada no senado, no dia 10 de julho, e que aguarda sansão do presidente Michel Temer. "Não ter essa lei coloca o país em desacordo com o que ocorre no mundo. Usuários e consumidores, de qualquer forma, têm que ter a consciência de sua responsabilidade ao conceder seus dados", diz Ana Paula de Moraes, advogada especialista em direito digital, que complementa: "Temos vários Snowden (em referência a Edward Snowden, ex-agente da NSA que denunciou a CIA por vigiar cidadãos nos EUA) no Brasil, só que eles estão escondidos". Depois, a plateia fez perguntas. O painel se encerrou pouco depois das 16h.

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A advogada Ana Paula de Moraes fala agora sobre a lei de proteção de dados e o impacto que ela tem na vida das pessoas - tanto empresários quanto consumidores. "A lei dá empoderamento ao usuário. As empresas, a partir do momento que entrar em vigor, e as ONGs públicas, terão que se adequar ao regramento para salvaguardar o máximo possível os dados sensíveis dos usuários. Vai atingir dados online e offline". 

Ana Paula fala do impacto de nova lei (Foto: Julia Vigné/CORREIO)

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De volta ao painel Privacidade e segurança em tempos de conectividade, Fernanda Vaqueiro diz que os usuários devem utilizar as soluções que têm disponíveis. "Precisamos utilizar as soluções. Não adianta ter diversos programas, se você não usa. Tem que se vacinar, tem que atualizar computador e antivírus". Cerca de 60 pessoas acompanharam o painel.

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Paulo Gomes, professor da Ufba e professor associado da cátedra da Unesco de Sociabilidade,  participa do workshop de Economia Circular. A cátedra da Unesco é formada por uma equipe multidisciplinar e trabalha na base de uma rede internacional. Ela promove soluções para problemas socioambientais. O grupo resolve problemas em campo, não trabalha dentro de um escritório. Eles pensam patrimônio cultural, economia circular, desenvolvimento comunitário e participativo, por exemplo, explica o professor.

"As vinícolas na Espanha, por exemplo, na produção de rolha, mais de 60% do material vira resíduo. A cátedra começou um projeto para transformar a cortiça num material que participa do processo de filtragem do processo de produção", explica.

Paulo Gomes fala no workshop (Foto: Wladmir Pinheiro/CORREIO)

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Mesa sobre privacidade fala sobre segurança online (Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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No workshop de Negócio Social, Túlio Notini propôs como exercício que cada participante relacione a missão de sua empresa com as missões da ONU, como combater a pobreza e reduzir a mortalidade infantil.

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Também acontece agora à tarde o painel "Privacidade e Segurança em tempos de conectividade". Fernanda Vaqueiro, gerente de Segurança de Inteligência de Rede e MSS da Oi, fala á plateia. "Precisamos pensar como a segurança é importante, o que traz de impacto e o que traz de bom".

Também está no painel o consultor Rafael Caubit. "A gente vivia em um mundo muito pequeninho.A preocupação estava ligada ao nosso perímetro, mas o mundo se tornou maior. Recursos tecnológicos foram criados para nós proteger e proteger nossa vida, é sobrevivência". 

Discussão sobre segurança na era da conectividade (Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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“Toda empresa tem uma missão. Geralmente ela é algo amplo e ela fala diretamente da estratégia e está ancorada em uma discussão de negócios daquela empresa. A Apple, por exemplo, a missão é pensar diferente. Isso dá uma pista de por que essa empresa está no mundo”, diz Túlio Notini, na oficina de Negócio Social.

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Na oficina de Negócio Social, os participantes vão se reunir em grupos para discutir soluções para questões reais ligadas ao tema.

Desafios paraos participantes (Foto: Wladmir Pinheiro/CORREIO)

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No mesmo workshop sobre Economia Circular fala Nilson Sarti, presidente da comissão de meio ambiente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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Ana Mascarenhas, gerente de eficiência energética do grupo Neonergia, fala no workshop da Economia Circular. Ela apresenta a campanha da empresa com Carlinhos Brown.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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Enquanto isso, na Oficina B, "Yunus: Como Criar Negócio Social através da sua Empresa", Túlio Notini aponta o desafio de se criar um negócio social dentro de uma empresa: "É importante olhar para dentro, para a história da empresa, e para fora, para além dos muros, para o problema social", diz. Cerca de 100 pessoas participam da oficina.

(Foto: Gabriela Cruz/CORREIO)

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"Como podemos ser disruptivos,  mudar de uma cadeia linear para ser circular. Precisamos pensar com o passado, o que fizemos de errado e certo para avaliar nossas decisões" (Adriana Campelo)

(Foto: Wladmir Pinheiro/CORREIO)

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No workshop Economia Circular, Adriana Campelo, da iniciativa 100 Resilient Cities, da Fundação Rockefeller e diretora de Resiliência de Salvador, explica que a "Economia circular é um modelo pautado na sustentabilidade, em que o design  é importante. Somos nós humanos que somos a força do planeta, que usamos no nível local e global. O pensamento resiliente parte de pensar como pode ser o desenvolvimento sustentável: pensar o social, o econômico e o sustentável", afirma. "São nessas relações de consumo e produção que temos de repensar o que estamos fazendo, o que estamos comprando". Cerca de 70 pessoas participam.

(Foto: Wladmir Pinheiro/CORREIO)

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Agora à tarde é a vez das oficinas. Os participantes estão recebendo um formulário para compartilhar as ideias

(Foto: Wladmir Pinheiro/CORREIO)

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Acontece agora um intervalo na programação do Fórum Agenda Bahia 2018. A programação será retomada às 14h. Confira:

14h30 às 15h30 - Painel Privacidade e Segurança em Tempos de Conectividade

14h30 às 17h30  - Workshop Economia Circular

14h30 às 16h - Oficina Yunus: Como Criar Negócio Social através da sua Empresa

16h30 às 17h30  - Oficina Dados Abertos: A Revolução nas Cidades pelo Cidadão

16h30 às 17h30 -  Desafio de Inovação Acelere[se]

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Negócios sociais

Rogério Oliveira, diretor da Yunus Brasil e mentor em programas globais de empreendedorismo, inicia sua palestra com o tema Yunus: A Transformação das Cidades pelos Negócios.

"O problema da desigualdade não é um problema em si. Nós somos desiguais entre si. Ela é um problema quando ela é imposta, quando você não tem escolha, quando ela é uma injustiça. Isso é o que está por trás de tudo o que tentamos fazer na Yunus".

(Foto: Gabriela Cruz)

Oliveira explica, em sua palestra, o que são os negócios sociais e como funcionam. "Negócios sociais ficam entre a missão de uma ONG e o funcionamento de um negócio tradicional. Você tem de ter um produto ou serviço, que é como você erradica um problema. O dinheiro é meio, ele não é um fim. O negócio social é uma empresa criada para solucionar um problema e manter a circulação de recursos", detalha.

Como exemplo, ele cita uma instalação em Bangladesh da Grameen-Danone, que ajudou a combater a desnutrição infantil através de iogurte fortificado com micronutriente como zinco e ferro.

Ele analisa que houve uma mudança da sociedade em relação às cobranças das empresas, o que é chamado de pós-sustentabilidade.

"Se a gente olhar décadas atrás, as empresas criavam problemas ambientais, sociais, e não precisavam se preocupar. Décadas depois, elas tiveram de reduzir e até não criar problemas. Não é mais aceito criar uma indústria que polua. O que as empresas serão cobradas é criar impacto positivo, que vai muito além de geração de empregos", observa.

A Yunus se prepara agora para fazer um trabalho voltado às cidades. "Barcelona é uma das candidatas a ser um dos braços da Yunus que vamos começar a trabalhar com cidades. Estabelecemos uma série de compromissos que a cidade promete implementar parte dessa lista em alguns anos. Vamos começar a criar mecanismos para que as corporações destinem parte do seu lucro para negócios sociais, ou parte do que elas já gastam com responsabilidade social sustentando ONGs, e então apoiar com parte dessa verba para negócios sociais", explica.

Depois da palestra, Rogério Oliveira conversou com a jornalista Flávia Oliveira, do jornal O Globo. Confira um trecho:

Flávia: A sua relação com dinheiro mudou?

Rogério: A minha relação com dinheiro mudou. Hoje remuneração é para eu pagar as contas, para ter conforto, mas acho que perdeu a necessidade de ser compensado. Dessa ideia de salário como compensação, que se você vai no dicionário é de restituir alguém por um dano que se foi provocado. Então seu salário é uma compensação por você dar seu tempo, sua força, vestir uma roupa que não é sua, uma máscara que não é sua, pelo dano que muitas vezes aquele trabalho provoca no seu corpo. Claro que a maioria não tem opção.

(Foto: Wladmir Pinheiro/CORREIO)

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Salvador resiliente

Diretor da consultoria internacional Arup e professor de desenvolvimento sustentável e resiliência urbana na Europa e na América Latina, Pablo Lazo questiona: 'Onde surge a necessidade de resiliência?'

"O México foi afetado por um forte terremoto em 1985. Mais de 10 mil pessoas morreram. O furacão Harvey provocou inundações em 2017 em Houston. A cidade não estava preparada. Mas não são só as catástrofes que afetam a vida da população. México é o número um em congestionamento. Demoramos até duas horas no trajeto. O planejamento resiliente é a capacidade de um sistema para responder melhor às catástrofes".

Para ele, Salvador já tem um planejamento resiliente. "Começamos a entender quais as tensões e choques que a cidade tem. Essa interconexão foi a primeira etapa de uma estratégia de resiliência para Salvador", explica. 

(Foto: Wladmir Pinheiro/CORREIO)

Na palestra, Lazo destaca que a sociedade civil é quem gera resiliência, a partir de pequenas ações. "Começamos um trabalho com atores e grupos mais vulneráveis. Outra característica é utilização da tecnologia e inovação. Como o vendedor de pastel no Rio Vermelho que aceita cartão de crédito", exemplifica.

"Tem muita gente que pode contribuir em transformar a cidade nessa cidade resiliente. Além disso é preciso ter um olhar soteropolitano, integrar as cadeias de valor. Isso vai levar a uma questão que geralmente se esquece na resiliência: a economia. Para transformar em Salvador mais humana vai ter de acontecer essa transformação da economia".

Ele ainda destacou os avanços na mobilidade da capital baiana. "A mobilidade está muito melhor. Não tinha metrô, antes da Copa. A criação do aplicativo Fala Salvador, essa inserção da tecnologia é uma mostra de que essa troca com a população tem de ser constante. Isso aumenta a capacidade de resposta da Prefeitura".

Pablo participou de um debate com a jornalista Flávia Oliveira, do jornal O Globo. Confira um trecho do debate:

Flávia Oliveira: Você apresentou o projeto feito na Cidade do México, que tem a ver com desastres naturais. O IBGE divulgou que 852 cidades brasileiras tem esse problema - Salvador como a que tem a maior população em áreas suscetíveis a desastres naturais. São mais de 1 milhão de pessoas em risco. Quais experiências você destacaria que podem ser feitas nesse projeto de Salvador resiliente e como a sociedade civil pode participar?

Pablo: O grande desafio após o terremoto foi que as instituições não tinham capacidade de fazer análise inicial de saber quantos e quais prédios tinham desabado. A primeira coisa é que a capacidade que o poder público tem de fazer é baixo. Isso em qualquer cidade do mundo, dos EUA a Salvador. A sociedade pode ajudar a fornecer informações o mais rápido possível. Quando você tem uma base de dados forte, você pode agir melhor sobre as estruturas. Se você não tem esse levantamento, você demora a fazer essa atuação.

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Abertura

A abertura do evento contou com a participação do vice-presidente da Fieb, Carlos Passos, e do presidente da Rede Bahia Antonio Carlos Magalhães Junior.

"A cada edição nos empenhamos em discutir assuntos relevantes para a comunidade. Cerca de 8.500 já passaram pelo Agenda Bahia desde 2010. Será um dia de muita aprendizagem e troca no campo do conhecimento", pontuou. 

O vice-prefeito Bruno Reis, que representou o prefeito ACM Neto na abertura do evento, falou da importância de se debater o tema, e como Salvador já vem se posicionando na área. "Um tema que é importante principalmente porque podemos encontrar soluções para o futuro. Desde 2016 foi colocada como prioridade da gestão procurar, através de tecnologia, soluções em educação emprego, renda e saúde. Lançamos o programa Salvador 360, começamos o HUB de tecnologia. Não há outra cidade no nosso país que, por iniciativa do poder público, tenha criado um espaço voltado para as startups", pontuou.

(Foto: Gabriela Cruz)

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Palestras

Nesta manhã, os dois conferencistas são: Pablo Lazo, diretor da consultoria internacional Arup e professor de desenvolvimento sustentável e resiliência urbana na Europa e na América Latina, que fará a palestra de abertura do evento, com o tema Salvador Humana; e Rogério Oliveira, diretor da Yunus Brasil e mentor em programas globais de empreendedorismo, que apresentará o tema Yunus: A Transformação das Cidades pelos Negócios.

Após as palestras, os dois participarão de um talk show com a plateia, moderado pela jornalista Flávia Oliveira, colunista do jornal O Globo e comentarista de economia da GloboNews e também farão o debate Sustentabilidade do Agora: como pessoas e cidades se preparam para Era Cognitiva?

O Fórum Agenda Bahia 2018 é uma realização do CORREIO, com patrocínio da Revita e Oi, e apoio institucional da Prefeitura de Salvador, Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Fundação Rockefeller e Rede Bahia.

Veja a programação completa do seminário:

9h - Abertura

9h30 - Palestra Salvador Humana, com Pablo Lazo 

10h30 - Palestra Yunus: A Transformação das Cidades pelos Negócios

11h30 - Painel Sustentabilidade do Agora: Como as  Pessoas e  as Cidades se Preparam para Era Cognitiva?

14h30 às 15h30 - Painel Privacidade e Segurança em Tempos de Conectividade

14h30 às 17h30  - Workshop Economia Circular

14h30 às 16h - Oficina Yunus: Como Criar Negócio Social através da sua Empresa

16h30 às 17h30  - Oficina Dados Abertos: A Revolução nas Cidades pelo Cidadão

16h30 às 17h30 -  Desafio de Inovação Acelere[se]

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