Goleiro do Bahia ainda retira vidro do corpo 2 meses após ataque

e.c. bahia
05.05.2022, 14:12:00
Danilo Fernandes foi atingido por estilhaços e levou 20 pontos (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

Goleiro do Bahia ainda retira vidro do corpo 2 meses após ataque

Inquérito foi prorrogado pela polícia e ninguém foi preso pelo crime; ataque ao ônibus do Bahia aconteceu no dia 24 de fevereiro

Dois meses após ter sido vítima no atentado a bombas contra o ônibus do Bahia, o goleiro Danilo Fernandes ainda retira estilhaços de vidro do corpo. 

A revelação foi feita durante o vídeo dos bastidores do triunfo do Bahia sobre o Londrina, na última terça-feira, por 4x0, na Fonte Nova, pela Série B. 

Nas imagens, o goleiro tricolor aparece removendo pequenos pedaços de vidro do corpo com o auxílio de uma agulha. "Esse não é o primeiro que sai. Já tirei alguns em casa, no CT", explicou Danilo Fernandes. 

O ataque ao ônibus do Bahia aconteceu no dia 24 de fevereiro. A delegação do Esquadrão foi atacada na Avenida Bonocô, quando chegava à Fonte Nova para o jogo contra o Sampaio Corrêa, pela Copa do Nordeste. 

Danilo Fernandes foi atingido por estilhaços e sofreu cortes nos braços, pernas, rosto e pescoço. Ele precisou ser encaminhado para um hospital e recebeu 20 pontos. Um dos estilhaços atingiu a região próxima ao olho e o goleiro precisou passar por um procedimento médico na retina. 

Além disso, Danilo revelou que a barba evitou um corte profundo no pescoço. Ao sair do hospital, o goleiro contou que teve pesadelos e não conseguiu dormir

"Precisei tomar remédio. Até falei para a minha esposa que eu estava pegando no sono e uma caneta caiu no corredor. Eu achei que era uma bomba, e veio a lembrança dos meus filhos", disse o goleiro, na época.

O ataque ao ônibus do Bahia segue sendo investigado. A Polícia Civil revelou que já identificou os suspeitos e que todos fazem parte da torcida organizada Bamor. Entre os acusados está o presidente do grupo, Half Silva. 

Os suspeitos foram ouvidos, mas até o momento ninguém foi preso. No final de abril, a polícia prorrogou o inquérito por 30 dias. Foi a segunda prorrogação das investigações. 

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