Grilagem no Capão: invasor de terras não comparace à audiência virtual

bahia
14.09.2021, 16:29:00
Atualizado: 14.09.2021, 17:17:59
(Foto: Divulgação/PM-BA)

Grilagem no Capão: invasor de terras não comparace à audiência virtual

Justiça remarcará audiência e tenta acordo com acusados de crime ambiental

Acusado de grilagem há mais de 20 anos em terras públicas do Capão, na Chapada Diamantina, um dos principais destinos turísticos da Bahia, José Mariano Batista de Souza não compareceu à audiência com a Justiça, nesta terça-feira (14), que tratava sobre os crimes ambientais que cometeu. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Mariano invadiu e ocupou ilegalmente uma área no interior do Parque Municipal do Boqueirão, dentre os limites do município de Palmeiras, situado em área de aplicação da Lei da Mata Atlântica. 

O encontro judicial desta terça era de conciliação e visava a desocupação do Parque Boqueirão. Mariano não apareceu, nem o advogado dele, que justificou a ausência com um atestado médico. A audiência era virtual e tratava do processo cível do denunciado, que responde a outras cinco ações na Justiça. O primo de Mariano, Afonso Felinto Timóteo, no entanto, foi à conciliação. Ele é acusado de abrir uma estrada no meio do Parque, de área de 525 m², suprimindo vegetação nativa, à beira do Rio Riachinho.

Segundo o promotor do MP-BA Augusto César Carvalho, Afonso Timóteo reconheceu o erro e tentou acordo com a Justiça. “Ele reconheceu o erro e propôs restaurar todo o dano que efetuou, voltou atrás. Disse que ia fazer um plano de restauração, reflorestar e que ia pagar uma indenização por danos morais a ser estipulada por nós, do Ministério Público”, conta o promotor. 

Por enquanto, até que o acordo seja firmado, o processo dele ficará suspenso por um mês. A expectativa é que ambos fechem acordo no dia 27 de setembro. Caso Timóteo aceite a proposta, ele se livra da ação cível e, consequentemente, de uma possível ação na Justiça. Já a audiência com Mariano será remarcado, ainda sem data definida.  

O CORREIO não conseguiu localizar o atual advogado de Mariano. Os antigos, Alexandro de Souza e Diego Gil Sales dizem não saber quem são os atuais defensores. Procurada a 12 dias, a prefeitura de Palmeiras ainda não enviou resposta. Afonso Timóteo não atendeu às ligações ou respondeu às mensagens. 
 
*Sob orientação da chefe de reportagem Perla Ribeiro

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas