'Gostaria que meu time fosse mais agressivo', diz Rodrigo Chagas

e.c. vitória
10.01.2021, 00:19:00
Atualizado: 10.01.2021, 13:01:51
Técnico Rodrigo Chagas durante partida do Vitória contra o América-MGo (Mourão Panda / América-MG)

'Gostaria que meu time fosse mais agressivo', diz Rodrigo Chagas

Técnico do Vitória analisou goleada por 4x0 sofrida contra o América-MG

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Um Leão mais agressivo ofensivamente e mais seguro defensivamente. Esse era o desejo de Rodrigo Chagas. O técnico do Vitória não aprovou a postura do time contra o América-MG na noite deste sábado (9). O líder da Série B goleou o rubro-negro por 4x0, no estádio Independência, em Belo Horizonte. "Achei que íamos entrar com uma atitude diferente, principalmente na questão de marcação. Eu gostaria que meu time fosse mais agressivo, e realmente isso não aconteceu", lamentou o treinador durante entrevista coletiva concedida após o jogo.

Rodolfo, Messias e Neto Berola, duas vezes, marcaram os gols que mantiveram o América-MG no topo da tabela e o Vitória em situação delicada na tabela de classificação. Em 16º lugar, o rubro-negro soma 37 pontos e está a apenas um do Figueirense, primeiro time dentro da zona de rebaixamento.

"Não adianta tapar o sol com a peneira. Não fizemos um bom jogo. A equipe não teve comportamento que eu desejo, que eu gostaria que tivesse, principalmente na agressividade e na marcação. Então acho que a gente tem que melhorar em vários aspectos para que a gente possa sair deste momento ruim", frisou o comandante rubro-negro.

Rodrigo Chagas pontuou a falha defensiva do Vitória no primeiro gol sofrido. Aos 19 minutos, Ademir cruzou na medida para Rodolfo. O camisa 9 cabeceou e comemorou a abertura do placar no estádio Independência.

"A gente trabalhou excessivamente as bolas paradas, tanto ofensivas quanto defensivas. Se erramos individualmente, acho que tem que dar mérito também ao adversário, pelo fato de ter conquistado o resultado, um adversário difícil, que estava na frente. Pecamos neste quesito das bolas paradas e também das bolas em cruzamento, temos que ajustar e melhorar muito mais ainda pelos próximos jogos que virão pela frente, que são os jogos que podem definir nossas vidas na competição".

O comandante lamentou ainda que nos dois primeiros jogos como técnico efetivo o time não tenha conseguido repetir as boas atuações de quando esteve à beira do campo como interino, quando comemorou os triunfos contra CRB (2x1) e Paraná (4x1). Também perdeu para o Coanfiança (3x2) e empatou com o Cuiabá (3x3). Nessa nova fase, antes da derrota para o América-MG, o Vitória já havia empatado em 1x1 com o Operário, no Barradão. 

"A gente sabe que, nas quatro primeiras partidas em que nós estivemos à frente, tivemos um grupo com bastante atitude, com intensidade muito grande. Nestes dois últimos jogos depois que eu passei a ficar realmente à frente da equipe, não mais como interino... No primeiro jogo, fizemos um bom jogo, porém com pouca agressividade. Neste jogo, esperava que essa atitude, principalmente com relação à marcação, até porque a gente ia jogar com uma equipe com muita mobilidade na frente. Então a gente sabia das dificuldades que iriam acontecer. Mas não aconteceu como nós prevíamos, como queríamos". 

A delegação do Vitória não retornará para Salvador. O grupo segue de Belo Horizonte direto para Florianópolis, onde faz o segundo jogo consecutivo fora de casa, quarta-feira (13), às 19h, contra o Avaí, no estádio Ressacada. "Agora é trabalhar mais o psicológico dos nossos atletas, fazer com que eles entendam que a gente tem que ter uma atitude diferente nos próximos jogos que virão pela frente", projetou Rodrigo Chagas.

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