Genro diz que matou sogra a pedido da esposa: 'Foi como matar um passarinho'

salvador
09.11.2018, 19:33:22
Atualizado: 10.11.2018, 10:57:14
(Foto: Tailane Muniz/CORREIO)

Genro diz que matou sogra a pedido da esposa: 'Foi como matar um passarinho'

Idosa foi morta por cinco facadas; casal sacou R$ 4.200,00 da vítima e bebeu após crime

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“Mais ou menos arrependido”. Assim o marisqueiro Sidnei Santos Coutinho, 25 anos, resumiu seu sentimento. Preso em flagrante após assassinar a facadas a sogra, a aposentada Zenilda Coutinho de Souza, 78, ele disse em depoimento que cometeu o crime a pedido da filha da vítima, sua esposa, Vanilda Coutinho Souza, 49, que tinha a intenção de herdar três imóveis da mãe.

Em apresentação à imprensa, o criminoso negou que a idosa tenha reagido quando foi atacada.

"Que nada. Foi como matar um passarinho. Estou mais ou menos arrependido", afirmou ele.

O crime aconteceu na manhã de quinta-feira (8), na casa de Zenilda, um andar abaixo da residência onde Sidnei morava com a companheira, também aposentada, no bairro de Vila Canária, em Salvador. O casal morava junto há seis meses. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi estrangulada e depois golpeada cinco vezes com uma faca tipo peixeira.

A arma do crime, assim como as roupas sujas de sangue, foram jogadas no lixo por Sidnei e não foram encontradas porque a coleta de lixo foi realizada antes da chegada dos policiais ao local.

Sidnei foi preso na manhã desta sexta-feira (9), em Saubara, no Recôncavo Baiano. Ao conversar com a imprensa, ele não demonstrou arrependimento pelo assassinato da sogra - de quem furtou R$ 4.200,00 logo após o crime. Ele e a mulher comemoraram a morte em um bar, segundo a Polícia Civil.

Filha da vítima fugiu
De acordo com o titular da 2ª Delegacia de Homicídios (2ª DH/Central), o delegado Guilherme Machado, Vanilda foi ouvida como testemunha no dia da morte da mãe e foi liberada em seguida, porque a versão contada por Sidnei ainda não era conhecida pela polícia. Ela está foragida e é procurada pela polícia.

O delegado Guilherme Machado (Foto: Tailane Muniz/CORREIO)

"Nós chegamos até ele porque vizinhos viram ele em atitude suspeita, deixando a residência. Após uma investigação intensa de nossas equipes, chegamos até ele, que contou que a mulher havia pedido que ele desse um jeito de matar a mãe, há cerca de três meses", explicou o delegado.

O suspeito, que ainda vai passar por audiência de custódia, disse que não fala com a esposa desde a noite de quinta (8), quando fugiu para Saubara. À imprensa, o marisqueiro também confirmou que a sogra ajudava o casal financeiramente.

Ele vai responder por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima. "É um crime que causa repulsa pela maneira pelos requintes de crueldade", comenta Guilherme Machado, que vai solicitar a prisão preventiva do suspeito.

"Nossa equipe está desde cedo procurando pela mandante. Pretendemos prendê-la utilizando o flagrante até o final da noite de hoje (sexta)", conclui.

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